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Tóxicos/Intoxicações

Cientistas investigam recuperação de solo contaminado por pesticida

22/05/2005



Artigo publicado na Revista Arvore de maio/jun de 2004 por pesquisadores da UNB informa que em 1950 o Serviço Nacional de Malária (SNM) instalou uma fábrica de organoclorados no município. Estas substâncias - extremamente tóxicas - são utlizadas na produção de pesticidas para controle de doenças transmitidas por vetores como malária, febre amarela e doença de Chagas. Entre 1950 e 1965, as campanhas de saúde pública foram abastecidas com hexaclorociclohexano (HCH) e diclorodifenilcloroetano (DDT) produzidos nesta fábrica. Somente em 1989 - vinte e quatro anos após a sua desativação - a imprensa divulgou o abandono de toneladas de HCH, conhecido como pó de broca. Na mesma época, a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEEMA) detectou a presença do pesticida no solo, água subterrânea, animais, vegetação e no soro sangüíneo da população local, atingindo uma área de, pelo menos, 70 mil metros quadrados.

Para os cientistas, a função inseticida dos compostos organoclorados é indiscutível. No entanto, o uso destas substâncias deve ser controlado, já que permanecem inalteradas e ativas no meio ambiente por muito tempo. Isto significa que, ao longo da cadeia alimentar, a capacidade tóxica destes compostos não diminui, contaminando alimentos, solo e água. Amostras do pesticida encontradas no quintal das casas evidenciam o transporte através do escoamento de água, em épocas chuvosas. Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 1,4 mil pessoas foram expostas ao HCH nas áreas próximas à fábrica desativada.

Na tentativa de amenizar os danos ao meio ambiente e à população de Cidade dos Meninos, estes pesquisadores da Universidade de Brasília fizeram o plantio de espécies de eucalipto com o objetivo de avaliar o potencial de determinadas espécies em diminuir a contaminação por HCH no solo. “A área já havia sido tratada com a aplicação de cal virgem (CaO), mas as concentrações de pesticida encontradas, ainda hoje, indicam que o processo não surtiu o efeito desejado”, dizem no artigo.

A equipe explica que “anos após a desativação da fábrica de organoclorados a área ainda apresenta alta contaminação por HCH, mas os resultados obtidos nesta pesquisa mostram teores mais baixos do pesticida, em comparação a estudos anteriores. Este fato, associado à absorção dos organoclorados pelas folhas, evidencia a eficácia do eucalipto como remediador do solo”.

Agência Notisa (jornalismo científico - science journalism)


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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