Geriatria/Gerontologia/Idoso - Osteoporose-riscos
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Geriatria/Gerontologia/Idoso

Osteoporose-riscos

26/03/2005

A osteoporose é uma doença que acomete o sistema esquelético,enfraquecendo os ossos e aumentando o risco de fraturas. Nos EUA, mais de 10 milhões de pessoas sofrem de osteoporose e quase 19 milhões apresentam redução da densidade mineral óssea. Entre 4 e 6 milhões de mulheres brancas na pós-menopausa sofrem de osteoporose, enquanto 13 a 17 milhões apresentam redução da densidade mineral óssea. Cerca de metade das mulheres brancas sofrem alguma fratura óssea devido à osteoporose durante a vida. Em 1993, estima-se que os EUA perderam US$ 10 bilhões em produtividade e atendimento médico relacionados à osteoporose. Com uma população de idosos cada vez maior, o número de pacientes com osteoporose e fraturas relacionadas à doença vem aumentando progressivamente. Morbidade e as despesas financeiras também são cada vez mais significativas.

Os fatores que aumentam o risco de osteoporose incluem:

  1. Sexo feminino, caucasianas ou asiáticas, com baixa estatura e magras, e história familiar de osteoporose (uma mulher cuja mãe sofreu fratura de quadril relacionada à osteoporose tem risco duas vezes maior de apresentar uma fratura semelhante).
  2. Tabagismo, ingestão excessiva de álcool e cafeína, sedentarismo e dieta pobre em cálcio.
  3. Dieta inadequada e saúde precária.
  4. Síndrome de má absorção (os nutrientes não são absorvidos adequadamente pelo sistema digestivo), como na doença celíaca, por exemplo.
  5. Níveis reduzidos de estrógeno, como na menopausa, após a remoção cirúrgica dos ovários ou com a quimioterapia (no tratamento do câncer de mama, por exemplo). A quimioterapia também pode causar menopausa precoce devido à toxicidade sobre os ovários.
  6. Amenorréia (interrupção da menstruação) em mulheres jovens também causa redução dos níveis de estrógeno e osteoporose. A amenorréia pode ocorrer em mulheres que realizam atividade física intensa ou com pequena quantidade de gordura corporal (na anorexia nervosa, por exemplo).
  7. Doenças crônicas, como a artrite reumatóide e a hepatite C crônica (uma infecção do fígado).
  8. Imobilização, após um acidente vascular cerebral, por exemplo, ou qualquer condição que dificulte a deambulação.
  9. Hipertireoidismo, uma condição caracterizada por níveis elevados de hormônios tireoideanos (produzidos pela tireóide, como na doença de Graves, ou devido à ingestão excessiva desses hormônios).
  10. Hiperparatiroidismo, uma doença na qual ocorre produção excessiva de hormônios da paratireóide (pequenas glândulas localizadas próximo à tireóide). Normalmente, esses hormônios são responsáveis pela manutenção dos níveis sangüíneos de cálcio. Quando não tratada, a doença provoca a remoção do cálcio ósseo e, conseqüentemente, a osteoporose.
  11. Deficiência de vitamina D. A vitamina D promove a absorção de cálcio pelo organismo. Em quantidades inadequadas, o organismo não é capaz de absorver a quantidade necessária de cálcio para evitar a osteoporose. A deficiência de vitamina D pode ser causada pela falta de absorção intestinal da vitamina, como na doença celíaca e na cirrose bilar primária.
  12. Alguns medicamentos podem causar osteoporose, incluindo a heparina (um anticoagulante), anticonvulsivantes – como a fenitoína e o fenobarbital– , e o uso prolongado de corticosteróides – como a prednisona.

Síndrome rara pode permitir o tratamento da osteoporose

Segundo pesquisadores, uma mutação genética que causa uma síndrome rara caracterizada por ossos mais resistentes pode representar uma esperança para novos tratamentos para pacientes com osteoporose.

Em um estudo com uma família, pesquisadores mostraram que uma mutação em um gene específico é responsável pela síndrome hereditária, caracterizada por aumento da densidade mineral óssea e mandíbula quadrada. O mesmo gene – conhecido por LRP5, sigla em inglês de low-density lipoprotein receptor-related protein 5 – já foi descrito em uma doença hereditária caracterizada por diminuição da massa óssea.

De acordo com os autores do novo estudo, esses achados ressaltam a importância do gene LRP5 sobre a massa óssea – e sugerem que, na população geral, variações genéticas podem ajudar a determinar a vulnerabilidade à osteoporose.
Além disso, como os autores escreveram na edição de 16 de maio do The New England Journal of Medicine, os resultados sugerem que uma nova droga pode ser desenvolvida para aumentar a densidade mineral óssea.

Nesse trabalho, o Dr. Lynn M. Boyden, da Yale University (em New Haven, Connecticut), e colaboradores estudaram uma família com a síndrome. Sete membros apresentavam densidade mineral óssea bastante aumentada, com mandíbulas quadradas e uma protrusão do teto da cavidade oral.

Os pesquisadores identificaram uma variação do gene LRP5 em todos os indivíduos acometidos. Além disso, estudos laboratoriais demonstraram que a mutação aumentou a atividade de uma proteína denominada Wnt, através da inibição de outra proteína chamada Dkk-1 que, segundo os especialistas, pode explicar os efeitos da mutação.

Dessa forma, segundo o Dr. Richard Lifton, co-autor do estudo, acredita-se que uma droga com ação semelhante sobre a proteína Dkk pode tratar ou prevenir a osteoporose.

O aspecto mais importante desse estudo é que ele indica que uma medicação capaz de impedir a ligação da Dkk ao gene LRP5 é capaz de promover a formação óssea. Esse será, sem dúvida, um dos objetivos das próximas pesquisas.

Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br

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