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Dor/Dores

Cientistas querem saber se fé alivia a dor

15/01/2005

Cientistas da Universidade de Oxford, no Sul da Inglaterra, vão “torturar” pessoas em laboratório, para tentar saber se ter fé em Deus é uma forma eficaz de aliviar a dor e se os mais religiosos são capazes de tolerar melhor a agonia do que os não crentes.

O estudo, que será acompanhado por neurologistas, farmacologistas, filósofos e teólogos, buscará saber como as crenças religiosas se manifestam no cérebro humano.

Eles pretendem fazer uma série de experiências com os voluntários. Numa delas, será esfregado um gel à base de pimenta na pele das pessoas, que serão convidadas a buscar diferentes meios para aliviar a sensação de ardência. Para as pessoas com forte convicção religiosa, entre essas saídas estará a fé.

Enquanto estiverem sofrendo, os voluntários também serão expostos a estímulos visuais religiosos, entre as quais imagens da Virgem Maria ou de um crucifixo.

Em outro experimento, cientistas vão colocar sobre a mão de um voluntário uma pequena caixa, que se aquece até alcançar 60 graus centígrados. Em outro teste, o vice-diretor do Centro de Oxford para a Ciência da Mente, Toby Collins, usará anestesia e uma equipamento especial para observar transformações nos tecidos do cérebro e investigar, assim, as fronteiras da consciência.

“A dor tem sido um ponto central para muitos problemas que pensadores religiosos e outros têm se dedicado a estudar”, disse o neurocientista, do Departamento de Fisiologia de Oxford, John Stein.

A neurologista Susan Greenfield, do Centro para a Ciência da Mente, disse que os voluntários também serão submetidos a exames de ressonância magnética para verificar o grau de influência de crenças religiosas e espirituais, tais como a certeza ilógica na superioridade inata do homem.

O estudo deve durar dois anos e vai receber investimentos de US$ 2 milhões da Fundação John Templeton, com sede nos Estados Unidos, que apóia estudos sobre a relação entre ciência e religião.

DIFERENÇAS No fim de 2003, estudo conduzido por especialistas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, nos Estados Unidos, mostrou que homens e mulheres têm diferentes respostas à dor. Os pesquisadores descobriram que, no caso dos homens, áreas analíticas do cérebro mostraram maior atividade.

Foram analisados os cérebros de 26 mulheres e de 24 homens, enquanto eles sentiam uma dor fraca. Embora algumas partes semelhantes do cérebro tenham sido estimuladas em ambos os sexos, várias diferenças foram constatadas.

Nas mulheres, houve maior atividade nas regiões límbicas, que são responsáveis pelas emoções. Nos homens, as regiões cognitivas, ou centro analíticos, tiveram mais respostas. “Estamos encontrando mais diferenças científicas entre homens e mulheres à medida que aperfeiçoamos os métodos de pesquisa e aumentamos a amostra da população”, disse o cientista Emeran Mayer, que dirigiu o estudo.

A pesquisa deve ajudar a desenvolver tratamentos médicos mais efetivos, baseados num novo critério: o sexo dos pacientes. “A razão para as duas diferentes respostas pode datar dos tempos primitivos, quando as funções dos homens e das mulheres eram mais distintas”, disse o psiquiatra e professor da universidade, Bruce Naliboff. Ele sugeriu ainda que as atuais diferenças entre os sexos podem ter evoluído, como parte de uma distinção maior nas respostas de homens e mulheres ao estresse.

Fonte: Estado de Minas, 13/01/05


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