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Notícias da Dra. Shirley

Rio registra 13 casos da doença do peixe cru

12/04/2005


Os cariocas devem tomar cuidado com os sushis e sashimis: já foram registrados no Rio desde agosto pelo menos 13 casos de difilobotríase, a doença transmitida pela ingestão de peixe cru contaminado pelo parasita Diphyllobothrium , que pode crescer até 15 metros no organismo humano. Com um nome difícil de lembrar, o problema também traz conseqüências difíceis de esquecer: as vítimas sentem dores abdominais fortes, enjôos, cefaléia e podem ficar anêmicas. Para evitar um surto na cidade como o que ocorreu em São Paulo, onde 28 pessoas foram contaminadas em 12 meses, a Vigilância Sanitária do município começa hoje a fiscalizar restaurantes japoneses.

A intenção da Vigilância Sanitária é orientar sobre técnicas de congelamento para eliminar o parasita. Mesmo quem já trabalha com peixe congelado, como a rede Kotobuki, vem sofrendo com a difilobotríase. Gerente da filial de Botafogo, Arnóbio Aragão estima que o movimento tenha caído 50% nos últimos três dias.

Outros peixes também estão sob suspeita

Uma das pessoas que têm evitado consumir peixe cru é o estudante Rafael Alves, que teve o parasita identificado em fevereiro num exame de fezes.

— Sou apaixonado por sushi, mas deixei de comer. Refiz o exame e o parasita não desapareceu com o remédio que tomei. Adorava salmão cru, mas agora não tenho tido muita coragem. Ainda sinto dores na barriga e ânsia de vômito diariamente — contou Rafael, que costumava freqüentar dois restaurantes na Barra da Tijuca semanalmente.

O salmão, apontado por muitos como o vilão da difilobotríase, pode não ser o único culpado. Segundo Marcelo Knoff, pesquisador da Fiocruz, especialista em parasitas de peixes, as amostras que chegaram à Fiocruz e à Universidade Rural (que identificaram seis casos entre agosto e novembro de 2004, e um laboratório particular mais sete, entre outubro do ano passado e abril deste ano) tinham apenas ovos. Só com eles não foi possível identificar qual dos três tipos mais comuns do parasita estava atingindo os pacientes do Rio. Essa identificação só seria possível se também fossem encontrados restos do verme.

— Alguns dos Diphyllobothrium só acometem peixes de água doce, como o salmão. Outros, os de água salgada, que também são usados na culinária japonesa.

Para quem se preocupa com a doença, Otávio Fernando, gestor médico do Laboratório Bronstein/Lâmina, esclarece que qualquer exame de fezes pode identificar o parasita.
 
Fonte: O Globo On Line - Rio
 
Portal do Consumidor


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