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Gravidez na adolescência

26/03/2005

Sexualidade precoce

As meninas brasileiras estão menstruando e iniciando sua vida sexual cada vez mais cedo. Vários fatores, desde o clima tropical e a alimentação do mundo industrializado até a erotização provocada pela permissividade dos programas de televisão levam a mudanças hormonais que promovem o amadurecimento antecipado dos elementos ligados ao desejo sexual e ao aparelho reprodutivo dos púberes. Em uma sociedade moderna, em que os pais trabalham fora e a escola é insuficiente para acompanhar o desenvolvimento da sexualidade dos adolescentes, o problema torna-se preocupante, pois, por falta de informações, suas relações sexuais, sem proteção, podem resultar em gravidez indesejada, além de doenças sexualmente transmissíveis.

A gravidez na adolescência

Dados estatísticos estão preocupando pais, educadores e médicos, pois o índice de gravidez de adolescentes cresceu 150% em relação às duas últimas décadas. No Brasil, uma entre cada cinco jovens de 15 a 19 anos já tiveram filho, descontadas aquelas que praticaram aborto. No ano de 1999, segundo o Ministério da Saúde, foram realizados 700.000 (setecentos mil) partos, De cada cinco, um era de adolescente com menos de 19 anos.

Conseqüências de uma gravidez precoce

  • Ansiedade da menina no período que antecede a confirmação da gravidez, pois começa a se dar conta de que vai enfrentar sérios problemas.
  • Medo de contar aos pais, o que leva, muitas vezes, a um período longo de mentiras e estresse.
  • Turbulências na relação com o namorado, que, pego de surpresa, não sabe como agir.
  • Interrupção dos estudos e adiamento dos projetos de vida.
  • Instabilidade psicológica e insegurança.
  • Afastamento de algumas amizades.
  • Adiamento da oportunidade de arrumar um emprego.
  • Insegurança financeira e temor do futuro.
  • Modificação do quadro familiar, pelo acréscimo de novas responsabilidades.

Além das conseqüências psicológicas e sociais, a gravidez precoce, traz um risco tanto para a vida da mãe quanto para a do bebê. O parto é mais complicado e, em geral, o recém-nascido de uma adolescente tem peso abaixo do normal, requerendo cuidados médicos especiais.

O aborto

A conseqüência mais grave da gravidez precoce, especialmente entre meninas pobres, é a prática do aborto clandestino. Segundo a Organização Mundial da Saúde, dos 4 milhões de abortos praticados no Brasil, anualmente, 1 milhão ocorre entre adolescentes, das quais 20% morrem. O primitivismo com que são realizados é responsável por infecções graves e esterilidade de muitas mulheres.

Causas da gravidez na adolescência

  • Ausência de diálogo com os pais sobre vida sexual.
  • Início precoce das atividades sexuais, por influência da mídia e do grupo de amigos.
  • Confusão entre amor e sexualidade por parte de ambos os parceiros.
  • Falta de informações sobre reprodução.
  • Falta de informações sobre métodos anticoncepcionais.
  • Resistência ao uso de preservativos.
  • Necessidade de auto-afirmação.
  • Rebeldia contra a família.
  • Falta de perspectivas pessoais e profissionais.
  • Ilusão de que por ser muito jovem ainda (imagem não perdida do "corpo de criança") não é possível a gravidez.

Métodos anticoncepcionais

Métodos anticoncepcionais são aqueles que impedem o encontro do espermatozóide com o óvulo, evitando, desse modo, a gravidez. Existem os que impedem a ovulação e os que evitam a penetração dos espermatozóides no útero.

  • Pílula anticoncepcional - É um comprimido de hormônio sintético, que deve ser ingerido durante 21 dias no mês, a fim de inibir a ovulação. O método é quase cem por cento seguro, para evitar a gravidez, mas requer disciplina, pois respeita o ciclo feminino e deve ser seguido de acordo com a orientação médica.
  • Camisinha - É o preservativo masculino, invólucro de fina borracha que deve ser colocado no pênis, antes do seu primeiro contato com a vagina. Além de impedir que o espermatozóide fecunde o óvulo, funciona, também como uma barreira de proteção contra doenças sexualmente transmissíveis (AIDS, sífilis, gonorréia e outras).
  • Diafragma - Trata-se de um preservativo feminino, uma capinha de borracha que deve ser introduzida, antes da relação sexual, na parte mais profunda da vagina, a fim de cobrir a entrada do colo do útero e impedir a entrada dos espermatozóides. Só deve ser retirado oito horas depois.
  • Espermicida - Tipo de creme ou espuma, contendo substâncias químicas capazes de destruir os espermatozóides. É colocado no fundo da vagina, antes da relação sexual. Só se torna, realmente, eficaz, quando combinado com outros métodos, como o diafragma, por exemplo.
  • DIU - É um dispositivo intra-uterino, uma pequena haste de cobre ou silicone, que, introduzida pelo médico dentro do útero, impede que o espermatozóide fecunde o óvulo. É eficaz, mas só pode ser colocado em mulheres que já tiveram filhos.
  • Método natural - Este método, o único aceito pela Igreja Católica, consiste em abster-se de relações sexuais durante o período fértil da mulher, isto é, quando o óvulo maduro está pronto para ser fecundado. Como o ciclo é de, aproximadamente, 28 dias, esse período localiza-se bem no meio do mês entre as menstruações. Os médicos não recomendam às adolescentes, cujo ciclo ainda é irregular.
  • Coito interrompido - Consiste em interromper o ato sexual antes da ejaculação masculina. Não é garantido para evitar a gravidez nem o contágio de doenças sexuais.

Estudos mostram que os adolescentes conhecem métodos anticoncepcionais, mas, como sua relações sexuais são esporádicas, não têm prática do seu uso correto. Mais do que nunca, é importante o diálogo de pais, educadores e médicos com os jovens.

Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br

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