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Clínica médica/Intensiva/Enfermagem

Avaliação de uma Regra de Decisão Clínica para Pacientes Adultos Jovens com Dor Torácica

05/04/2005
 

Pesquisadores do Hospital da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, realizaram um estudo, recentemente publicado na revista Academic Emergency Medicine, para avaliar uma regra de decisão clínica que pacientes com dor torácica adultos jovens (menos de 40 anos) sem doença cardíaca conhecida e sem fatores de risco cardíacos e/ou um eletrocardiograma (ECG) normal apresentam baixo risco (<1%) de síndrome coronariana aguda (ACS) e eventos cardiovasculares (CV) adversos em 30 dias.

 

Foi realizado um estudo de coorte prospectivo de pacientes com idades entre 24-39 anos os quais fizeram um ECG por dor torácica de julho de 1999 a março de 2002. Os usuários de cocaína foram excluídos. A coleta de dados foi estruturada na apresentação, a evolução no hospital foi acompanhada diariamente e o acompanhamento de 30 dias foi obtido por telefone. A medida de resultado foi evento CV adverso em 30 dias (morte, infarto agudo do miocárdio, intervenção percutânea e cirurgia de revascularização miocárdica). Foram utilizadas estatísticas descritivas.

 

Das 4492 consultas por dor torácica, 1023 apresentaram critério. Pacientes eram na maioria mulheres (61%) e afro-americanos (73%). Noventa e oito por cento estavam disponíveis para acompanhamento por 30 dias. Os riscos gerais de ACS e eventos CV adversos foram 5,4% e 2,2%, respectivamente, em toda a coorte. Para pacientes sem história e sem fatores de risco cardíacos, o risco de ACS e eventos CV adversos em 30 dias foi de 1,8%. O risco em pacientes sem história cardíaca e ECG normal foi de 1,3%. Pacientes sem história, sem fatores de risco e com ECG normal apresentaram risco de 1%. Uma regra de decisão clínica modificada mostrou que pacientes adultos jovens sem história de doença cardíaca, juntamente com ausência de fatores de risco cardíacos clássicos ou um ECG normal, e com estudo de marcadores cardíacos inicialmente normais, o risco de ACS foi extremamente baixo (0,14%) e não ocorreram eventos CV adversos no seguimento em 30 dias (intervalo de confiança de 95% 0,1% a 0,2%).

 

Os autores concluíram que uma regra de decisão clínica modificada descreveu um grupo de pacientes com risco de ACS 0,14% que estiveram livres de eventos CV adversos por 30 dias.

Evaluation of a Clinical Decision Rule for Young Adult Patients with Chest Pain - Academic Emergency Medicine; 2005; 12(1): 26-31

Evaluation of a Clinical Decision Rule for Young Adult Patients with Chest Pain

Robert J. Marsan, Jr., BS, Kyle J. Shaver, BS, BA, Keara L. Sease, MAEd, Frances S. Shofer, PhD, Frank D. Sites, RN, BSN, MHA and Judd E. Hollander, MD

From the Department of Emergency Medicine, Hospital of the University of Pennsylvania (RJM, KJS, KLS, FSS, FDS, JEH), Philadelphia, PA.

Address for correspondence and reprints: Judd E. Hollander, MD, Department of Emergency Medicine, Ground Floor Ravdin Building, Hospital of the University of Pennsylvania, 3400 Spruce Street, Philadelphia, PA 19104-4293. Fax: 215-662-3953; e-mail: jholland@mail.med.upenn.edu .

Objectives: The authors sought to validate a clinical decision rule that young adult (younger than 40 years) chest pain patients without known cardiac disease who had either no cardiac risk factors and/or a normal electrocardiogram (ECG) are at low risk (<1%) for acute coronary syndromes (ACS) and 30-day adverse cardiovascular (CV) events. Methods: A prospective cohort study of patients 24–39 years old who received an ECG for chest pain from July 1999 to March 2002 were included. Cocaine users were excluded. Data collection was structured at presentation, hospital course was followed daily, and 30-day follow-up was obtained by telephone. The main outcome was 30-day adverse CV events (death, acute myocardial infarction, percutaneous intervention, and coronary artery bypass graft). Descriptive statistics were used. Results: Of 4,492 visits for chest pain, 1,023 met criteria. Patients were most often female (61%) and African American (73%). Ninety-eight percent were available for 30-day follow-up. The overall risks of ACS and 30-day adverse CV events were 5.4% and 2.2%, respectively, in our entire cohort. For patients with no cardiac history and no cardiac risk factors, the risk of ACS and 30-day adverse CV events was 1.8%. The risk in patients with no cardiac history and a normal ECG was 1.3%. Patients with no cardiac history, no cardiac risk factors, and a normal ECG had a risk of 1.0%. A modified clinical decision rule found that in young adult patients without a known cardiac history, either no classic cardiac risk factors or a normal ECG, and initially normal cardiac marker studies, the risk of ACS was also extremely low (0.14%) and there were no adverse CV events at 30-day follow-up (95% confidence interval = 0.1% to 0.2%). Conclusions: A modified clinical decision rule described a group of patients with a 0.14% risk of ACS that was free from 30-day adverse CV events.

Key words: age; acute coronary syndrome; adverse cardiovascular events; emergency department



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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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