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Clínica médica/Intensiva/Enfermagem

Ventilação com Pressão Positiva Contínua Noturna Melhora a Eficiência Durante Exercício em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Crônica

03/05/2005
 



 

Insuficiência cardíaca crônica está intimamente relacionada ao controle reflexo cardiorespiratório prejudicado, incluindo a pior eficácia ventilatória durante o exercício (curva E/CO2) e apnéia central (CSA).  A ventilação com pressão positiva contínua (CPAP) e a terapia com oxigênio noturno alivia a CSA. Pesquisadores alemães realizaram um estudo, recentemente publicado na revista Chest, com o objetivo de comparar os efeitos do CPAP noturno com a terapia de oxigênio na curva E/CO2.

 

Vinte e seis pacientes estáveis com Insuficiência cardíaca crônica e CSA foram incluídos em um estudo clínico prospectivo controlado em um hospital universitário. Dez pacientes receberam oxigênio noturno e 16 pacientes foram submetidos ao tratamento com CPAP. Basalmente e após 12 semanas de tratamento, foi realizado teste de exercício cardiopulmonar limitado aos sintomas em bicicleta ergométrica. O gás expirado foi analisado a cada ciclo respiratório para avaliação da ventilação e eficácia ventilatória juntamente com a análise dos gases arteriocapilares durante o descanso e o exercício.

 

O tratamento com CPAP diminuiu significativamente a curva E/CO2 (31,2 ± 1,6 vs 26,2 ± 1,0; p = 0,005) e melhorou a fração de ejeção ventricular esquerda (LVEF) [31,7 ± 2,6% vs 35,7 ± 2,7%; p = 0,041]. O tratamento com CPAP diminuiu significativamente o índice apnéia-hipopnéia (AHI) [35,9 ± 4,0/h vs 12,2 ± 3,6/h; p = 0,002]. O pico de consumo de oxigênio (O2) [16,2 ± 1,1 L/min/kg vs 16,3 ± 1,2 L/min/kg; p = 0,755] permaneceu similar após o tratamento com CPAP. A terapia com O2 diminuiu o AHI (28,8 ± 3,2/h vs 8,7 ± 4,1/h; p = 0,019), mas não melhorou a capacidade de exercício (pico de O2 15,4 ± 1,5 L/min/kg vs 15,6 ± 1,9 L/min/kg; p = 0,760), LVEF (30,9 ± 2,4% vs 32,5 ± 2,3%; p = 0,231) ou a curva E/CO2 (30,0 ± 1,5 vs 29,8 ± 1,5; p = 0,646).

 

Os autores concluíram que o CPAP noturno e a terapia com oxigênio diminuíram a CSA a um grau semelhante. Apenas a terapia com CPAP pode melhorar a eficiência respiratória durante o exercício e pode ter efeitos favoráveis na LVEF. Com isso, eles concluíram que o CPAP é vantajoso comparado com o O2 no tratamento da CSA em pacientes com insuficiência cardíaca crônica.

Nocturnal Continuous Positive Airway Pressure Improves Ventilatory Efficiency During Exercise in Patients With Chronic Heart Failure - Chest 2005; 127(3): 794-802.

Nocturnal Continuous Positive Airway Pressure Improves Ventilatory Efficiency During Exercise in Patients With Chronic Heart Failure*

Michael Arzt, MD; Martina Schulz, MD; Roland Wensel, MD; Sylvia Montalvàn, MD; Friedrich C. Blumberg, MD; Günter A. J. Riegger, MD and Michael Pfeifer, MD

* From the Department of Internal Medicine II (Drs. Arzt, Wensel, Montalvàn, Blumberg, Riegger, and Pfeifer), Pneumology, University of Regensburg, Regensburg; and Lungenfachklink Donaustauf (Dr. Schulz), Donaustauf, Germany.

Correspondence to: Michael Arzt, MD, 65 High Park Ave #2012, Toronto, ON, M6P 2R7, Canada; e-mail: michael.arzt@utoronto.ca

Objectives: Chronic heart failure is closely related to impaired cardiorespiratory reflex control, including decreased ventilatory efficiency during exercise (E/CO2-slope) and central sleep apnea (CSA). Continuous positive airway pressure (CPAP) and nocturnal oxygen therapy alleviate CSA. The aim of the present study was to compare the effects of nocturnal CPAP and oxygen therapy on E/CO2-slope.

Design and setting: Prospective controlled trial at a university hospital.

Patients: Twenty-six stable patients with chronic heart failure and CSA.

Intervention and measurements: Ten patients received nocturnal oxygen, and 16 patients were assigned to CPAP treatment. At baseline and after 12 weeks of treatment, symptom-limited cardiopulmonary exercise testing was performed on a cycle ergometer. Expiratory gas was analyzed breath by breath for evaluation of ventilation and ventilatory efficiency in combination with arteriocapillary blood gas analysis during rest and exercise.

Results: CPAP treatment significantly reduced the E/CO2-slope (31.2 ± 1.6 vs 26.2 ± 1.0, p = 0.005) and improved the left ventricular ejection fraction (LVEF) [31.7 ± 2.6% vs 35.7 ± 2.7%, p = 0.041]. CPAP treatment significantly reduced the apnea-hypopnea index (AHI) [35.9 ± 4.0/h vs 12.2 ± 3.6/h, p = 0.002]. Peak oxygen consumption (O2) [16.2 ± 1.1 L/min/kg vs 16.3 ± 1.2 L/min/kg, p = 0.755] remained similar after CPAP treatment. Oxygen therapy reduced the AHI (28.8 ± 3.2/h vs 8.7 ± 4.1/h, p = 0.019), but did not improve exercise capacity (peak O2, 15.4 ± 1.5 L/min/kg vs 15.6 ± 1.9 L/min/kg, p = 0.760), LVEF (30.9 ± 2.4% vs 32.5 ± 2.3%, p = 0.231), or the E/CO2-slope (30.0 ± 1.5 vs 29.8 ± 1.5, p = 0.646).

Conclusion: Nocturnal CPAP and oxygen therapy alleviate CSA to a similar degree. Only CPAP therapy may improve ventilatory efficiency during exercise and may have favorable effects on LVEF. Therefore, our data suggest that CPAP is advantageous compared to oxygen in the treatment of CSA in patients with chronic heart failure.

Key Words: continuous positive airway pressure • exercise • heart failure • oxygen • sleep apnea • ventilation



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