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Sexo e Moral

03/01/2005

 

Certo e errado: conceitos arbitrários que regem nossa vida social e que, muitas vezes, são apenas pré-conceitos. Nenhum aspecto de nossas vidas escapa a essa classificação do certo ou errado, nem o sexo (um fenômeno biológico) nem a sexualidade (uma questão humana, cultural). Mas até que ponto a moral é necessária? Deve haver normas na expressão da sexualidade? A questão sexual pode ser dividida entre aquilo que pode e aquilo que não se pode fazer? Ou a sexualidade é essencialmente individual e, portanto, somente as escolhas individuais - que podem diferir umas das outras – são válidas?

As regras culturalmente estabelecidas para as questões sexuais são bem vindas quando servem para delimitar comportamentos considerados agressivos para a sociedade, como por exemplo, o estupro, a pedofilia e a exploração sexual de mulheres.
Mas quando a moral exige padrões de conduta que muitas vezes não são seguidos por aqueles que discordam desses padrões ou possuem valores diferentes, surge o preconceito, a discriminação que prejudica muito a individualidade e a convivência entre as pessoas.

A homossexualidade, por exemplo, não é aceita pelas religiões e a sociedade, de certa forma, também a condena, da mesma forma como o sexo antes do casamento. Para um religioso essas proibições não são vistas como problema e essa regra é incorporada sem maiores questionamentos. O comportamento inverso, ou seja, de quem não segue nenhuma doutrina que determine essas atitudes, também não traz problemas, mas para quem não encara essas questões de maneira resolvida esse tipo de cobrança social se torna um peso. Ana Cláudia Bortolozzi Maia, professora de sexualidade no Curso de Psicologia da Faculdade de Ciências da Unesp, comenta que a moral em si pode não ser repressiva na medida em que as pessoas tomam as regras como norteadoras de sua vida e conduta, porém, é muito comum as pessoas seguirem um padrão moral que "paira no ar", sem, contudo, terem convicção e reflexão daquilo que está sendo imposto socialmente. E é aí que aparecem as culpas, as cobranças, os sofrimentos.

Vivemos uma época de mudanças, de maior liberdade e ao mesmo tempo de retomada de valores afetivos e valorização do amor. A forma como o sexo deve ser encarado, tanto individualmente como em toda a esfera social, está sendo revista. O importante é sempre estar consciente das cobranças sociais e de nossas necessidades individuais, analisando até que ponto estamos sendo verdadeiros com nós mesmos.

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