-
Esta página já teve 132.459.833 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 24.703 acessos diários
home | entre em contato
 

Endocrinologia/Glândulas

Câncer de Tireóide-tipos

26/03/2005

A cada ano surgem cerca de 11.000 novos casos de câncer da tireóide nos Estados Unidos. O sexo feminino é mais freqüentemente atingido, na taxa de 3 mulheres para 1 homem. O câncer da tireóide pode ocorrer em qualquer faixa etária, porém, é mais freqüente abaixo dos 25 e acima dos 65 anos de idade. A maioria dos pacientes que apresentam nódulos na tireóide não apresentam sintomas. 

É importante ressaltar que cerca de 10% da população tem nódulos tireoidianos, e que a grande maioria são benignos. Somente cerca de 5 a 10% dos nódulos da tireóide são malignos.

Nas fases iniciais, geralmente não  surge sintomas como rouquidão, dor no pescoço,  aumento dos linfonodos cervicais, dificuldade para engolir ou respirar. Os nódulos que aparecem como hipofuncionantes na cintigrafia da tireóide tem mais chances de serem malignos, apesar de que a grandiosa maioria destes são BENIGNOS.


Tipos de Câncer da Tireóide

São 4 os tipos mais freqüentes de tumores malignos da tireóide.

  • Papilífero e papilífero/folicular  ~ 75%  
  • Folicular e de células de  Hurthle  ~ 15% 
  • Medular ~ 7%
  • Anaplásico ou indiferenciado~ 3%


Prognóstico

A grande maioria dos tumores malignos da tireóide são de baixa malignidade, portanto, curáveis.Nos pacientes jovens que tenham desenvolvido tanto adenocarcinoma papilífero quanto folicular, quando adequadamente tratados, tem  cura em cerca 95% das vezes. O tratamento cirúrgico é um pouco controverso quanto a sua extensão devendo diversos fatores serem considerados. Em regra geral é realizado tireoidectomia total para evitar recidivas e facilitar o acompanhamento pós operatórios.  Muitos serviços preferem, em especial nos carcinomas papilíferos, a retirada do lobo comprometido, istmo e grande parte do lobo contra-lateral. Com isso diminuiria o índice das complicações operatórias.

Carcinoma Medular da tireóide é significativamente menos comum, porem, com muito pior prognóstico.Precocemente desenvolve metástases para linfonodos cervicais e requer cirurgia mais agressiva que os citados anteriormente. O tratamento cirúrgico preconizado consiste em tireoidectomia total com esvaziamento ganglionar bilateral e anterior.

Carcinoma Anaplásico ou indiferenciado, é o mais agressivo das linhagens tumorais malignas da tireóide. Seu prognóstico é sombrio, pois habitualmente ao ser feito o diagnóstico a lesão já esta avançada, invadindo a traquéia e estruturas adjacentes, impedindo a retirada cirúrgica completa do tumor.



Tratamento Complementar

Supressão da Tiróide, feita através de administração oral de hormônio tiroidiano em dosagem que mantenha a hipófise inibida, sem estimular o metabolismo tiroidiano.

A célula tireoidiana tem a capacidade de absorver e concentrar o iodo do organismo, e nenhum outro tecido mais, para fazer o hormônio tiroidiano, isto permite que, nos casos indicados,  se possa utilizar o Iodo Radioativo, em regra geral dose única, para destruir qualquer célula cancerosa remanescente em qualquer segmento do corpo, sem os efeitos desagradáveis das terapias quimioterápicas convencionais.  Não ocasiona queda dos cabelos, não causa dor, não constuma originar vômitos ou diarréia.

Não são todos os pacientes que necessitam de tratamento com o iodo radioativo após a terapia cirúrgica.  Portadores de tumores ainda muito pequenos, em regra geral não necessitam desta terapia. Também os carcinomas medulares não tem indicação pois são formados por células que não produzem hormônio tireoidiano, portanto não absorvem o iodo radioativo. 

Como tudo em medicina, cada caso deve ser avaliado individualmente pela equipe médica. 

www.geocities.com


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos