- Estudo aponta que celular interfere em UTIs
Esta página já teve 133.091.044 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 24.665 acessos diários
home | entre em contato
 

Clínica médica/Intensiva/Enfermagem

Estudo aponta que celular interfere em UTIs

29/12/2004


 

 

Mesmo sendo menor do que a palma da mão, um telefone celular pode causar a morte de uma pessoa. O alerta foi feito por um estudo realizado na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (Feec), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele aponta que as ondas eletromagnéticas emitidas pelo inofensivo aparelho podem interferir no funcionamento de equipamentos médicos em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), como respiradores artificiais e leitores de eletrocardiogramas.

O trabalho, inédito no Brasil, faz parte da tese de mestrado da tecnóloga em Saúde Suzy Cristina, de 29 anos, e envolveu a UTI Pediátrica do Hospital de Clínicas (HC) e a UTI Neonatal do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), ambos situados na Unicamp.

“O trabalho surgiu da preocupação das próprias enfermeiras desses locais, que gostariam de saber qual era a influência dos celulares diante dos equipamentos. Já que eles não são permitidos em aviões, a idéia era descobrir o seu impacto nos hospitais. O professor Sérgio Santos Mühlen sugeriu a realização da pesquisa”, afirma Suzy, que levou alguns destes equipamentos para um laboratório particular também em Campinas e os colocou diante do campo elétrico gerado por telefones móveis.

Segundo a tecnóloga, os celulares realmente podem causar interferências consideráveis em um raio de um metro e meio de distância e devem ser desligados. Entre outras coisas, seu campo elétrico interferiu no funcionamento de uma bomba de infusão, responsável por administrar medicamentos aos pacientes.
“Isso não quer dizer que os aparelhos médicos sejam ruins ou que os celulares estejam fora dos padrões, mas que as duas tecnologias são incompatíveis”, diz a pesquisadora. O estudo ainda aponta que os equipamentos hospitalares passaram a ser certificados em relação a sua compatibilidade eletromagnética apenas a partir de 2002.

A legislação vigente estabelece que os equipamentos suportam sem oscilações a emissão de até três volts por metro. A tecnóloga Suzy lembra que um celular, quando opera em sua capacidade máxima, gera cerca de 40 volts por metro. A partir desse estudo, as duas unidades hospitalares da Unicamp passaram a adotar cartazes informativos em suas UTIs pedindo para que os funcionários e parentes de pacientes desliguem os seus telefones móveis. “Recebi um grande apoio das equipes médicas dos dois locais, que passaram a adotar medidas mais restritivas nas unidades depois dos resultados da pesquisa. Em São Paulo, o Hospital do Coração, o Sírio-Libanês e o Albert Einstein fizeram a mesma coisa”, diz a tecnóloga.

13/09/2004 - (10h34)

Fábio Gallacci/Agência Anhangüera

www.cosmo.com.br


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos