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Enxaqueca/Cefaléia/Dor de cabeça

Enxaqueca e Fatores de Riscos Cardiovasculares

07/04/2005

A enxaqueca, particularmente com aura, é um fator de risco para o início precoce de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. Os mecanismos ainda são desconhecidos, porém pode em parte ser devido ao fato de que os que possuem esta morbidade têm um risco aumentado para doença cardiovascular. Em um artigo publicado recentemente na revista Neurology, os autores compararam o risco cardiovascular de pacientes adultos com enxaqueca em relação a pacientes sem enxaqueca.

 

Foram selecionados participantes (n = 5.755,  48% homens, em idade entre 20 e 65 anos)  do Estudo de Epidemiologia Genética da Enxaqueca (GEM),  um estudo populacional holandês.  Um total de 620 pacientes com enxaqueca foram identificados:  31%  com aura (MA),  64% sem aura (MO) e 5% não classificados. Os controles foram 5.135 indivíduos sem enxaqueca ao longo da vida.  A avaliação dos fatores de riscos cardiovasculares incluiu pressão sanguínea (PA),  níveis séricos de colesterol total e lipoproteína de elevada densidade (CT, HDL),  tabagismo e uso de contraceptivo oral bem como o escore de risco de Framingham para infarto do miocárdio ou morte por doença cardíaca coronária (CHD).

 

Comparados aos controles, os pacientes com enxaqueca estiveram mais propensos ao tabagismo (OR = 1.43  [1.1 a 1.8]),  menos propensos à ingesta de álcool (OR = 0.58 [0.5 a  0.7]) e mais propensos a relatarem história  de infarto miocárdico precoce dos pais. Aqueles com enxaqueca com aura foram mais propensos a terem um perfil desfavorável de colesterol (CT de 240 mg/dL  [OR = 1.43 (0.97 a 2.1)],  fração CT:HDL > 5.0  [OR = 1.64 (1.1 to 2.4)]),  apresentaram PA elevada (PA sistólica > 140 mm Hg ou PA diastólica  > 90 mm Hg [OR = 1.76 (1.04 a 3.0)]) e relato de história de início precoce de CHD ou AVC (OR = 3.96 [1.1 a 14.3]);  as pacientes do sexo feminino com enxaqueca e aura foram mais propensas a estarem em uso de contraceptivos orais (OR = 2.06 [1.05 a 4.0]). As freqüências de um elevado escore de risco de Framingham  para CHD foram aproximadamente o dobro para pacientes com enxaqueca e aura.

 

Os autores concluíram que portadores de enxaqueca, particularmente com aura, têm maior risco cardiovascular do que indivíduos sem enxaqueca.

Cardiovascular risk factors and migraine - The GEM population-based study - Neurology – 2005; 64(4):614-620

Cardiovascular risk factors and migraine

The GEM population-based study

A. I. Scher, PhD, G. M. Terwindt, MD, PhD, H. S.J. Picavet, PhD, W. M.M. Verschuren, MD, PhD, M. D. Ferrari, MD, PhD and L. J. Launer, PhD

From the Laboratory of Epidemiology, Demography, and Biometry (Drs. Scher and Launer), National Institute on Aging, National Institutes of Health, Bethesda, MD; Department of Neurology (Drs. Terwindt and Ferrari), Leiden University Medical Center, Leiden, The Netherlands; Center for Prevention and Health Services Research (Drs. Picavet, Verschuren, and Launer), National Institute of Public Health and the Environment, Bilthoven, The Netherlands.

Address correspondence and reprint requests to Dr. Ann Scher, Uniformed Services University of the Health Sciences, Department of Preventive Medicine and Biometrics, 4301 Jones Bridge Road, Bethesda, MD 20814-4799; e-mail: ascher@usuhs.mil

Background: Migraine, particularly with aura, is a risk factor for early-onset ischemic stroke. The underlying mechanisms are unknown, but may in part be due to migraineurs having an increased risk profile for cardiovascular disease. In this study, the authors compare the cardiovascular risk profile of adult migraineurs to that of nonmigraineurs.

Methods: Participants (n = 5,755, 48% men, age 20 to 65 years) are from the Genetic Epidemiology of Migraine (GEM) study, a population-based study in the Netherlands. A total of 620 current migraineurs were identified: 31% with aura (MA), 64% without aura (MO), and 5% unclassified. Controls were 5,135 individuals without lifetime migraine. Measured cardiovascular risk factors included blood pressure (BP), serum total and high-density lipoprotein cholesterol (TC, HDL), smoking, oral contraceptive use, and the Framingham risk score for myocardial infarction or coronary heart disease (CHD) death.

Results: Compared to controls, migraineurs were more likely to smoke (OR = 1.43 [1.1 to 1.8]), less likely to consume alcohol (OR = 0.58 [0.5 to 0.7]), and more likely to report a parental history of early myocardial infarction. Migraineurs with aura were more likely to have an unfavorable cholesterol profile (TC ≥ 240 mg/dL [OR = 1.43 (0.97 to 2.1)], TC:HDL ratio > 5.0 [OR = 1.64 (1.1 to 2.4)]), have elevated BP (systolic BP > 140 mm Hg or diastolic BP > 90 mm Hg [OR = 1.76 (1.04 to 3.0)]), and report a history of early onset CHD or stroke (OR = 3.96 [1.1 to 14.3]); female migraineurs with aura were more likely to be using oral contraceptives (OR = 2.06 [1.05 to 4.0]). The odds of having an elevated Framingham risk score for CHD were approximately doubled for the migraineurs with aura.

Conclusions: Migraineurs, particularly with aura, have a higher cardiovascular risk profile than individuals without migraine.



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