Endocrinologia/Glândulas - Nódulos tireoideanos
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Endocrinologia/Glândulas

Nódulos tireoideanos

26/03/2005

Os nódulos tireoidianos estão presentes em cerca de 10% da população em geral. São mais freqüentes em mulheres do que nos homens, na proporção aproximadamente de 5:1.

A MAIORIA DOS NÓDULOS DA TIRÓIDE SÃO BENIGNOS, apenas cerca de 5% são malignos (câncer)

Os nódulos tireoidianos podem ser únicos ou múltiplos, localizando-se em apenas um lobo ou em toda extensão da tireóide.

QUANTO MAIOR O NÚMERO DE NÓDULOS, MENOR A POSSIBILIDADE DE SER CÂNCER, os pacientes que mais tem chance de ter nódulo maligno, são os portadores de nódulo solitário, e se encontram nos extremos da idade (jovens e idosos). Mesmo assim apenas cerca de 10 a 20% destes são malignos.

Diversas patologias tireoidianas se apresentam como nódulos benignos, dentre as mais freqüentes são os adenomas, tiroidite de Hashimoto, cistos tiroidianos, tiroidite de Riedel, etc..

No processo de investigação dos nódulos tiroidianos, após a amamnese (história do paciente) e o exame físico, costuma-se formar  uma hipótese  diagnóstica, e através dos exames complementares se completa o diagnóstico.

 

Exame de Sangue 

Com a dosagem sanguínea do TSH, T3, T4 ou T4L pode-se definir se a glândula funciona de modo normal, se produz mais hormônio do que deveria (hipertiroidismo), ou menos do que o normal (hipotiroidismo), e se a origem da patologia é na própria tireóide ou na hipófise.

A dosagem dos anticorpos anti-tireoglobulina, anti-microssomial ou anti-TPO  permite  verificar a presença de patologia autoimune como a Tiroidite  de Hashimoto.

 

Cintilografia ou Scan

A cintilografia da tiróide é feita com a ingestão de iodo ou tecnésio radiotivos, de curta meia vida, que serão absorvidos e concentrados na tiróide. Através do cintilógrafo, radiação emitida é captada e transformada em imagem, que  posteriormente é interpretada.  O resultado indica o estado funcional da glândula, que pode ser: normal,  aumentada nos casos de hipertiroidismo ou mesmo diminuída quando há hipotiroidismo.

 

cintilografia

 

Glândula tiroidiana apresentando múltiplas áreas com captação menor do que o restante do parênquima- nódulos hipocaptantes ou frios.  Compatível com BÓCIO MULTINODULAR

 

Área pontilhada demarcando NÓDULO FRIO NO LOBO DIREITO DA TIREÓIDE

 

Ausência do lobo direito, pós tiroidectomia, apresentando na área pontilhada NÓDULO HIPOCAPTANTE

Glândula com captação aumentada, característica de hipertiroidismo, habitualmente não está associado a tumores malignos.

A   captação dos nódulos em relação ao parênquima do restante da glândula também é avaliada. Quando o nódulo concentra mais radioiodo  do que o restante da glândula é chamado de hipercaptante ou quente, naqueles em que a captação é semelhante denomina-se normocaptante ou morno, e os que captam menos são os hipocatantes ou frios. Estes últimos são os que mais preocupam pois podem  ser, em 5 % dos casos, nódulos malignos.

Este exame tem como inconveniente o fato de não poder distinguir os diversos tipos de nódulos frios. Tanto os nódulos císticos como os mistos ou os sólidos revelam o mesmo tipo de imagem. Destes, o que detém maior possibilidade de malignidade é o nódulo sólido

O Scan de corpo inteiro é utilizado como acompanhamento pós operatório dos pacientes submetidos a tratamento do câncer da tireóide, na procura por metástases.

 

Ultra-Som

O ultra-som da tireóide é o exame de eleição para se determinar as características morfológicas da glândula  e dos nódulos, se são sólidos, mistos ou císticos. Único ou múltiplos, se todos semelhantes ou algum que destoa do grupo. Pode-se verificar se o parênquima tiroidiano é homogêneo ou heterogêneo.

ULTRA-SOM

 

NÓDULO ÚNICO com calcificação periférica

 

Ultra-som com eco-doppler colorido mostrando nódulo com vascularização periférica (colorido)- sinal de benignidade

Biópsia com Agulha Fina 

O que mais preocupa o médico e em especial o paciente é a possibilidade do nódulo em investigação ser maligno (câncer). Para tal uma seqüência de exames é realizada, destacando-se PUNÇÃO ASPIRATIVA COM AGULHA FINA - PAAF, também conhecida como punção biópsia de tireóide com agulha fina. Este método permite a retirada de células do nódulo tiroidiano e diagnóstico através do exame citopatológico. É inócuo, pouco doloroso, mesmo quando realizado sem anestesia e permite que um acerto diagnóstico em cerca de 90% dos casos, quando realizado por equipe experiente

Punção Aspirativa com Agulha Fina

Guiada por Ultra-som

cortesia: Doppler -diagnóstico em medicina

radiologista: Dr. Acrisio Scorzelli Jr

radiologista: Dr. Raul Muniz

cirurgião: Dr. Claudio Fainstein

 

Nódulo da Tireóide sendo puncionado sob visão do ultra-som.

 

Nódulo sólido sendo puncionado com agulha fina, sob controle do Ultra-Som

 

Nódulo sólido sendo puncionado  com agulha fina, sob controle do ultra-som com  eco-doppler, permitindo assim desviar a agulha  da vascularização justa nodular.

 

 

Punção Aspirativa com Agulha Fina

sem ultra-som

 

Nódulo fixo entre os dedos, sendo puncionado com agulha fina

 

Material aspirado do nódulo sendo preparado  confecção do esfregaço em lâmina de vidro, e ser encaminhado para análise do citopatologista.

Com o paciente deitado em decúbito dorsal (deitado de costas), com travesseiro sob os ombros palpa-se o nódulo tireoidiano, fixando-o entre os dedos e com a outra mão realiza-se a punção e aspiração do mesmo. O material e transferido para lâminas de vidro, feito o esfregaço e imerso imediatamente em álcool 95%, para ser encaminhado ao citologista. 

Para maior precisão e melhores resultados realizamos também a PAAF sob visão direta da ultrassonografia, que nos permite localizar com maior facilidade o nódulo dominante e puncioná-lo com 100% de acerto. Também facilita achar em meio a diversos nódulos aqueles com maiores possibilidade de ser de natureza maligna, aspirar a parte sólida de um nódulo misto, e etc.  Quando associado ao doppler colorido, pode-se desviar a agulha de vasos sanguíneos mais calibrosos do interior do nódulo e também verificar o tipo de vascularização que nutre a tumoração, quando predominantemente periférica, maior a probabilidade é que o mesmo seja benigno, e quando os vasos se concentram no seu interior,são maiores as chances de  se tratar de câncer.

 

Tomografia Computadorizada

A tomografia computadorizada do pescoço não é exame realizado regularmente, em geral está indicado nos casos de volumosos bócios, em especial nos bócios mergulhantes e em tumores malignos agressivos que podem estar invadindo estruturas adjacentes à tireóide.

cintilografia

 

Glândula tiroidiana apresentando múltiplas áreas com captação menor do que o restante do parênquima- nódulos hipocaptantes ou frios.  Compatível com BÓCIO MULTINODULAR

 

Área pontilhada demarcando NÓDULO FRIO NO LOBO DIREITO DA TIREÓIDE

 

Ausência do lobo direito, pós tiroidectomia, apresentando na área pontilhada NÓDULO HIPOCAPTANTE

Glândula com captação aumentada, característica de hipertiroidismo, habitualmente não está associado a tumores malignos.

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