-
Esta página já teve 134.680.954 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 24.667 acessos diários
home | entre em contato
 

Hipertensão/Pressão Alta

Médicos traçam perfil genético de hipertenso

27/02/2005


A hipertensão arterial, considerada um grande fator de risco para problemas cardíacos, afeta 13% da população do país

Roberta Jansen escreve para ‘O Globo’:

Especialistas do Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras (INCL) e da Fiocruz desenvolvem um estudo inédito cujo objetivo é traçar perfis genéticos dos hipertensos brasileiros. Com base nessas informações, acreditam os cientistas, será possível personalizar o tratamento da doença, tornando-o mais eficaz.

A hipertensão arterial, considerada um grande fator de risco para problemas cardíacos, afeta 13% da população do país. Na grande maioria dos casos (90%), não se consegue diagnosticar a causa primária do problema. Constata-se apenas que há um histórico familiar da doença, indicando uma origem genética.

’Sabemos que há pelo menos seis alterações genéticas, ou polimorfismos, normalmente relacionadas à hipertensão. Sabemos também que quando quatro dessas seis alterações surgem, o organismo passa a excretar mais sódio, o que provoca uma retenção maior de líquido e um aumento da pressão’, afirmou o coordenador do estudo, Ivan Cordovil, chefe do Ambulatório de Hipertensão do INCL.

‘Queremos agora, com o estudo, saber em que seqüências essas alterações aparecem, qual delas influencia mais no problema e como cada uma responde a determinadas drogas, além de possíveis efeitos colaterais dos medicamentos.’

O estudo está sendo feito com 145 pacientes hipertensos resistentes à medicação padrão e com mais de 35 anos.

Perfis genéticos das mais diversas enfermidades, entre elas a própria hipertensão, vêm sendo feitos em diversos países do mundo.

Cordovil acredita, entretanto, que um perfil traçado nos EUA, por exemplo, não necessariamente se aplicaria ao Brasil.

’Eu quero estudar o homem brasileiro especificamente porque acredito que haja diferenças’, justificou o cientista.

‘Uma das drogas usadas contra hipertensão não funciona em negros dos EUA, por exemplo, e funciona muito bem nos negros brasileiros. Acredito que a explicação para isso esteja na genética, no fato de terem origens diversas.’

O estudo, com duração prevista de três anos, está sendo feito por uma equipe multidisciplinar e avaliará também outros aspectos da doença.

’A periodontite, inflamação de gengiva decorrente da má limpeza, ocorre em 30% da população em média. Entre os hipertensos, entretanto, constatamos que esse percentual é de 68%. Ou seja, há uma correlação entre a periodontite e a hipertensão’, exemplificou o médico, lembrando que bactérias da inflamação podem levar ao aumento da pressão.

Concluído o perfil, o especialista acredita que será possível elaborar tratamentos individualizados, de acordo os polimorfismos apresentados, sua seqüência e sua resposta a determinados medicamentos.
(O Globo, 25/2)

Jornal da Ciência- SBPC

 

 


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos