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Medicina Esportiva/Atividade Física

Perfil psicológico de atletas paraolímpicos brasileiros

15/05/2005

Rev Bras Med Esporte _ Vol. 8, Nº 3 – Mai/Jun, 2002 1

ARTIGO

ORIGINAL

Perfil psicológico de atletas paraolímpicos brasileiros

Dietmar Samulski1 e Franco Noce2

1. Doutor em Psicologia do Esporte pela Universidade de Colônia, Alemanha.

2. Mestre em Treinamento Desportivo/Psicologia do Esporte pela Universidade

Federal de Minas Gerais – UFMG.

Endereço para correspondência:

Rua dos Construtores, 464

30830-550 – Belo Horizonte, MG

E-mail: fnoce2000@yahoo.com.br

E-mail: sam@eef.ufmg.br

Rio de Janeiro, São Paulo, and Recife, applying personality

tests, motivation tests, stress inventory, and psychometric

tests (perception, concentration and reaction time). Significant

differences were detected in some psychological

parameters comparing male and female athletes and athletes

with different kinds of disability (physical, visual or

mental). In general, the most important motives to begin a

sports activity were pleasure and the need for rehabilitation.

The main motive for actual sports practice was competition

and the desire to overcome limits. The majority of

the athletes mentioned the following stressing factors:

sleeping problems, pressure to win, and interpersonal conflicts.

Most of the athletes showed good results in perception

and reaction time. Based on these results individual

guidance was developed to prepare the athletes for the

Paralympic Games.

Key words: Psychological evaluation. Personality testing. Psychometric

testing.

INTRODUÇÃO

O desporto paraolímpico tem conquistado um espaço

cada vez maior no cenário nacional e mundial. Dessa forma,

tem-se evidenciado a necessidade de melhoria das condições

de treinamento e também de melhor suporte para o

atleta paraolímpico dedicar-se às atividades esportivas. Nesse

contexto, a preparação psicológica aparece como mais

uma ferramenta de auxílio ao atleta1.

Nessa oportunidade, a avaliação psicológica foi solicitada

pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) com a finalidade

de obter informações básicas sobre o perfil psicológico

de cada atleta (65 atletas) e sobre sua situação

sociocultural. Os resultados das avaliações (psicológicas,

médicas, fisiológicas e biomecânicas) serviram como base

científica para subsidiar e orientar melhor os trabalhos dos

técnicos na fase de preparação dos atletas para as Paraolimpíadas

em Sydney 2000.

Além disso, os dados levantados servirão como referência

para as próximas avaliações e preparações de atletas.

Dessa forma, é possível observar e analisar o desenvolvi-

RESUMO

O objetivo deste estudo é apresentar e discutir os resultados

da preparação psicológica realizada com 64 atletas

de oito diferentes esportes. A avaliação foi realizada nos

Centros de Treinamento Paraolímpicos no Rio de Janeiro,

São Paulo e Recife. Foram aplicados testes de personalidade,

testes de motivação, questionário de estresse e testes

psicométricos (percepção, concentração e tempo de reação).

Foi detectada diferença significativa em alguns parâmetros

psicológicos ao comparar os atletas de acordo com

o sexo e os tipos de deficiência (física, visual ou mental).

De forma geral, o motivo mais importante para iniciar uma

atividade esportiva foi o prazer da prática e a necessidade

de reabilitação. Os principais motivos para praticar esportes

foram a competição e o desejo de superar limites. A

maioria dos atletas mencionou os seguintes fatores estressantes:

problemas de sono, pressão de vencer e conflitos

interpessoais. A maioria dos atletas apresentou bons resultados

na percepção e no tempo de reação. Baseados nesses

resultados foi desenvolvida uma orientação individual no

período de preparação para os Jogos Paraolímpicos.

Palavras-chave: Avaliação psicológica. Testes de personalidade.

Testes psicométricos.

ABSTRACT

Psychological profile of Brazilian paralympic athletes

The purpose of this study was to present and discuss the

results of a psychological evaluation carried out with 64

athletes from eight different sports disciplines. The evaluation

was carried out in the Paralympic training centers in

2 Rev Bras Med Esporte _ Vol. 8, Nº 3 – Mai/Jun, 2002

mento psicossocial e o da performance de cada atleta a

longo prazo (nos próximos quatro-oito anos) e elaborar parâmetros

para comparações em nível internacional (instalar

um banco de dados sobre os atletas brasileiros no CPB).

Os objetivos gerais da preparação psicológica nesse período

foram obter informações sobre o perfil psicológico

de cada atleta e do grupo como um todo; dar suporte científico

para o trabalho dos técnicos na área da psicologia do

esporte; e fundamentar cientificamente o trabalho da preparação

psicológica dos atletas para Sydney. Os objetivos

específicos foram detectar problemas psicológicos específicos

relacionados com a competição esportiva; analisar os

objetivos, metas e motivos para a prática esportiva de cada

atleta; identificar fatores estressantes e motivadores antes

e durante a competição; e analisar o tempo de reação, o

nível de duração e a velocidade da percepção dos atletas.

Fundamentação teórica

A avaliação de atletas paraolímpicos, no aspecto psicológico,

é um procedimento complexo em função da heterogeneidade

do grupo, de seu perfil e da influência de inúmeras

variáveis presentes no contexto. Capacidades e

habilidades básicas avaliadas em um primeiro momento,

tais como a motivação, o estresse, o tempo de reação e a

velocidade de percepção, são essenciais para a definição

de um plano de trabalho eficiente em qualquer modalidade.

Estresse

De forma geral, “o estresse é produto da interação do

homem com o seu meio ambiente físico e sociocultural”2.

De acordo com Nitsch3, existem fatores pessoais (processos

psíquicos e somáticos) e fatores ambientais (ambiente

físico e social) que se interagem no processo de surgimento

e gerenciamento do estresse.

A concepção de estresse, compartilhada entre diferentes

autores4-6 mostra concordância unânime no que se refere à

associação do estresse com estado de desestabilização psicofísica

ou a pertubação do equilíbrio pessoa-meio ambiente.

O conceito de estresse como reação, segundo Selye6,

compreende a “totalidade das reações de adaptação orgânica,

as quais objetivam a manutenção ou reestabelecimento

do equilíbrio interno e/ou externo”.

O conceito de estresse, de acordo com Nitsch3, pode ser

compreendido como um produto tridimensional (figura 1).

Os conceitos biológicos, psicológicos e sociológicos devem

ser sempre pensados em dependência recíproca, pois

processos psíquicos e sociais são ligados, de determinada

forma, a processos biológicos. Processos sociais, por sua

vez, são influenciados através de aspectos psicológicos e

ambos podem tornar-se grandes influenciadores de respostas

biológicas.

Motivação

Segundo Samulski7, “a motivação é caracterizada como

um processo ativo, intencional e dirigido a uma meta, o

qual depende da interação de fatores pessoais (intrínsecos)

e ambientais (extrínsecos)”. Segundo esse modelo (figura

2), a motivação apresenta determinante energética (nível

de ativação) e uma determinante de direção do comportamento

(intenções, interesses, motivos e metas). Baseandose

nesse conceito de motivação podem-se distinguir técnicas

de ativação (activation-control) e técnicas de estabelecer

metas (goal-setting strategies).



 








 








 - 


 

 !""

Fig. 1 – Estresse como um produto tridimensional (Nitsch, 1981:53)

Fig. 2 – Determinantes da motivação (Samulski, 1995:55)

Existem, de acordo com Samulski8, várias teorias de

motivação que podem influenciar a prática da atividade física

e esportivas dos atletas paraolímpicos brasileiros. Dentre

elas, podem-se destacar duas:

• A motivação para a prática esportiva que, de acordo

com Weinberg e Gould9, envolve a interação de fatores

pessoais e ambientais, sendo que a importância desses fatores

pode mudar, dependendo das necessidades e oportunidades

atuais.

• A teoria da motivação do rendimento: que explica a

motivação para o rendimento como o resultado da interação

de fatores pessoais e situacionais, em que os autores10,11

destacam cinco componentes fundamentais (fatores da per-













Ativação Direção

Intensidade Intensidade Persistência Persistência Intenção Intenção Orientação Orientação

a uma meta a uma meta

Rev Bras Med Esporte _ Vol. 8, Nº 3 – Mai/Jun, 2002 3

sonalidade e motivos, fatores situacionais, tendências resultantes,

reações emocionais e comportamento de rendimento).

MÉTODOS

Participaram da avaliação 64 atletas de nove modalidades.

Em relação ao sexo do grupo, a maioria é do masculino

(82,8%). Já em relação ao tipo de deficiência, nota-se

que 61% foram do tipo físico-motor, 23,4% mental e 15,6%

visual.

A pesquisa foi solicitada pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro,

onde, em reunião, foram definidos os critérios para

sua realização. Todos os atletas foram informados sobre os

procedimentos da pesquisa, sendo esta de caráter anônimo.

Os instrumentos utilizados na coleta de dados foram a

ficha de dados individuais e também dois testes do aparelho

Multipsy-82112.

A. Ficha de dados individuais

A.1. Perfil geral do atleta

♦ dados demográficos;

♦ iniciação esportiva;

♦ incentivo à prática;

♦ objetivos e metas pessoais;

A.2. Questionário de motivação para prática esportiva

♦ motivos iniciais para a prática esportiva

♦ motivos atuais para a prática esportiva

♦ motivos de abandono da prática esportiva

A.3. Teste de estresse psíquico

♦ avaliação de 35 condições e fatores

B. Testes no aparelho Multipsy-821

B.1. Teste de tempo de reação simples

♦ duas tentativas com a mão de preferência

B.2. Teste de velocidade de percepção

♦ uma tentativa

Teste de reação simples

Este módulo representa, simplesmente, a velocidade em

que um indivíduo é capaz de responder a um estímulo quando

este é apresentado13. Isso é importante para atividades

que requerem reação rápida a um estímulo inesperado.

Na linguagem coloquial, o termo “tempo de reação” é

entendido como a média do tempo entre um estímulo e

algum tipo de reação observável pelo indivíduo. O uso científico

desse termo, dessa maneira, coincide com a definição

científica proposta, de acordo com a qual “tempo de

reação” é o intervalo entre a aplicação do estímulo e o início

da resposta14.

Teste de velocidade de reação

Os dados foram coletados nas cidades de Recife e São

Paulo. Foram utilizadas duas salas, sendo uma para realizar

as entrevistas e outra para os testes no aparelho Multipsy-

821. As entrevistas eram realizadas pelos avaliadores

com perguntas padronizadas, porém de forma a adaptar a

linguagem ao nível de compreensão de cada atleta. Durante

os testes no aparelho Multipsy-821, os atletas recebiam

informações padronizadas e o teste era demonstrado de

forma a facilitar a assimilação das informações.

A análise dos dados foi descritiva, composta por procedimentos

de média, desvio padrão e distribuição de freqüência.

Para comparação dos grupos sexo e tipo de deficiência

foi utilizada a análise de variância, seguida do teste

de comparações múltiplas de Scheffé. Os procedimentos

foram realizados no pacote estatístico SPSS for Windows.

RESULTADOS

Perfil do grupo

Antes de iniciarmos a análise dos dados coletados, é

importante ter um perfil do grupo avaliado nesses dois períodos

de coleta de dados (Recife e São Paulo). Pode-se

verificar (tabela 1) que foram avaliados 64 atletas de nove

modalidades, sendo que o maior grupo é o da natação, com

17 atletas (26,6%). A determinação do perfil do grupo avaliado

é importante para a definição dos procedimentos a

serem utilizados no período preparatório e competitivo15.

Outras informações são igualmente importantes para

caracterizar o perfil do grupo. Verifica-se que o grupo apresentou

idade média de 26,19 anos (± 5,49) e que iniciou a

prática esportiva em média aos 12 anos (± 5,59), porém

TABELA 1

Distribuição dos atletas por modalidade

Valid N % % acumulado

Basquete DM 12 18,8 018,8

Futebol de PC 11 17,2 035,9

Halterofilisno 3 4,7 040,6

Ciclismo 2 3,1 043,8

Judô 5 7,8 051,6

Atletismo – Corridas 6 9,4 060,9

Natação 17 26,6 087,5

Atletismo – Lançamentos 4 6,3 093,8

Tênis de mesa 4 6,3 100,0

Total 64 100,0

4 Rev Bras Med Esporte _ Vol. 8, Nº 3 – Mai/Jun, 2002

começou a competir apenas aos 17 anos (± 5,16). Quem

mais motivou esses atletas a iniciarem sua prática esportiva,

de forma geral, foram os pais (32,8%) e os amigos

(26,6%).

Atualmente, verificamos que o volume de treinamento,

de forma geral, é em média executado quatro vezes por

semana, com duração média de duas horas e meia por sessão

de treinamento12.

Objetivos e metas no esporte

Para analisar os objetivos e metas pessoais no esporte

(tabela 2), foi utilizada uma questão aberta com até três

possibilidades de resposta, sendo que nem sempre o atleta

indicava três objetivos. Dessa forma, após a categorização

das mesmas, observamos 12 grupos principais.

Como falado anteriormente, que nem todos os atletas

responderam três objetivos, eliminamos as respostas em

branco (22,4%) e utilizamos o percentual válido para as

análises. Dessa forma, nota-se que os três principais objetivos

do grupo, de forma geral, foram: “ser campeão”

(20,8%); “conquistar medalhas” (12,8%) e “ser reconhecido”

(12,1%).

Ao compararmos os objetivos de acordo com o tipo de

deficiência (tabela 3), nota-se um quadro bem interessante.

O objetivo “ser campeão” não foi o principal objetivo

para os deficientes visuais. Na opinião destes, “superar limites”

e “retorno financeiro” são as principais metas no

esporte.

Motivação para a prática esportiva

Nesta etapa foram analisados os diferentes motivos que

levaram os atletas a iniciarem a prática esportiva, bem como

TABELA 2

Objetivos e metas no esporte (geral)

Valid N % % %

válido acumulado

Participar nas Olimpíadas 10 5,2 6,7 6,7

Ser campeão 31 16,1 20,8 27,5

Conquistar medalhas 19 9,9 12,8 40,3

Vencer/ficar bem colocado 6 3,1 4,0 44,3

Superar limites 15 7,8 10,1 54,4

Ser reconhecido 18 9,4 12,1 66,4

Conseguir patrocínio 4 2,1 2,7 69,1

Retorno financeiro 11 5,7 7,4 76,5

Socialização 8 4,2 5,4 81,9

Melhorar desempenho 14 7,3 9,4 91,3

Qualidade de vida/saúde 6 3,1 4,0 95,3

Viajar 3 1,6 2,0 97,3

Outros 4 2,1 2,7 100,0

Total 149 77,6 100,0

Missing

Não respondeu 43 22,4

Total 192 100,0

TABELA 3

Objetivos e metas no esporte (deficiência)

Deficiência

Mental Visual Físico-motora

Objetivos Objetivos Objetivos

no esporte no esporte no esporte

N % N % N %

Participar nas Olimpíadas 2 7,1 8 8,7

Ser campeão 8 27,6 2 7,1 21 22,8

Conquistar medalhas 4 13,8 4 14,3 11 12,0

Vencer/ficar bem colocado 1 3,4 2 7,1 3 3,3

Superar limites 2 6,9 5 17,9 8 8,7

Ser reconhecido 3 10,3 4 14,3 11 12,0

Conseguir patrocínio 1 3,4 1 3,6 2 2,2

Retorno financeiro 3 10,3 5 17,9 3 3,3

Socialização 3 10,3 5 5,4

Melhorar desempenho 2 6,9 1 3,6 11 12,0

Qualidade de vida/saúde 1 3,6 5 5,4

Viajar 2 6,9 1 1,1

Outros 1 3,6 3 3,3

Total 29 100,0 28 100,0 92 100,0

Rev Bras Med Esporte _ Vol. 8, Nº 3 – Mai/Jun, 2002 5

os motivos que os mantêm praticando esportes e os possíveis

motivos que os levariam a abandonar a prática.

Motivos de manutenção da prática

Neste caso foram apresentados 16 motivos (categorizados

de outros estudos) em uma tabela na qual os atletas

deveriam avaliar a importância de cada um em uma escala

de quatro valores, variando entre 0 (motivo sem importância)

e 3 (motivo decisivo).

De forma geral, verificou-se que os principais motivos

que mantêm os atletas praticando esportes são: o “prazer

da prática” (2,75 ± 0,47); “gostar de competir” (2,70 ±

0,55); e “fazer amizades” (2,57 ± 0,59). Em contrapartida,

os motivos menos importantes foram o “retorno financeiro”

(1,67 ± 1,11) e o “status social” (1,81 ± 0,81). O elevado

desvio padrão do motivo retorno financeiro confirma a

observação feita durante as entrevistas de que, apesar de

os atletas ou da maioria destes não receber remuneração

pela prática, estes têm o desejo de um dia ser reconhecidos

e receber remuneração satisfatória de forma a possibilitar

maior dedicação à modalidade.

A tabela 4 pode confirmar essa informação, em que

28,6% consideram o retorno financeiro como um fator decisivo.

Em relação aos grupos de acordo com o tipo de deficiência

(tabela 5), verificou-se diferença significativa em

cinco motivos. Os DMs foram significativamente mais motivados

que os DFs em relação aos motivos “aumentar conhecimentos

no esporte” (p < 0,01), “aprender a cooperar”

(p < 0,05) e “para viajar” (p < 0,01). Os DMs, juntamente

com os DVs, foram mais motivados que os DFs em “fazer

amizades” (p < 0,001). Finalmente, os DVs consideram mais

importante que os DFs (p < 0,05). Pode-se verificar, ainda,

que os motivos considerados menos importantes foram praticamente

os mesmos para todos os grupos, porém, com

níveis de importância diferentes.

Motivos de abandono

A avaliação destes motivos foi realizada da mesma forma

que os motivos de manutenção. Assim, o atleta deveria

indicar, em um rol de 10 motivos, o nível de importância

de cada um que o levaria a abandonar a atividade esportiva.

De forma geral (tabela 6), verifica-se que os principais

motivos que poderiam levar os atletas a abandonar o esporte

são os “problemas com a saúde/lesões” (1,73 ± 1,23)

e também a “falta de prazer” (1,63 ± 1,22). A tabela 6 mostra

mais detalhadamente esses resultados, em que o que

menos importaria aos atletas é a “falta de talento”, juntamente

com a “falta de contatos sociais”.

Em relação à análise dos motivos que influenciam no

abandono da prática em relação ao tipo de deficiência, observou-

se também que não foram encontradas diferenças

significativas. Verificou-se que os motivos de “falta de prazer”

e “problemas de saúde/lesões” são comuns a todos os

grupos.

TABELA 4

Freqüência dos motivos que mantêm o grupo praticando esportes (geral)

Sem Pouca Importante Decisivo

importância importância

N % N % N % N %

1. Prazer da prática 1 1,6 14 22,2 48 76,2

2. Sentir-se realizado 1 1,6 2 3,2 23 37,1 36 58,1

3. Aprender novos movimentos 3 4,8 9 14,5 23 37,1 27 43,5

4. Aumentar conhec. no esporte 2 3,2 9 14,3 20 31,7 32 50,8

5. Melhorar desempenho esportivo 30 46,9 34 53,1

6. Gostar de competir 3 4,7 13 20,3 48 75,0

7. Por ter sucesso no esporte 1 1,6 3 4,7 20 31,3 40 62,5

8. Conhecer limites 3 4,8 3 4,8 15 24,2 41 66,1

9. Pelo retorno financeiro 13 20,6 13 20,6 19 30,2 18 28,6

10. Gostar de desafios 6 9,5 24 38,1 33 52,4

11. Fazer amizades 3 4,8 21 33,3 39 61,9

12. Pelo status social 3 4,8 18 29,0 29 46,8 12 19,4

13. Ser reconhecido 3 4,8 10 15,9 25 39,7 25 39,7

14. Aprender a cooperar 5 8,2 31 50,8 25 41,0

15. Incentivo da família e amigos 1 1,6 4 6,3 20 31,3 39 60,9

16. Para viajar 1 1,6 6 9,4 22 34,4 35 54,7

6 Rev Bras Med Esporte _ Vol. 8, Nº 3 – Mai/Jun, 2002

TABELA 5

Motivos que mantêm o grupo praticando esportes (deficiência)

Deficiência

Mental Visual Físico-motora

Média D. padrão Média D. padrão Média D. padrão

1. Prazer da prática 2,71 0,61 2,90 0,32 2,72 0,46

2. Sentir-se realizado 2,77 0,44 2,60 0,52 2,41 0,72

3. Aprender novos movimentos* 2,50 0,65 2,60 0,70 1,97 0,91

4. Aumentar conhecimentos no esporte** 2,71 0,47 2,70 0,67 2,05 0,89

5. Melhorar desempenho esportivo 2,60 0,51 2,50 0,53 2,51 0,51

6. Gostar de competir 2,93 0,26 2,70 0,48 2,62 0,63

7. Por ter sucesso no esporte 2,33 0,90 2,60 0,52 2,62 0,59

8. Conhecer limites 2,57 0,76 2,80 0,42 2,42 0,89

9. Pelo retorno financeiro 1,60 1,18 1,67 1,22 1,69 1,08

10. Gostar de desafios 2,43 0,65 2,50 0,71 2,41 0,68

11. Fazer amizades*** 2,93 0,27 2,90 0,32 2,36 0,63

12. Pelo status social 2,14 0,95 1,80 0,79 1,68 0,74

13. Ser reconhecido 2,36 1,01 2,20 1,03 2,05 0,76

14. Aprender a cooperar* 2,69 0,48 2,40 0,70 2,18 0,61

15. Incentivo da família e amigos 2,73 0,46 2,50 0,53 2,44 0,79

16. Para viajar** 2,80 0,41 2,70 0,67 2,21 0,77

* p < 0,05; ** p < 0,01; *** p < 0,001

TABELA 6

Freqüência dos motivos que podem levar ao abandono do esporte (geral)

Sem Pouca Importante Decisivo

importância importância

N % N % N % N %

1. Falta de talento 32 51,6 8 12,9 16 25,8 6 9,7

2. Pressão de vencer 25 40,3 14 22,6 13 21,0 10 16,1

3. Monotonia ou carga excessiva nos treinos 23 36,5 19 30,2 14 22,2 7 11,1

4. Falta de prazer 17 27,0 11 17,5 13 20,6 22 34,9

5. Falta de tempo p/ outras atividades 16 26,2 20 32,8 19 31,1 6 9,8

6. Falta de sucesso 26 41,9 10 16,1 18 29,0 8 12,9

7. Falta de contatos sociais 28 47,5 17 28,8 10 16,9 4 6,8

8. Problemas com saúde/lesões 16 25,4 10 15,9 12 19,0 25 39,7

9. Conflitos com técnicos/companheiros 23 37,1 18 29,0 13 21,0 8 12,9

10. Conflitos com familiares 27 43,5 17 27,4 9 14,5 9 14,5

Estresse psíquico

O teste é composto por 35 situações que podem exercer

influência positiva ou negativa no rendimento do atleta12.

O atleta deveria avaliar cada situação utilizando uma escala

likert de sete fatores, sendo:

+3: influência muito positiva

+2: influência positiva

+1: influência pouco positiva

0: nenhuma influência

–1: influência pouco negativa

–2: influência pouco negativa

–3: influência pouco negativa

A figura 3 apresenta o resultado médio do grupo nas 35

situações. Observa-se que a grande maioria das situações

foi considerada estressante para o grupo como um todo; o

fator mais estressante foi “dormir mal na noite anterior à

competição”.

Observa-se também que, embora muitas situações sejam

aparentemente neutras, o desvio padrão relativamente

alto indica que existem opiniões diversas. Assim, uma anáRev

Bras Med Esporte _ Vol. 8, Nº 3 – Mai/Jun, 2002 7

lise mais detalhada, comparando o grupo de acordo com o

tipo de deficiência, poderá apresentar perfis diferenciados

em relação às diferentes situações propostas no teste.

Ao analisar o teste de estresse psíquico em relação aos

tipos de deficiência (tabela 7), verifica-se que cada grupo

tem um perfil bem definido. Os fatores que mais estressam,

por exemplo, para os DMs foi “errar no fim da competição”

(–0,79 ± 1,58), porém o desvio padrão é muito elevado,

o que nos leva a crer que existe um conflito em relação

a essa situação.

Já para os DVs, a situação mais estressante é “não ter

condições adequadas de treino” (–2,70 ± 0,67). É impor-

TABELA 7

Teste de estresse psíquico (deficiência)

Deficiência

Mental Visual Físico-motora

Média D. padrão Média D. padrão Média D. padrão

1. Erros no início** 0,46 1,76 –1,30 0,95 –1,08 1,53

2. Erros no fim da competição –0,79 1,58 –1,80 1,14 –1,50 1,39

3. Demora para iniciar a competição** 0,21 1,31 –1,60 1,35 –1,05 1,41

4. Dormir mal na noite anterior à competição* –0,69 1,44 –2,30 1,16 –1,67 1,40

5. Ser o favorito 1,08 1,71 0,20 1,48 0,63 1,95

6. O adversário é o favorito 0,85 2,03 1,90 1,60 0,89 1,80

7. Pressão de outros para vencer –0,25 1,60 –1,00 1,89 –0,67 1,72

8. Cobrança de si mesmo para vencer 1,08 1,80 1,00 2,40 1,13 1,89

9. Maus resultados em competições anteriores –0,08 1,98 –0,30 1,42 0,08 1,65

10. Condicionamento físico inadequado –0,21 1,85 –1,20 1,87 –1,51 1,55

11. Preparação técnica inadequada** –0,08 1,98 –2,20 0,79 –1,36 1,46

12. Falta de preparação psicológica** 0,00 1,41 –2,20 1,03 –1,15 1,57

13. Conflitos com treinador 0,23 2,05 –0,30 1,16 –0,92 1,72

14. Conflitos com companheiros –0,69 1,55 –0,60 0,70 –1,00 1,36

15. Conflitos com familiares –0,38 1,50 –1,00 1,15 –1,18 1,23

16. Bom rendimento inesperado adversário* 0,93 1,44 –0,70 1,25 –0,38 1,68

17. Maus rendimentos nos treinos* 0,07 1,69 –1,70 1,34 –0,77 1,78

18. Críticas do treinador na competição 0,58 1,83 0,30 1,95 –0,16 1,88

19. Críticas dos companheiros na competição 0,43 1,74 –0,20 1,99 –0,45 1,48

20. Ter perdido para o mesmo adversário 0,46 1,56 0,00 2,24 –0,18 1,76

21. Comportamento da torcida contra –0,43 1,74 0,60 1,26 0,63 1,75

22. Nervosismo excessivo –0,38 1,71 –0,90 1,60 –1,13 1,58

23. Sentir dor durante os treinos* 0,21 1,97 –1,40 1,17 –0,92 1,28

24. Sentir dor antes ou durante a competição* –0,15 1,86 –1,10 1,10 –1,44 1,25

25. Alimentação inadequada** –0,38 1,71 –2,60 0,52 –1,33 1,66

26. Condições inadequadas de treino** –0,43 1,83 –2,70 0,67 –1,24 1,48

27. Aparelhos ortopédicos inadequados –0,21 1,19 0,00 0,00 –0,94 1,33

28. Materiais e equip. esportivos inadequados –0,54 1,51 –1,78 1,39 –1,53 1,35

29. Falta de reconhecimento esportivo** 0,14 1,41 –1,56 1,13 –0,95 1,41

30. Falta de apoio familiar*** 0,92 1,80 –0,90 1,29 –1,18 1,55

31. Falta de patrocínio** –0,17 2,04 –2,10 0,88 –1,50 1,31

32. Falta de ass. fisiot. e médica fora da seleção** 0,29 2,23 –1,90 1,37 –1,26 1,43

33. Falta de ass. psicológica fora da seleção** 0,15 1,72 –1,70 1,34 –1,18 1,41

34. Probl. transporte para treino e competição** 0,29 1,73 –1,50 1,18 –1,13 1,34

35. Problemas de alojamento*** 1,21 1,72 –1,20 1,23 –0,77 1,46

* p < 0,05; ** p < 0,01; *** p < 0,001

-2

-1,5

-1

-0,5

0

0,5

1

1,5

1

3

5

7

9

11

13

15

17

19

21

23

25

27

29

31

33

35

Fig. 3 – Análise geral do teste de estresse psíquico

8 Rev Bras Med Esporte _ Vol. 8, Nº 3 – Mai/Jun, 2002

tante citar que os DVs são o grupo que atribui, em média,

maior nível de estresse às situações. Os DFs já consideram

“dormir mal na noite anterior à competição” (–1,67 ± 1,40)

como o fator mais estressante.

Em relação aos fatores motivantes, também é possível

observar diferenças entre os grupos. Um situação estranha

é os DMs considerarem “problemas de alojamento” (1,21 ±

1,72) como a situação mais motivadora, porém o desvio

padrão elevado sugere conflitos neste item. Os DVs consideram

o fato de o “adversário ser o favorito” (1,90 ± 1,60)

mais motivante. Finalmente, os DFs já acham mais positiva

“a cobrança de si mesmo para vencer” (1,13 ± 1,89). Verifica-

se que outros estudos aplicados a outras modalidades

apresentaram resultados semelhantes em algumas das variáveis

observadas16-18.

Testes Multipsy

A avaliação foi composta por dois testes que tinham como

objetivo mensurar algumas capacidades psicológicas específicas.

• Tempo de reação simples

Visa mensurar o tempo de reação através de um estímulo

visual simples.

• Tachistoscopy

Visa mensurar a velocidade e qualidade de percepção.

Os testes, em ambas as cidades, foram realizados em uma

sala em condições padrão (temperatura e nível de ruído

ambiente) favoráveis.

Teste de reação simples

O teste consiste no indivíduo responder a um estímulo

ótico no menor tempo possível. Foram realizadas duas tentativas

com os atletas, sendo utilizada em ambas a mão de

preferência. Para efeito de cálculo a primeira tentativa foi

desprezada, eliminando o efeito de aprendizagem. Os resultados

foram expressos em milissegundos, sendo apresentados

ainda o desvio padrão, o coeficiente de variação

e a média dos resultados do grupo.

O resultado geral (tabela 8) mostrou que o grupo apresenta

velocidade de reação satisfatória (229,41ms); foi verificada

melhora significativa (p < 0,001) no desempenho

entre a primeira e a segunda tentativa (através do teste t

para amostras pareadas). Além da resposta mais rápida,

observou-se que a estabilidade das respostas também foi

uma realidade, em que o desvio padrão saiu de 75,45ms

(na 1a tentativa) para 52,73ms (na 2a tentativa). Pode-se

observar na tabela 8 que os resultados foram relativamente

heterogêneos.

Os resultados por tipo de deficiência (figura 4) mostram

que o grupo DFs possui o melhor tempo de reação quando

comparado com os outros grupos (p < 0,05). Destaca-se

ainda que os grupos também melhoraram na 2a tentativa.

TABELA 8

Resultado geral do teste de reação simples

Mín. Máx. Média Desvio

padrão

Tempo de reação 1 195 525 255,91 69,19

Desvio padrão 1 016 224 075,45

Tempo de reação 2 169 441 229,41 52,12

Desvio padrão 2 011 193 052,73

200

220

240

260

280

300

320

340

1ª tentativa 2ª tentativa

mental visual físico-motor

Fig. 4 – Tempo de reação simples (deficiência)

É importante citar que alguns DVs realizaram o teste de

percepção tátil-cinestésica através do toque do operador.

Este método foi bastante interessante, uma vez que alguns

desses atletas têm que reagir aos sinais enviados pelo guia

(como no caso das corridas). A tabela 9 mostra mais detalhadamente

os resultados obtidos pelos grupos.

Outros estudos demonstraram que o resultado do tempo

de reação pode ser influenciado por uma série de variáveis.

Samulski et al.19 verificaram que a privação de sono

associada a esforço físico intenso pode causar alterações

na velocidade de reação. Já Paula Filho20 cita que em um

esforço de 85% do VO2max, mesmo ocorrendo a fadiga física,

o tempo de reação não ficará comprometido e a ativação

do sistema nervoso central (SNC) estará aumentada.

Foi verificado ainda que o nível de concentração em uma

tarefa de longa duração combinado com outras variáveis

pode afetar significativamente o desempenho do tempo de

reação21.

Taquistoscopia

O teste consiste no indivíduo identificar uma série de

estímulos (números de três dígitos). Os estímulos são apresentados,

inicialmente, de forma bem rápida e pouco nítiRev

Bras Med Esporte _ Vol. 8, Nº 3 – Mai/Jun, 2002 9

da (esta forma de apresentação pode ser identificada nos

resultados como tempo 1). A medida que o indivíduo não

consegue responder adequadamente aos estímulos, estes

vão-se tornando cada vez mais nítidos e o tempo de permanência

no visor vai aumentando gradativamente. Este

teste visa mensurar uma série de capacidades psicológicas,

entre elas: percepção, atenção e memória a curto prazo13.

Pode-se verificar (tabela 10) que, de forma geral, o grupo

foi relativamente heterogêneo neste teste. O melhor resultado

é o indivíduo responder a apenas cinco estímulos,

sendo todos corretos e no tempo 1 (o mais rápido e menos

nítido).

Já em relação aos tipos de deficiência (tabela 11), não

foi possível nenhum DV realizar este teste. Assim, comparando

os DMs com os DFs, verificou-se que existe uma diferença

significativa nos valores de números de estímulos (p

< 0,05) e tempo (p < 0,05). Isso significa que os DFs conseguem

perceber e memorizar estímulos que aparecem mais

rapidamente e menos nítidos.

O estudo de Samulski et al.19 demonstrou que a privação

de sono associada a intensa atividade física com pressão

psicológica pode afetar em até 25% o rendimento do indivíduo

na variável velocidade de percepção.

CONCLUSÕES E CONSEQÜÊNCIAS

Baseado nos resultados das avaliações psicológicas e com

o apoio da literatura, torna-se possível o desenvolvimento

de um programa de treinamento psicológico para os atletas1.

A intervenção in loco do psicólogo do esporte auxilia

a observação e determinação de metodologias mais apropriadas

ao contexto do desporto paraolímpico.

Durante as intervenções in loco, o psicólogo responsável

conversou com os atletas e técnicos sobre problemas

existentes e aplicou algumas técnicas psicológicas como:

de concentração e motivação, de relaxamento, de visualização

e de controle emocional22. Com os times de basquetebol

e futebol foram aplicadas também técnicas de dinâmica

de grupo com a finalidade de desenvolver o espírito

de time e união de grupo.

TABELA 9

Análise descritiva dos tempos de reação em função do tipo de deficiência

N Média D. padrão Mín. Máx.

Tempo de Deficiência Mental 15 265,27 060,59 195 414

reação – Visual 5 323,20 121,19 203 475

1a tentativa Físico-motora 38 243,37 059,91 195 525

Total 58 255,91 069,19 195 525

Tempo de Deficiência Mental 15 235,47 051,13 179 346

reação – Visual 5 279,20 108,84 183 441

2a tentativa Físico-motora 39 220,69 038,94 169 385

Total 59 229,41 052,12 169 441

TABELA 10

Resultado do teste de velocidade de percepção (geral)

N Mín. Máx. Média D. padrão

No de estímulos 53 5 17 6,32 2,22

No corretos 53 3 8 4,79 0,93

Tempo 53 1 13 2,25 2,43

TABELA 11

Resultado do teste de velocidade de percepção (deficiência)

Deficiência

Mental Físico-motora

Média D. padrão Mín. Máx. Média D. padrão Mín. Máx.

No de estímulos 7,71 3,27 5 17 5,84 1,46 5 11

No corretos 4,71 1,49 3 8 4,84 0,64 3 6

Tempo 3,79 3,85 1 13 1,71 1,35 1 7

10 Rev Bras Med Esporte _ Vol. 8, Nº 3 – Mai/Jun, 2002

RECOMENDAÇÕES

Baseadas nas experiências adquiridas durante o trabalho

com os atletas paraolímpicos brasileiros e na convivência

com os técnicos, apresentam-se abaixo algumas recomendações

para ações futuras na área do esporte paraolímpico:

1) Criar uma comissão interdisciplinar permanente de

avaliação e de acompanhamento científico com o objetivo

de dar continuidade a um trabalho interdisciplinar que

mostrará grande eficiência.

2) Ampliar a oferta de testes psicológicos com o fim de

obter mais informações, especialmente na área sociocultural.

3) Oferecer cursos de capacitação para os técnicos na

área de Psicologia do Esporte com o fim de melhorar o

entendimento destes sobre os testes psicológicos e também

que adquiram técnicas de motivação e comunicação.

4) Formar núcleos de treinamento psicológico em diferentes

regiões do Brasil, considerando as necessidades e

peculiaridades de cada região. O trabalho de treinamento

será avaliado e supervisionado pelo psicólogo responsável

do CPB.

5) Incentivar a pesquisa na área da Psicologia do Esporte

aplicada a pessoas portadoras de deficiência e divulgar

os resultados através dos meios de comunicação.

AGRADECIMENTOS

• Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB)

• Secretaria Nacional de Esportes

• Rede Cenesp/Unifesp

• Rede Cenesp/UFMG

• Associação Fundo de Incentivo à Psicofarmacologia (Afip)

• Universidade Federal de Minas Gerais

REFERÊNCIAS

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fisioterapia e psicologia. São Paulo: Manole, 2002.

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do esporte: um manual para a educação física, fisioterapia e psicologia.

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Wien: Verlag Hans Huber, 1981.

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Stress: theorien, untersuchungen und massnahmen. Bern/Stuttgart/Wien:

Verlag Hans Huber, 1981.

5. Samulski D, Chagas MH, Nitsch J. Stress: teorias básicas. Belo Horizonte:

Costa & Cupertino, 1996.

6. Selye H. Geschichte und Grundzüge des Stresskonzepts. In: Nitsch JR,

editor. Stress: theorien, untersuchungen und massnahmen. Bern/Stuttgart/

Wien, Verlag Hans Huber, 1981.

7. Samulski D. Psicologia do esporte: teoria e aplicação prática. Belo Horizonte:

Imprensa UFMG, 1995.

8. Samulski D. Motivação. In: Samulski D, editor. Psicologia do esporte:

um manual para a educação física, fisioterapia e psicologia. São Paulo:

Manole, 2002.

9. Weinberg RS, Gould D. Foundations of sport and exercise psychology.

Champaign: Human Kinetics, 1999.

10. Atkinson JW. The main stream of achievement oriented activity. In: Atkinson

JW, Raynor J, editors. Motivation and achievement. New York:

Halstead, 1974:13-41.

11. McClelland D. The achievement society. New York: Free Press, 1961.

12. Samulski D, Noce F. Avaliação psicológica do esporte. In: Mello MT,

organizador. Preparação física para atletas paraolímpicos. São Paulo:

Atheneu, 2002.

13. Biodata. Multipsy 821: User manual. Frankfurt: Biodata, 1988.

14. Pilz LH. Beschreibung und Analyse von inadäquaten und richtigen Reaktionen.

Unveröff. Diss., Leopold-Franzens-Universität, Innsbruck, 1982.

15. Samulski D, Noce F, et al. Análise dos dados psicossociais. In: Resultado

da avaliação dos jogos da juventude 1997. Brasília: Publicações Indesp,

1998:11-24.

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de futebol de campo das categorias juvenil e júnior. Belo Horizonte:

Escola de Educação Física da UFMG, Dissertação de mestrado em Ciências

do Esporte, 1995.

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um estudo comparativo entre gêneros. Belo Horizonte: Escola de Educação

Física da UFMG, Dissertação de mestrado em Educação Física/

Treinamento Esportivo, 1999.

18. Samulski D, Noce F. Diagnóstico e controle do estresse no esporte. In:

Samulski D, editor. Novos conceitos em treinamento esportivo. Série

Indesp de publicações em Ciências do Esporte. Indesp: Brasília, 1999.

19. Samulski D, Noce F, Dias JC. Respostas psicológicas em situação de

privação de sono. Temas Atuais em Educação Física em Esportes IV.

Editora Health: Belo Horizonte, 1999.

20. Paula Filho U. Efeito do exercício aeróbico de alta intensidade até a

exaustão sobre o tempo de reação auditiva, o tempo de reação visual e a

fadiga mental avaliada através da freqüência de vibração e fusão. Belo

Horizonte: Escola de Educação Física, Dissertação de mestrado em Ciências

do Esporte, 1993.

21. Samulski DM, Noce F, Araújo MA, Castro MM. Análise da fadiga mental

e dos tempos de reação em motoristas de ônibus In: II Seminário de

Comportamento Motor, 2000, São Paulo. Anais do II Seminário de Comportamento

Motor, São Paulo: Imprensa Universitária USP, 2000:1:25-

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22. Becker Junior B, Samulski D. Manual de treinamento psicológico para

o esporte. Rio Grande do Sul: Edelbra, 1998.

 

SAMULSKI, Dietmar; NOCE, Franco. Perfil psicológico de atletas paraolímpicos brasileiros. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, Niterói, v. 8, n. 4, jul/ago. 2002.

http://www.boletimef.org/?canal=12&file=544

 


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