Dermatologia/Pele - Melanoma- saiba mais
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Dermatologia/Pele

Melanoma- saiba mais

16/02/2005

 

 

Introdução e Epidemiologia:

O melanoma apesar de representar apenas 3 a 4% dos tumores cutâneos malignos, é o câncer de pele mais importante não só por sua alta mortalidade, como também pelo aumento dramático de sua incidência em todo o mundo nas últimas décadas.

O melanoma ocorre mais freqüentemente em adultos jovens de 20 a 50 anos de idade. Acima dos 50 anos é mais freqüente em homem, enquanto abaixo de 40 anos é mais freqüente em mulheres.

De acordo com a "Skin Cancer Foundation", o melanoma é o câncer mais freqüente em mulheres de 25 a 29 anos nos EUA e o segundo mais comum entre mulheres de 30 a 34 anos, perdendo apenas para câncer de mama.

Dados estatísticos demonstram que o melanoma ocupa o sétimo lugar em prevalência entre todos os tipos de cânceres diagnosticados em 1995 nos EUA.

Vários estudos demonstram que nas últimas décadas, a incidência de melanoma tem apresentado constante e significativo aumento em todas as partes do mundo.

Na Austrália onde o tumor é mais freqüente, a taxa de incidência dobrou de 14/100.000 habitantes em 1965 à 28/100.000 habitantes em 1980. De 1980 a 1987, a incidência em Queensland dobrou novamente para aproximadamente 60/100.000 habitantes.


Incidência anual de melanoma maligno nos EUA.

Análises estatísticas do "New York University - Melanoma Cooperative Group" mostram que 1 em 1500 nascidos em 1935, 1 em 600 dos nascidos em 1960, 1 em 105 dos nascidos em 1990 e 1 em 75 dos nascidos no ano 2000 desenvolverão melanoma maligno durante sua vida.

Um indivíduo nascido hoje tem 2 vezes mais risco de desenvolver melanoma que o nascido há 10 anos atrás e 15 vezes mais que o nascido há 60 anos.

Felizmente, paralelo ao aumento na incidência de melanoma, tem sido registrado um aumento significativo na sua taxa de sobrevida em 5 anos. Para cada década, desde 1940, a taxa de sobrevida tem aumentado aproximadamente 10%. Desde que a modalidade do principal tratamento de melanoma (exérese cirúrgica) não sofreu mudanças substanciais nas últimas décadas, a melhora da sobrevida pode ser atribuída principalmente ao seu diagnóstico precoce.

Apesar da melhora na sobrevida, a taxa de mortalidade por melanoma continua apresentando aumento, mesmo que não tão rapidamente. A explicação para esta crescente taxa de mortalidade é o aumento explosivo da incidência nas últimas décadas. A taxa de mortalidade por melanoma aumenta linearmente, enquanto a curva incidência tem aumento exponencial.


A taxa de mortes provocada por melanoma maligno está crescendo
linearmente enquanto a incidência está aumentando exponencialmente.

O melanoma maligno é responsável por 75% dos óbitos por câncer cutâneo.

De acordo com a "American Cancer Society", a taxa de mortalidade por 100.000 habitantes nos últimos 30 anos apresentou um aumento de 120% nos homens e 48% nas mulheres.

A diferença entre a intensidade do aumento na incidência e na mortalidade é atribuída a melhora no diagnóstico em estágios precoces quando o melanoma ainda é curável.

Nos últimos 20 anos a proporção de tumores removidos em estágios iniciais tem sido maior, principalmente em países onde há programas educacionais dirigidos à profissionais da área médica e à população em geral. Nestes países a taxa de sobrevida em 5 anos partiu de 40% em 1940 à próximo de 90% atualmente.

Clark e col. em 1968 e Breslow em 1970 foram os primeiros a definir a relação inversa entre a espessura do tumor e a sobrevida do paciente; e estas observações têm sido amplamente confirmadas.

Atualmente a espessura da lesão é o melhor fator prognóstico na sobrevida do paciente portador de melanoma, como mostra a figura abaixo baseada em dados do "New York University - Melanoma Cooperative Group".


Taxa de sobrevivência em dez anos de pacientes com melanoma
maligno (todos estágios) dividido em quatro grupos de espessura 
de lesões. (New York University Melanoma Cooperative Group, 1991.)

Paciente com lesão menor que 0,76 mm de espessura (Breslow) tem em 5 anos sobrevida próximo a 100%, enquanto que pacientes com tumor maior que 4 mm de espessura apresentam apenas 40% de sobrevida em 5 anos.

Somente 55% dos pacientes com metástases ganglionares e 14% dos pacientes com metástases à distância sobrevivem por mais de 5 anos.

Infelizmente, dados nacionais revelam que a grande maioria dos diagnósticos de melanoma são feitos em estágios avançados da doença, com poucas chances de sobrevivência.

Os programas educacionais envolvem 2 aspectos distintos.

Um enfoque, de resultados a longo prazo, que é a prevenção primária do tumor, levando em conta todos os possíveis fatores de risco. Incluem medidas educacionais em relação à exposição solar, formas de proteção ao sol, mudança no comportamento, nos hábitos, mudanças políticas e legislativas.

O outro enfoque, este com resultados a prazo menor, diz respeito ao diagnóstico precoce, incluindo orientação à médicos para identificar pessoas de maior risco, orientação no exame físico completo e cuidadoso de toda a pele, nos exames auxiliares (dermatoscopia, biópsia) e no ABCD clínico.

Ainda com o objetivo de auxiliar o diagnóstico precoce é de suma importância orientar a população geral a realizar um auto-exame da pele regularmente e alertá-la em relação às mudanças clínicas de lesões pré- existentes.

Dra. Sílvia Marcondes Pereira

www.gbm.org.br


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