Diabete/Diabetes - Dieta alimentar para o diabético
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Diabete/Diabetes

Dieta alimentar para o diabético

30/01/2005

 

Durante a última década, o plano alimentar para o diabético sofreu várias alterações.
A dieta deste paciente, até o surgimento do uso clínico da insulina, em 1922, era bastante restrita em carboidratos e rica em lipídeos.
No entanto, novas pesquisas sobre os efeitos das dietas levaram a mudanças nas recomendações dietéticas.
A individualização da dieta tem sido fundamental, dentro das recomendações de todos os órgãos voltados para diabetes.
A alimentação precisa fornecer nutrientes em qualidade e quantidade para atender as necessidades de cada indivíduo.
A insulina deve ser ajustada o tanto quanto possível para adequar um plano de alimentação preferido, ao invés de ajustar a dieta à dosagem de insulina.
O plano alimentar deve estar voltado na prevenção de complicações tardias.
A doença cardiovascular é comum no diabetes, sendo as anormalidades das lipoproteínas a principal causa da aterosclerose.
A dieta é fundamental para o controle glicêmico, e normalização dos níveis de lipoproteínas.
Recomenda-se como medida preventiva contra aterosclerose e doença cardíaca coronária restrição de gordura a 30% das calorias da dieta. Sendo que, no máximo 10% de gorduras saturadas (sólidas). Colesterol deve totalizar menos que 300 mg/dia.
Alguns estudos têm mostrado que o consumo de dietas ricas em ácidos graxos insaturados, particularmente os monoinsaturados reduz o risco coronariano.
A necessidade de proteína é determinada da mesma forma estabelecida para uma pessoa sem diabetes e dependendo da idade pode variar de 0,75 a 2,2 g/kg de peso. O excesso de proteínas pode facilitar o desenvolvimento de nefropatia diabética. As leguminosas constituem as melhores fontes vegetais de proteínas, pois são ricas em fibras solúveis reduzindo a resposta glicêmica pós-prandial. Além disso, contêm baixo teor de gorduras, o que não se verifica nos alimentos protéicos de origem animal. Deve-se manter proporções equilibradas entre as duas fontes, resultando em dieta mais adequada à prevenção de complicações tardias.
O carboidrato é o nutriente fonte de energia para a vida. O tipo e a quantidade irão definir o aumento da glicose sanguínea. Sua recomendação é de 50 a 60% na dieta.
É importante também avaliar o índice glicêmico dos alimentos.
Quando a dieta é adequada, conseqüentemente as vitaminas e minerais atingem suas recomendações diária. Portanto devem fazer parte do plano alimentar o consumo de vegetais, frutas frescas e dessecadas as quais são fontes importantes de eletrólitos, vitaminas, minerais e fibras.
Os alimentos industrializados devem ser limitados uma vez que o teor de sódio desses produtos são bastante elevados.
A educação nutricional é fundamental no tratamento do diabético, sendo considerada imprescindível tanto para o paciente, quanto para família e aqueles que os cercam.

Ivânia Cátia Moutinho Fonseca
Nutricionista - CRN 98100206-4

www.diabetes.med.br


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