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Gravidez/Parto/Obstetrícia

Evolução clínica de Miastenia gravis durante a gestação é variável, com freqüente piora clínica dos sintomas

22/02/2005
 




Pesquisadores publicaram, recentemente, no BMC Musculoskeletal Disorders, um estudo em que procuraram descrever a evolução clínica, o parto e a evolução neonatal de 18 pacientes gestantes portadoras de Miastenia gravis.

 

Foi realizada revisão retrospectiva das pacientes através de questionários aplicados às pacientes portadoras de Miastenia gravis, seguidas no National Institute of Perinatology, na Cidade do México, por um período de oito anos. Dados foram obtidos de registros médicos em prontuários quanto à evolução clínica durante a gestação, parto e evolução neonatal.

 

Entre Janeiro de 1996 e Dezembro de 2003, 18 pacientes com Miastenia gravis foram identificadas e incluídas no estudo. A idade média materna foi igual 27,4 + 4,0 anos. Durante a gestação, duas pacientes (11%) apresentaram melhora dos sintomas clínicos de Miastenia gravis, sete pacientes (39%) apresentaram piora importante dos sintomas, e outras nove pacientes (50%) não tiveram alterações quanto à evolução clínica da Miastenia gravis. Nove pacientes tiveram parto normal, oito pacientes foram submetidas a parto cesariano e uma gestante apresentou abortamento. Dezessete pacientes pediátricos nasceram com idade gestacional média de 37,5 + 3,0 semanas e peso médio ao nascimento igual a 2710 + 73 g. Apenas um recém-nascido apresentou Miastenia gravis transitória, sendo que não foram identificadas anormalidades congênitas em qualquer recém-nascido.

 

Portanto, os pesquisadores concluíram que a evolução clínica de Miastenia gravis durante a gestação é variável, com freqüente piora clínica dos sintomas.

Myasthenia gravis and pregnancy: clinical implications and neonatal outcome - BMC Musculoskeletal Disorders; 2004; 5:42

Myasthenia gravis and pregnancy: clinical implications and neonatal outcome
José F Téllez-Zenteno1 , Lizbeth Hernández-Ronquillo* 2 , Vicente Salinas* 3 , Bruno Estanol* 1 and Orlando da Silva* 2
1Department of Neurology, National Institute of Medical Sciences and Nutrition. "Salvador Zubirán", Mexico City, Mexico
2Department of Pediatrics, University of Western Ontario, London, Ontario, Canada
3Neonatology Unit. National Institute of Perinatology, Mexico City, Mexico

BMC Musculoskeletal Disorders 2004, 5:42     doi:10.1186/1471-2474-5-42

Published   16 November 2004

Abstract

Background

The myasthenia gravis is twice as common in women as in men and frequently affects young women in the second and third decades of life, overlapping with the childbearing years. Generally, during pregnancy in one third of patients the disease exacerbates, whereas in two thirds it remains clinically unchanged. Complete remission can occur in some patients.

Methods

To describe the clinical course, delivery and neonatal outcome of 18 pregnant women with the diagnosis of myasthenia gravis. Retrospective chart review of pregnant patients with myasthenia gravis, followed at the National Institute of Perinatology in Mexico City over an 8-year period. Data was abstracted from the medical records on the clinical course during pregnancy, delivery and neonatal outcome.

Results

From January 1, 1996 to December 31, 2003 18 patients with myasthenia gravis were identified and included in the study. The mean ± SD maternal age was 27.4 ± 4.0 years. During pregnancy 2 women (11%) had an improvement in the clinical symptoms of myasthenia gravis, 7 women (39%) had clinical worsening of the condition of 9 other patients (50%) remained clinically unchanged. Nine patients delivered vaginally, 8 delivered by cesarean section and 1 pregnancy ended in fetal loss. Seventeen infants were born at mean ± SD gestational age of 37.5 ± 3.0 weeks and a mean birth weight of 2710 ± 73 g. Only one infant presented with transient neonatal myasthenia gravis. No congenital anomalies were identified in any of the newborns.

Conclusions

The clinical course of myasthenia gravis during pregnancy is variable, with a significant proportion of patients experiencing worsening of the clinical symptoms. However, neonatal transient myasthenia was uncommon in our patient population.


 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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