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Oftalmologia/Olhos

Chip no olho poderá devolver visão a cegos

07/04/2005

 

Tecnologia começará a ser testada em humanos em um ano

Cientistas americanos desenharam um olho biônico para permitir aos cegos ver de novo. Ele é composto de um chip de computador colocado no fundo do olho, ligado a uma minicâmera de vídeo embutida em óculos.

As imagens capturadas são enviadas ao chip, que as traduz em impulsos que o cérebro possa interpretar. O aparelho foi desenhado pelo professor Gislin Dagnelie, da Universidade Johns Hopkins, de Baltimore, nos EUA.

É uma tecnologia revolucionária que realmente tem o potencial de mudar as vidas das pessoas elogia Anita Lifestone, do Instituto Real Nacional para os Cegos, da Inglaterra, onde o anúncio da novidade foi feito.

Testes com humanos vão começar dentro de um ano, espera o professor Dagnelie. Segundo ele, embora as imagens não sejam perfeitas, permitirão a uma pessoa cega o reconhecimento de rostos.

(O Globo, 6/4)

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27 - Um carnaval no intestino, artigo de Fernando Reinach

O que foi descoberto é que as bactérias que habitam nosso intestino, e nos ajudam na digestão, se fantasiam de células humanas para escapar do ataque

Fernando Reinach (fernando@reinach.com) é biólogo. Artigo publicado no ‘Estado de SP’:

Onde termina nosso corpo? Nossa mente é capaz de distinguir o sapato do pé e não tem dificuldade em nos convencer de que o pé faz parte do corpo. Mas possuímos um segundo mecanismo encarregado de distinguir o "eu" do "não-eu". É o sistema imune.

Ele identifica a bactéria em nossa garganta, decide se ela faz parte do "eu" e se encarrega de combater tudo o que classifica como "não-eu".

Infelizmente esse sistema não é perfeito, pois é incapaz de classificar uma célula cancerosa como "não-eu" e conseqüentemente os tumores, considerados pelo sistema imune uma parte do "eu", raramente são exterminados.

Por outro lado, devemos agradecer o fato de o sistema imune não ser perfeito e algumas vezes ser "enganado", como ocorre durante a gestação, quando o corpo aceita que o embrião se instale no útero da mãe, apesar de ser um típico "não-eu".

No século 20, o homem descobriu drogas que burlam o sistema imune e possibilitam que órgãos transplantados sobrevivam no corpo de outra pessoa sem ser destruídos pelo sistema imune.

A novidade é que as bactérias do nosso intestino também desenvolveram um método para burlar o sistema imune.

Você não vai gostar de saber, mas em cada grama daquele material que transita em nosso intestino existem 1.000.000.000.000 (1 trilhão) de bactérias, a chamada flora intestinal.

Até agora não se entendia por que o sistema imune não ataca essas bactérias, apesar de combater os vírus intestinais e as bactérias presentes em alimentos contaminados.

O que foi descoberto é que as bactérias que habitam nosso intestino, e nos ajudam na digestão, se fantasiam de células humanas para escapar do ataque.

As células do nosso intestino são cobertas por um tipo especial de molécula contendo um açúcar chamado de L-fucose, que recobre a célula como uma roupa.

Ocorre que as bactérias que vivem no intestino adquiriram genes que permitem que elas sintetizem esse açúcar e o coloquem na superfície de seus corpos, se fantasiando de células humanas.

O sistema imune "acredita" que elas são parte do "eu" e as poupa do ataque.

Quando os cientistas colocaram os genes que permitem a construção da fantasia em bactérias que normalmente são atacadas observaram que, devidamente fantasiadas, elas se tornam imunes ao ataque.

A contraprova foi obtida quando retiraram das bactérias que vivem no intestino os genes do "disfarce" e as recolocaram nuas no intestino, sem fantasia. Elas foram reconhecidas como "não-eu" e exterminadas rapidamente.

O importante desse tipo de estudo é que ele nos ajuda a compreender as regras utilizadas pelo sistema imune para separar o "eu" do "não-eu".

Se entendermos esse mecanismo de reconhecimento talvez um dia possamos "ensinar" o sistema imune a separar uma célula cancerosa de uma célula normal.

Nesse dia teremos um poderoso aliado para combater o câncer, um aliado que já exterminou da face da terra a varíola e está exterminando a poliomielite, um aliado imbatível, que combina a criatividade da mente humana com a sabedoria inata do sistema imune.

Mais informações: "Human symbionts use a host-like pathway for surface fucosylation". Science vol. 307 pág. 1778, 2005

O Estado de SP, 6/4/05

Jornal da Ciência- SBPC


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