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Dor/Dores

O controle da dor do câncer

09/01/2005

O câncer é a segunda principal causa de morte nos EUA. Em 1998, aproximadamente 1,2 milhões de novos casos de câncer foram diagnosticados nos EUA, estimando-se que uma em quatro mortes, aproximadamente meio milhão de pessoas, resultaria de câncer, em 1999.

No Brasil, não dispomos de dados estatísticos reais, devido especialmente a subnotificação de casos. Com frequência, a dor é tratada de maneira inadequada em pacientes com câncer, e aproximadamente 60% dos pacientes ambulatoriais com câncer metastático apresentam dor, a qual é suficientemente intensa a ponto de comprometer suas atividades diárias em 36% dos casos.
Sessenta por cento dos pacientes portadores de câncer terminal sofrem dor. No Brasil, não dispomos de estatísticas precisas. Em escala mundial, o Cancer Pain Relief Program, da Organização Mundial de Saúde, considera que cerca de 5 milhões de pessoas no mundo experimentem a dor do câncer diariamente, e que infelizmente cerca de 25% dessas pessoas morram sem conseguir alívio da dor intensa.

Na maioria das vezes, a dor oncológica pode ser controlada através de meios relativamente simples, como terapia medicamentosa, que permite seu controle completo em até 90% dos casos. Além de desempenhar função importante na qualidade dos cuidados dos pacientes com câncer no final de suas vidas, o controle da dor também é vital para sobreviventes do câncer e para pacientes com estabilização da doença, que podem apresentar dor crônica a partir da doença ou da própria terapia empregada.

Deve-se entender que o uso de opiáceos (drogas assemelhadas a morfina) por longo prazo para aliviar a dor é diferente do vício em substâncias. A estratégia do tratamento do paciente com dor deve incluir a educação do paciente e de seus familiares a respeito da dor e de seu controle, além de estimular os pacientes e seus cuidadores a serem participantes ativos no controle da dor.

As causas da dor do câncer podem ser divididas didaticamente nas seguintes categorias:

  1. dor induzida pela doença, incluindo a dor secundária ao acometimento tumoral direto do osso, dos nervos, das vísceras, ou dos tecidos moles e às alterações na estrutura óssea decorrente do tumor, que resulta em espasmo muscular, ou outras alterações estruturais,
  2. dor secundária ao tratamento do câncer, como cirurgia, quimioterapia, radioterapia, e imunoterapia,
  3. dor não relacionada ao câncer ou com seu tratamento, como no caso de osteoartrite, neuropatia diabética, ou doença degenerativa do disco vertebral, por exemplo.

O câncer e/ou seu tratamento podem ativar nociceptores periféricos que provocam a dor nociceptiva somática e visceral, a dor neuropática ou a dor por desaferentação, através da invasão direta ou da lesão do sistema nervoso central ou periférico. Além disso, dores nociceptivas e neuropáticas podem ser modificadas pelo envolvimento do sistema nervoso simpático, causando a dor "mantida" pelo simpático. A importância da distinção do tipo de dor é fundamental para o estabelecimento da melhor estratégia de seu tratamento.

www.hcanc.org.br


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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