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Cirurgia Plástica

Cirurgia de mastoplastia redutora (cirurgia estética mamária de redução) ou cirurgia de mastopexia (correção da flacidez das mamas)

04/03/2005

As opiniões de outros especialistas podem diferir um pouco, mas no geral há certa unanimidade, pois estão baseadas em preceitos ditados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica que se constitui em uma importante fonte de informações deste texto.

 

Indicação:

É indicada para melhorar o aspecto estético das mamas levando a uma maior firmeza em mamas flácidas e “caídas”, uniformizando mamas assimétricas ou prevenindo problemas causados por mamas muito grandes em que são corrigidos os excessos.

 

Antes da Cirurgia: Avisar se apresentar gripe, antecipação ou atraso do período menstrual, indisposição ou quaisquer outras intercorrências por ocasião da data da cirurgia.

Não beber e não tomar medicamentos por uma semana antes da cirurgia a não ser os prescritos pelo médico. Não tomar antiinflamatórios por no mínimo 15 dias antes da cirurgia.

Internar-se no hospital determinado no mínimo uma hora antes do horário previsto, em jejum absoluto de 8 horas (não ingerir nem água) e portando os exames pré-operatórios.

Programe-se de forma a não se tornar indispensável de afazeres pessoais por aproximadamente 15 dias. 

 

 Risco de Complicações: Raramente a cirurgia plástica mamária sofre complicações sérias. Isto se deve ao fato de se preparar devidamente cada paciente com criteriosos exames e avaliação pré-operatória, além de ponderarmos sobre a conveniência de associação desta cirurgia, simultaneamente a outras. O perigo não é maior ou menor que viajar de avião, automóvel, ou atravessar uma via pública.

Geralmente não é uma cirurgia dolorosa desde que você obedeça às instruções médicas,

principalmente no que tange à movimentação dos braços (não estender mais que 90°), esforços (não

carregar pesos, não forçar a musculatura peitoral, não se apoiar nos braços) e demais cuidados nos

primeiros dias.

    

Anestesia: Anestesia geral ou peri-dural alta a critério do cirurgião e do anestesista, de acordo com o exame físico, psicológico e laboratorial do paciente.

 

Duração da Cirurgia: Dependendo de cada tipo de mama, a média é de 2 a 3 horas, o importante é se conseguir o melhor resultado e simetria possíveis.

 

Cicatrizes: As cicatrizes de uma mamoplastia redutora ou de um levantamento das mamas sem redução (mastopexia) podem ser em forma de “T” invertido, de “L” , de “I” ou periareolar. A nossa preocupação é a de obter o melhor resultado com a menor cicatriz possível. Todas as suas dúvidas quanto à cicatrização e ao tamanho da cicatriz no seu caso específico devem ser esclarecidas antes da cirurgia, no período da consulta pré-operatória, não deixe de fazer perguntas quanto às suas dúvidas.

      Em alguns casos o paciente pode apresentar formação de cicatrizes hipertróficas ou quelóides total ou parcialmente mesmo sendo uma pessoa sem características familiares ou pessoais para esta complicação. É claro que determinadas pessoas têm uma tendência maior (como os descendentes de índios, orientais ou negros) ou menor (como os de pele clara). Mas lembre-se, você pode desenvolver cicatriz queloidiana nas mamas mesmo apresentando uma excelente cicatriz de cesária prévia.

De qualquer forma o acompanhamento da cicatriz é muito importante, portanto não falte aos retornos para que se possa intervir prontamente caso haja indícios de evolução não favorável da cicatriz.

    

Pós-operatório: Geralmente é deixado um curativo com micropore que ajuda a manter a forma da mama operada, portanto não deve ser retirado sem consulta com seu médico. Os pontos são retirados dentro de sete a dez dias da cirurgia e devem ser observados todos os cuidados de higiene recomendados.

Se forem deixados drenos não se pode umedecer a área exposta, portanto não é recomendado o banho

completo neste período.

É importante não faltar aos retornos agendados e comunicar prontamente ao seu médico caso haja

quaisquer dúvidas ou intercorrências no período pós-operatório.

 No período imediato à cirurgia (até o final do primeiro mês), as mamas podem apresentar

um aspecto “achatado” e assimétrico, mas isso se deve à técnica operatória empregada e ao edema pós-cirúrgico. Geralmente a mama não estará com a sua forma final, mas a maioria das pacientes já estará bastante satisfeita com o resultado. Tenha paciência e siga as recomendações médicas para que haja uma recuperação tranqüila e uma cicatrização perfeita.

Entre o primeiro e o sexto mês, aproximadamente, as mamas começam a assumir a sua

forma definitiva através do movimento de báscula que promoverá um arredondamento da porção inferior da mama deixando-a com um aspecto mais harmonioso e natural. Deve-se continuar observando rigorosamente as recomendações médicas. Aos poucos a sensibilidade das mamas, que pode estar diminuída após a cirurgia, vai retornando. É nessa época que a cicatriz se apresenta com o pior aspecto estético tendendo a melhorar de aparência após o primeiro ano pós-operatório.

Mais ou menos entre o sexto mês e um ano e meio da cirurgia a mama atinge o seu

resultado definitivo quanto à forma, redução do edema residual (inchaço) e melhora da cicatriz. Todas as suas dúvidas precisam ser esclarecidas e ambos, você e o(a) médico(a) irão analisar o resultado final. Pode ser que, em alguns casos, haja uma discreta assimetria ou uma porção da cicatriz não esteja com o aspecto desejado por ambos, então pode ser sugerido um retoque cirúrgico ou algum tipo de procedimento estético complementar. O importante é procurar o melhor resultado possível dentro das limitações das técnicas e do processo natural de cicatrização.

 

O que é feito com o tecido retirado?

Todo o tecido mamário ressecado durante uma cirurgia de mamoplastia redutora será encaminhado

para exame anátomo-patológico de rotina.

 

 O pós-operatório da cirurgia das mamas é doloroso?

 Geralmente não é uma cirurgia dolorosa desde que você obedeça às instruções médicas, principalmente

no que tange à movimentação dos braços (não estender mais que 90°), esforços (não carregar pesos, não

forçar a musculatura peitoral, não se apoiar nos braços) e demais cuidados nos primeiros dias.

    

Nova gravidez: Se engravidar após a cirurgia, os cuidados devem ser os mesmos que você teria se não

tivesse operado as mamas, ou seja, siga as recomendações de seu ginecologista para que não haja um

aumento de peso além do recomendado. Não é o ato de amamentar que faz as mamas caírem, mas sim o

desenvolver da gravidez: os estímulos hormonais, a elasticidade da pele e a alteração do peso

corporal. E saiba que um dos maiores prazeres do ato de amamentar é a interação de amor entre mãe e

filho e não tem compensação estética que supere este privilégio.

 Portanto, o resultado cirúrgico poderá ser preservado. Geralmente não haverá problemas para a     

lactação em mamas operadas a não ser naqueles casos infreqüentes em que seria necessária uma ampla

dissecção e ressecção de tecidos, mas são riscos que devem ser discutidos e ponderados antes da cirurgia.

    

Este texto trata-se de uma introdução sobre o tema não pretendendo esgotar suas dúvidas. Caso queira se aprofundar mais no tema procure o seu médico de confiança ou, se preferir, entre em contato com o e-mail elodiaavila@uol.com.br e terei grande prazer em procurar esclarecer suas dúvidas.

 

Dra. Elódia Ávila


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