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AIDS / HIV

Novos casos de aids podem chegar a 90 milhões na África até 2025

29/04/2005



Cerca de 90 milhões de africanos podem ser infectados pelo vírus da aids se não melhorarem as medidas para combater a epidemia, segundo um relatório divulgado hoje, sexta-feira, por especialistas da ONU.

O documento elaborado pelo programa das Nações Unidas contra a aids (Unaids) afirma que "podem haver mais 90 milhões de novas infecções nos próximos 20 anos se a ajuda for mantida nos níveis atuais".

Atualmente calcula-se que há 25 milhões de africanos infectados pelo vírus HIV, o que significa que se não receberem tratamento terapêutico podem desenvolver a doença.

O relatório, que foi elaborado por um grupo de especialistas em sua maioria africanos, levanta três hipóteses sobre a evolução dessa epidemia na África subsaariana, a região mais afetada desde o surgimento da doença há 20 anos.

A hipótese mais catastrófica prevê que os países da região podem ser cada vez mais marginalizados do processo de globalização e registrar uma "queda de investimento e ajuda exterior, assim como o congelamento de seu crescimento econômico".

A segunda hipótese analisada pelos especialistas é que a África aplique medidas rigorosas e de longo prazo para reduzir a propagação do vírus da aids, embora seus recursos sejam limitados.

Nesse caso, seriam evitadas 24 milhões de nova infecções pelo vírus nos próximos 20 anos, informa o documento.

A terceira e última hipótese consiste que a aids seja considerada uma "crise excepcional que exige uma resposta excepcional".

Nesse caso - que prevê uma mudança das relações da África com o resto do mundo em questões de saúde, desenvolvimento, comércio e segurança, além de um aumento da ajuda exterior e dos investimentos sociais -, "poderiam ser evitadas até 43 milhões de novas infecções pelo vírus entre hoje e 2025".

O relatório, elaborado em colaboração com vários organismos africanos, foi apresentado hoje em Adis-Abeba pelo diretor executivo da Unaids, Peter Piot.

O dirigente desse organismo afirma em comunicado que se trata de "hipóteses e não de prognósticos", mas adverte que "milhões de novas infecções podem ser evitadas se a África e o resto do mundo decidirem abordar a aids como uma crise excepcional com um potencial devastador para sociedades e economias inteiras".

O relatório afirma que "há um abismo entre a necessidade e a disponibilidade" de dinheiro para a luta contra a aids e destaca que em 2003 o total destinado aos países em desenvolvimento para esse objetivo - contando com seus orçamentos nacionais e a ajuda internacional - chegou a 4,7 bilhões de dólares.

Essa quantia é considerada metade do que seria necessário para se combater adequadamente esta crise de saúde.

As três hipóteses do relatório sugerem que "para obter melhores resultados e prevenir a deterioração da situação, deve aumentar consideravelmente o nível atual de despesa em prevenção e em tratamento do HIV".

O texto conclui ainda que "não considera só a quantia de dinheiro que é gasta em programas contra a aids, mas também a eficiência na utilização desses recursos e o financiamento de outros objetivos em favor do desenvolvimento".

A ONU calcula que há cerca de 40 milhões de pessoas no mundo todo infectadas com o vírus da aids, das quais a maior parte vive nas regiões mais pobres da África e sente falta de tratamento e atendimento médico suficiente.

EFE-UOL


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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