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Sono/Distúrbio do sono

Novos tratatmentos para a insônia

11/05/2005

Uma mutação num gene das moscas drosófilas pode ajudar os cientistas a desenvolver novos tratamentos que garantam às pessoas uma boa noite de sono.

Cientistas norte-americanos disseram na quarta-feira, na revista Nature, ter identificado uma falha num gene que faz com que os insetos reduzam sua necessidade de sono a um terço do normal. O mais importante da descoberta, porém, é o mecanismo químico pelo qual isso acontece.

O gene, chamado Shaker, em sua versão normal, produz um canal de íon que controla o fluxo de potássio para dentro das células. Estudos recentes indicam que o potássio possa estar envolvido com o sono em seres humanos.

Nas moscas que tinham a mutação e precisavam de apenas algumas horas de sono, os cientistas descobriram que a falha no gene impede a formação do canal, bloqueando o fluxo de potássio para as células.

"Os seres humanos possuem o mesmo tipo de genes e de canais de potássio", disse Chiara Cirelli, da Faculdade de Medicina da Universidade de Wisconsin. "A pesquisa oferece a possibilidade de desenvolver uma nova classe de compostos que atingissem os canais de potássio no cérebro, em vez dos outros sistemas químicos do cérebro que hoje são os alvos dos medicamentos", afirmou.

"Quanto mais observamos os comportamentos, em termos de sono, mais percebemos que o sono das drosófilas é muito, muito parecido com o sono dos mamíferos", disse Cirelli. As drosófilas são um organismo modelo para pesquisas por causa das semelhanças de sua estrutura genética com a dos humanos.

Assim como os seres humanos, as drosófilas dormem entre seis e 12 horas por noite. A maioria das pessoas precisa de oito horas de sono para descansar, mas algumas conseguem viver bem dormindo apenas três ou quatro horas.

"Queríamos determinar quais genes estavam por trás desse fenômeno para lançar luz sobre os mecanismos e o funcionamento do sono", disse Giulio Tononi, que chefiou a equipe de pesquisadores.

Os cientistas observaram 9.000 moscas com mutações, e descobriram uma linhagem que precisava apenas de um terço do sono normal. As moscas viviam normalmente, mas morriam antes que as outras.

(Reuters)

Aventis


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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