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Jovens e o sexo seguro

03/01/2005

Os jovens e o sexo seguro:
só a informação não é suficiente

 

Informações sobre sexo seguro estão em todos os lugares: na telinha da tevê, estrategicamente inseridas em programas para jovens; nas revistas para o público adolescente; nas salas de aula; em peças teatrais e textos educativos que buscam a conscientização sexual precoce. Apesar dessa abundância de informação, contudo, muitos jovens mantêm relações sem se prevenir contra o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) ou de gravidez, mesmo conscientes desses riscos.

A causa dessa contradição está em diferentes motivos. Um deles se refere à questão do amor, da estabilidade. Segundo a professora doutora Ana Cláudia Bortolozzi Maia, do departamento de Psicologia da Unesp-Bauru, um casal com longo período de relacionamento adquire o sentimento de que exigir o uso de preservativo significa desconfiar do outro: “Há o medo de ser rotulado como promíscuo, ou de demonstrar dúvida quanto à fidelidade do parceiro, quando se pede para usar camisinha. Tem-se a crença de que o outro te ama, é saudável, é fiel, e transar sem proteção acaba sendo uma ‘prova de amor’”.

A não disponibilidade de preservativo também contribui para o comportamento sexual de risco. “Embora saiba que tem que usar, muitas vezes o jovem não tem camisinhas consigo quando aconteceo desejo. O preço dos preservativos é outro fator importante, já que estudantes, principalmente, muitas vezes lidam com orçamentos apertados. Embora as camisinhas sejam distribuídas gratuitamente em postos de saúde, esse processo gera constrangimento: você tem que se expor, explicar por que precisa...”, completa Ana Cláudia. Crenças (“ah, isso não vai acontecer comigo”, “se eu pegar Aids, foi porque eu mereci, é um castigo de Deus”, “eu te amo, então não tem problema não usar camisinha”) se opõem à informação. O que prova que a informação, sozinha, não derruba a crença, que é uma herança cultural. Além da veiculação de que é necessário usar a camisinha, é preciso dizer como usá-la e fornecer condições de acesso a ela. “Muitas pessoas contraem DSTs e afirmam que usaram camisinha. Não percebem que podem ter usado do jeito errado, só na hora da penetração e não desde as preliminares”, exemplifica a professora.

Para Ana Cláudia, campanhas reflexivas, que promovam grupos de discussão além da simples informação e a conscientização de que usar camisinha é pensar no bem do casal, são a resposta para que o sexo seguro seja eficazmente estimulado.

 www.faac.unesp.br


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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