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Sono/Distúrbio do sono

Ser humano passa um terço da vida dormindo e sonha durante um quarto desse tempo

13/04/2005
Mundo dos sonhos

Ser humano passa um terço da vida dormindo e sonha durante um quarto desse tempo

O que é o sonho, como se manifesta e qual a sua função? Por que sonhamos e o que acontece enquanto sonhamos? Essas questões suscitam debates e pesquisas há milhares de anos. Desde o Egito antigo, no tempo dos faraós, o sonho já era objeto de estudos. Na Grécia, os famosos templos de Asclépios (deus da medicina) recebiam pessoas em busca de conselho e cura, muitas vezes atribuída à ajuda dos sonhos. Na Bíblia, consta que a interpretação que José deu ao sonho do faraó evitou sete anos de fome . Foi também em sonho que um anjo apareceu para São José anunciando que Maria esperava o filho de Deus. Os xamãs, na Ásia, ou os índios, na América, também atribuíam um grande valor aos sonhos.

Do filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.)ao criador da psicanálise, Sigmund Freud (1856-1939), e Carl Jung, passando por pesquisadores como Hans Berger (inventor do eletroencefalógrafo, em 1929), Aserinsky e Kleitman (que descobriram o sono REM e NREM), e ainda Dement e Kleitman (que estudaram as inibições/interrupções experimentais na década de 50), muitas teorias surgiram ao longo dos anos. Algumas foram deixadas de lado depois das descobertas neurológicas. Outras ganharam força e motivaram pesquisas para entender adequadamente a função do sonho.

Na realidade, o sonho nada mais é do que uma experiência enquanto dormimos. É nesse momento que processamos as informações recebidas. Tal como um computador, nosso cérebro seleciona e guarda aquelas necessárias às nossas vidas. “Gastamos, aproximadamente, um terço de nossas vidas dormindo e um quarto desse tempo, sonhando. Será que é à toa? Dormimos e sonhamos não para sairmos dele, mas para encontrarmos algumas pistas, descobertas que vão nos ajudar na nossa vida”, afirma Rogério Niffinegger, mestre e doutor em psicologia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ).

De acordo com a neurologista Marília Denise Mariani Pimenta, especialista em medicina do sono e titular da Academia Brasileira de Neurologia, com os avanços tecnológicos nessa área já se consegue determinar com precisão o momento exato em que o sonho começa e termina. Também é possível saber se o sonho é calmo ou não, pelo tipo de movimentos oculares que as pessoas fazem, “mas o que elas sonham ainda fica só para Morfeu (deus do sono)”.

Estado de Minas, 11/04/05


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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