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Sono/Distúrbio do sono

Apnéia do sono mata mais após 0h

26/03/2005

Pacientes com apnéia do sono têm mais chances de morrerem de ataques cardíacos à noite, enquanto dormem, do que durante o dia, momento em que as demais pessoas são mais vulneráveis.

A maioria dos ataques cardíacos nos EUA acontece entre o alvorecer e o meio-dia, mas a apnéia do sono-- caracterizada pela tendência a roncar, ficar sem respirar e em seguida despertar assustado-- modifica esse padrão.

O que ainda não está claro é o quanto a apnéia do sono eleva o risco geral de uma morte prematura, disseram os pesquisadores na edição desta semana da revista New England Journal of Medicine.

"Nosso estudo não pode tratar da questão de se a apnéia obstrutiva do sono aumenta o risco geral de uma morte súbita por causas cardíacas", escreveram Virend Somers, da Faculdade de Medicina da Clínica Mayo, em Rochester, Minnesota, e seus colegas.

Cerca de 25 por cento dos norte-americanos sofrem de apnéia em algum grau. Esse distúrbio faz com que a glote se feche repetidamente durante o sono, causando interrupção da respiração por entre 10 e 30 segundos, período em que a oxigenação cai drasticamente.

Essa doença, mais comum em homens e em obesos, pode sobrecarregar o coração e fazer com que as pessoas se sintam cansadas durante o dia.

O estudo foi feito com 112 moradores de Minnesota que tinham apnéia do sono diagnosticada e morreram repentinamente de causas cardíacas. A conclusão foi que eles tinham muito mais probabilidade de morrer entre 0h e 6h.

Mais da metade deles morreu entre 22h e 6h -- normalmente, o período em que as pessoas têm menos propensão a sofrer problemas cardíacos letais.

Por outro lado, as vítimas da apnéia tinham apenas a metade da propensão a morrerem de ataque cardíaco entre 6h e 12h, quando as demais pessoas são mais vulneráveis.

E, das 12h às 18h, o risco de uma morte súbita por problemas cardíacos era de apenas 30 por cento, em comparação com as pessoas sem apnéia.

"Não demonstramos que a apnéia do sono aumenta o risco total de morte súbita. Ela muda a hora", disse o cardiologista Somers em entrevista por telefone.

Um estudo muito mais abrangente, com 12 mil pessoas, está em andamento e pode revelar se a morte é mais comum entre pacientes de apnéia. "Em cerca de 18 meses teremos uma resposta", afirmou.

O estudo apresentado na quarta-feira desperta várias questões. Muitas das pessoas com apnéia usam máquinas que forçam o ar goela abaixo, mantendo a glote aberta. Somers disse que, embora a taxa de mortalidade fosse mais alta durante o sono, isso não significa que as máquinas não sejam eficientes.

Os pesquisadores não tiveram como saber quantos pacientes estavam realmente usando o equipamento, especialmente na madrugada em que morreram. Geralmente, segundo eles, 40 por cento dos pacientes não usam as máquinas regularmente.

Muita gente costuma dizer que gostaria de morrer dormindo, mas Somers lembra que "o sono é um estado relativamente passivo". "Se você atravessa todo o estresse do dia e não morre, por que haveria de morrer dormindo?"

Reuters

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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