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Imunologia/Imunidade

Síndrome da fadiga crônica

29/04/2005

 

 

A Síndrome da fadiga crônica é parte integrante do que se conhece hoje como fibromialgia, dores crônicas pelo corpo e sensação de fadiga muscular. Os exames laboratoriais são negativos e a fibromialgia é diagnosticada pelo exame clinico da pesquisa de 18 pontos referenciais,
dos quais pelo menos 11 deles devem ser positivo a uma pressão digital de 4 quilos. O tratamento é feito com medicação anti-depressiva, reguladores do sono, mais exercícios e uma terapia diferente que se chama de cognitivo-comportamental;não é psicoterapia, pois esses pacientes não se consideram com problemas psíquicos. É uma explicação racional da fadiga (informações de como se dá a influência dos neurotransmissores). Os dados apresentados têm a pretensão de agir no
racional, na razão do paciente (por isso, a enominação de cognitivo) e existe também o componente comportamental, já que não se procura saber as razões psicológicas profundas porque o paciente não se dá bem com a sua
filha mais velha, por exemplo, mas, procura encontrar qual a forma que poderia haver uma convivência com o menor número de atritos emocionais, entre ambos. Isso só é possível mudando alguns hábitos do paciente, ou
seja, o seu comportamento, seu racional. Isso gera menos frustrações, brigas e períodos de depressão. Isso permite uma psicoterapia breve,
sem ter as características freudianas.
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) parece ser um tratamento promissor para síndrome da fadiga crônica (SFC), mas a aplicabilidade desse tratamento fora de serviços especializados é
questionada.
J B Prins e colaboradores, psicólogos clínicos, da Universidade de Nijmegen, na Holanda, analisaram 278 pacientes com diagnóstico de SFC, que foram divididos em grupo A, com 93, que fizeram TCC; grupo B com 94 pacientes que receberam informações gerais médicas sobre fadiga
(grupo de suporte) e no grupo C, 91 pacientes tiveram um acompanhamento no ambulatório (grupo controle). Foram feitas amplas
avaliações, clínicas e psicológicas, no inicio do tratamento, em 8 meses e 14 meses depois. Foi avaliada a gravidade da fadiga (teste
de avaliação de força muscular ) e disfunção psicológica (com o teste Perfil de Impacto da Doença). Foi possível acompanhar até o fim, 241
pacientes (83 grupo A, 80 grupo B e 78 grupo C). Em 14 meses, a TCC do grupo A foi significativamente mais efetiva do que nos grupos B e C em relação a gravidade de fadiga (5,8 vezes mais eficiente que o grupo B e 5,6 vezes que o grupo C). O Grupo B e C em relação a SFC tiveram a mesma evolução. Entre os pacientes do grupo A, a melhora clinica significante foi observada na gravidade da fadiga em 20 de 58 (35%) pacientes. Na prova chamada de Karnofsky
performance status (prova física de pequemos exercícios) houve nítida melhora em 28 de 57 (49%), e melhora auto-referida para 29 de 58
(50%).
Fatores prognósticos para os pacientes na melhoria dos desfechos após TCC foram um mais alto senso de controle e os preditores de pior melhora,
foi um padrão excessivo de preocupação de atividade e foco em sintomas corporais.

 

Lancet 2001 Mar 17;357(9259):841-7.


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