Meio Ambiente/Ecologia - Poluição pelos veículos
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Meio Ambiente/Ecologia

Poluição pelos veículos

06/01/2005


Nos grandes centros urbanos do País, a concentração de milhares de veículos gera toneladas de gases poluentes por dia, tornando-se o principal fator da degradação da qualidade do ar. Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, por exemplo, a contribuição dos veículos automotores para a poluição do ar chega a quase 100%.


Os principais poluentes lançados na atmosfera pelos veículos automotores são provenientes do processo de combustão incompleta, sendo normalmente quantificadas as emissões de monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (HC), óxidos de nitrogênio (NOx), óxidos de enxofre (SOx) e material particulado.

Os efeitos dessas emissões podem ser sentidos no local, na região e globalmente. Os problemas locais referem-se à saúde da população que é exposta aos gases poluentes, e variam desde irritação dos olhos, nariz e garganta, tosse, enjôo e dores de cabeça a problemas respiratórios como a asma, com custos diretos e indiretos para a sociedade. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias são os mais afetados.
O efeito regional acontece porque os poluentes primários, sob determinadas condições meteorológicas, transformam-se em poluentes secundários na atmosfera, podendo se deslocar a grandes distâncias pelos ventos. O aumento, na atmosfera, da concentração de determinados gases provenientes do processo de combustão, tem provocado o aquecimento global (efeito estufa) comprometendo a vida nos cinco continentes do Planeta.

Como a poluição atmosférica urbana, até meados de 1980, era atribuída às emissões industriais, as ações dos órgãos ambientais visavam basicamente ao controle das emissões dessas fontes. Com o rápido crescimento da frota veicular, verificou-se a enorme contribuição dessa fonte na degradação da qualidade do ar, principalmente nas regiões metropolitanas do País, o que levou o Governo Federal a instituir, em 1986, o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores - Proconve, estabelecendo várias etapas para que as montadoras lançassem no mercado modelos cada vez menos poluidores; já em 1997, os automóveis nacionais alcançavam os baixos índices de emissão dos países de alta tecnologia.

A redução dos níveis de emissão de poluentes por veículos novos é fator fundamental de controle da poluição do ar, mas, por si só, não garante a melhoria da qualidade do ar; é necessário assegurar que os veículos sejam mantidos pelos usuários dentro dos padrões recomendados. Com este objetivo foi implantado, em 1997, o Programa de Inspeção e Manutenção de Veículos, uma parceria Feema/Detran, que colocou o Estado do Rio de Janeiro numa posição pioneira, ao adotar os testes de medição dos gases poluentes emitidos pelos veículos, quando de sua vistoria anual. Por enquanto, apenas em caráter educativo, o programa, ao mesmo tempo em que tem cumprido seu principal objetivo, que é promover a melhoria da qualidade do ar, também tem recebido o apoio da população, não apenas na realização dos testes, como também na melhoria da manutenção de seus veículos.

Teste de medição de gases poluentes

O teste de medição de gases poluentes é feito por ocasião da vistoria anual do veículo, em 17 postos de vistoria do Detran na Cidade do Rio de Janeiro e em 12 cidades do interior do Estado.

O teste é realizado por equipamentos ligados a um computador que mede, automaticamente, os níveis de hidrocarbonetos (HC), monóxido de carbono (CO) e sua diluição (CO+CO2), permitindo obter resultados imediatos e exatos.

No caso de o veículo ser reprovado no teste de emissão de gases, o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo sairá com a seguinte ressalva: Apto com restrições. Neste caso, o proprietário do veículo está contribuindo para aumentar a poluição do ar.

Todos os equipamentos de medição de gases são homologados pelo Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial - Inmetro e possuem sistema de segurança que impede que os operadores tenham acesso a controles que permitam a alteração dos critérios de aprovação e reprovação.

Os operadores são treinados periodicamente pelos técnicos da Feema para atualização das novas tecnologias empregadas. Além da supervisão técnica do programa, a Feema também divulga diariamente o Boletim da Qualidade do Ar.

A qualidade do ar depende também de seu carro. O que você deve fazer:

  • Mantenha seu veículo regulado de acordo com as especificações do fabricante. Além de reduzir a poluição, você prolonga a vida do motor e economiza combustível.

  • Observe o período de troca do(s) filtro(s) de ar. Filtro sujo aumenta o consumo de combustível e o veículo polui mais.

  • Evite transitar por vias congestionadas, procurando, sempre que possível caminhos alternativos. O anda-pára do trânsito congestionado aumenta o consumo de combustível e a emissão de poluentes.

  • Procure utilizar meios de transporte coletivo, sempre que possível.

  • Se o seu veículo utiliza diesel, mantenha o sistema de injeção de combustível regulado, conforme especificação do fabricante.

  • Quando parado no tráfego, não acelere seu veículo desnecessariamente. Acelerando, você aumenta a emissão dos poluentes.

Resultados:

A experiência adquirida ao longo desses quatro anos de realização dos testes de emissão de gases poluentes realizados pelo Detran, com assessoria técnica da Feema, na frota de veículos automotores em uso no Estado, permite concluir que:

Há uma tendência declinante dos índices de reprovação em função da idade dos veículos. Cerca de 70% dos veículos mais antigos foram reprovados e, entre os mais novos, cerca de 10% foram reprovados, o que reflete as melhorias tecnológicas introduzidas na construção dos motores e representa estímulo à renovação da frota. Cabe ressaltar que os limites de emissão para a frota mais moderna são mais restritos, fazendo desta parcela da frota, embora de maior expressão numérica , a de menor impacto poluidor, enquanto que a parcela mais antiga da frota é menos expressiva numericamente, porém muito mais poluidora.





· Há altíssimos índices de reprovação na seção mais antiga da frota e níveis ainda bastante altos na fatia mais nova, mesmo com as melhorias técnicas introduzidas nos motores. Isto demonstra que a atitude do usuário é, em geral pouco atenta ao bom funcionamento do seu veículo, pouco atenta aos gastos excessivos com combustível e à necessidade de zelar pela manutenção do motor em benefício próprio e da coletividade.

· Ainda há muito por fazer para reduzir mais as emissões veiculares, devendo-se incluir, entre outras medidas: incentivos para retirada de circulação dos veículos velhos, mais poluentes; limites mais rigorosos para os veículos novos; aplicação sistemática de melhorias tecnológicas nos motores; desenvolvimento de combustíveis mais limpos; implantação de sistema punitivo para os veículos reprovados nos testes.

http://www.feema.rj.gov.br


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