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Clínica médica/Intensiva/Enfermagem

Abordagem Não Cirúrgica de Lesão Traumática Esplênica: Experiência de Cinco Anos

21/05/2005
Abordagem Não Cirúrgica de Lesão Traumática Esplênica: Experiência de Cinco Anos




Em um artigo publicado recentemente na revista Journal of Trauma-Injury Infection & Critical Care, os autores avaliaram a taxa de eficácia da abordagem não cirúrgica da lesão esplênica traumática através da embolização esplênica.

 

Foi feito um estudo retrospectivo de todos os pacientes internados em um centro de trauma nível I com lesão esplênica traumática. Os dados revistos incluíram dados demográficos do paciente, resultados da tomografia computadorizada (TC), técnica de abordagem e prognósticos do paciente.

 

Um total de 648 pacientes com lesão traumática esplênica foram internados, 280 destes foram submetidos à abordagem cirúrgica imediata. Trezentos e sessenta e oito pacientes foram submetidos à abordagem eletiva não cirúrgica e 70 pacientes foram abordados com observação, exame abdominal seriado e imagem de TC abdominal de seguimento.  Todos estavam hemodinamicamente estáveis, com taxa de recuperação de 100%. Cento e sessenta e seis pacientes tinham um angiograma negativo, com taxa de recuperação não cirúrgica de 94% e 132 pacientes foram submetidos à embolização, com  taxa de recuperação não cirúrgica de  90%.

 

As taxas globais de recuperação reduziram com o aumento do grau da lesão;  no entanto, mais de 80%a das lesões grau 4 e grau 5 foram efetivamente tratadas não cirurgicamente. A taxa de recuperação foi similar para a embolização com mola versus técnicas seletivas ou combinadas de embolização.  O hemoperitôneo significante, extravazamento e pseudoaneurisma apresentaram taxas de recuperação aceitáveis, enquanto que a fístula arteriovenosa teve elevada taxa de falha mesmo após a embolização.

 

Os autores concluíram que a embolização esplênica é uma terapia adjuvante valiosa para a recuperação esplênica, permitindo o aumento da abordagem não cirúrgica e maiores taxas de recuperação para os graus da lesão pela Associação Americana para Cirurgia de Trauma Esplênico quando comparada com estudos prévios.  De acordo com os autore, a  embolização com mola apresenta uma taxa de recuperação similar quando comparada com outras técnicas angiográficas. Uma fístula arteriovenosa como achado da TC foi preditiva de uma taxa de falha não cirúrgica de 40%.

Nonoperative Management of Blunt Splenic Injury: A 5-Year Experience - Journal of Trauma-Injury Infection & Critical Care – 2005; 58(3):492-498

Nonoperative Management of Blunt Splenic Injury: A 5-Year Experience.
Journal of Trauma-Injury Infection & Critical Care. 58(3):492-498, March 2005.
Haan, James M. MD, FACS; Bochicchio, Grant V. MD, MPH; Kramer, N RN; Scalea, Thomas M. MD, FACS

Abstract:
Objectives: The purpose of this study was to examine the success rate of nonoperative management of blunt splenic injury in an institution using splenic embolization.

Methods: We conducted a retrospective review of all patients admitted to a Level I trauma center with blunt splenic injury. Data review included patient demographics, computed tomographic (CT) scan results, management technique, and patient outcomes.

Results: A total of 648 patients with blunt splenic injury were admitted, 280 of whom underwent immediate surgical management. Three hundred sixty-eight underwent planned nonoperative management, and 70 patients were treated with observation, serial abdominal examination, and follow-up abdominal CT scanning. All were hemodynamically stable, with a 100% salvage rate. One hundred sixty-six patients had a negative angiogram, with a nonoperative salvage rate of 94%, and 132 patients underwent embolization, with a nonoperative salvage rate of 90%. Overall salvage rates decreased with increasing injury grade; however, over 80% of grade 4 and 5 injuries were successfully managed nonoperatively. The salvage rate was similar for main coil embolization versus selective or combined embolization techniques. Admission abdominal CT scan correlated with splenic salvage rates. Significant hemoperitoneum, extravasation, and pseudoaneurysm had acceptable salvage rates, whereas arteriovenous fistula had a high failure rate, even after embolization.

Conclusion: Splenic embolization is a valuable adjunct to splenic salvage in our experience, allowing for the increased use of nonoperative management and higher salvage rates for American Association for the Surgery of Trauma splenic injury grades when compared with prior studies. Main coil embolization has a similar salvage rate when compared with other angiographic techniques. An arteriovenous fistula as a CT finding was predictive of a 40% nonoperative failure rate.


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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