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Fertilização in vitro/Infertilidade/Reprodução

Idade e a Infertilidade

29/03/2005

A sociedade moderna, através de processo de globalização tem sofrido mudanças radicais mormente com os novos avanços tecnológicos da comunicação (Internet), fazendo com que tenham mudado radicalmente os costumes e os hábitos e até a forma de encarar a maternidade, por parte da mulher.

Atualmente, as mulheres por priorizarem a sua formação profissional e adiarem a entrada no mercado de trabalho, projetam também, para um futuro mais distante a primeira gestação, sem nos esquecermos também do grande número de separações conjugais e conseqüentes novos relacionamentos.

Analisando somente o aspecto puramente econômico pareceria razoável que a estabilidade profissional coincidisse com a chegada do primeiro filho, no entanto fatores biológicos, principalmente do lado feminino, deveriam ser comentados e discutidos com as pacientes.

Diferentemente do homem, a mulher já nasce com o número de folículos que serão utilizados da puberdade até a menopausa. O declínio da fertilidade é gradual até os 35 anos, acentuando-se após esta idade, mesmo que os níveis laboratoriais do FSH (hormônio da hipófise que estimula o funcionamento do ovário) estejam normais.

Nunca é demais lembrar que no final da idade reprodutiva aumentam a incidência de outras patologias que podem também interferir na gestação, como cistos ovarianos, aderências tubária pós-infecção e endometriose.   Para se ter uma idéia, a possibilidade de engravidar espontaneamente entre 35 e 39 anos de idade é 50% menor do que entre os 30 e 34 anos. Em publicações da Rede LatinoAmericana de Reprodução Assistida, mesmo com as mais modernas tecnologias a evolução de uma gestação após os 40 anos não chega a 4%. Outro dado importante a ser analisado é a maior incidência de abortamentos e malformações diretamente relacionadas à idade do oócito fertilizado. Diante do exposto, poderíamos afirmar que nós ginecologistas preocupados com aspectos da reprodução humana temos obrigação científica de esclarecer todas as possibilidades de gravidez espontânea após os 35 anos de idade, assim como também desmistificar a "magia" dos serviços de reprodução assistida que com falsas promessas garantem a certeza de uma gestação sem risco para este grupo de pacientes.

Uma opção existente, mas não aceita por todos os casais seria a inclusão deste grupo de pacientes, num programa de doação de óvulos para pacientes com mais de 40 anos de idade.

Embora não existam a nível do Congresso Nacionais leis que normatizem este procedimento, o Conselho Federal de Medicina aprova que pacientes já inscritas num programa de fertilização assistida, poderiam doar óvulos, mantendo-se o sigilo absoluto e não podendo também existir transações financeiras.

Concluímos, portanto que, condutas criteriosas devam ser tomadas diante de pacientes desejosas de engravidar no final da idade reprodutiva, esclarecendo objetivamente com dados reais, porém nunca retirando a esperança de torná-las mães.

Taxa de gravidez com transferência de quatro embriões e idade da mulher:
Idade da Mulher
Taxa de gravidez Clínica
< 35 anos
37,3%
35-39 anos
29,1%
40 anos ou mais
21,0%
Fonte: RLA 2000

Taxa de gravidez clínica segundo a causa de infertilidade e a idade da mulher:
Idade da Mulher
Tubária
Outras causas femininas
Masculina
Múltiplas
Inexplicadas
< 35 anos
30,1%
27,9%
30,0%
24,0%
36,4%
35-39 anos
25,7%
24,3%
23,9%
17,5%
25,8%
40 anos ou mais
10,3%
7,4%
7,5%
12,0%
14,7%
Total
26,3%
23,4%
25,8%
20,1%
29,0%
Fonte: RLA 2000
 
 
 
 


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