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Vitaminas e antioxidantes

Em creches de São Paulo, crianças consomem quantidade de vitamina A bem próxima à recomendada

22/05/2005


Com uma dieta que inclui abóbora, cenoura e mamão, crianças de seis a 18 meses atendidas em creches municipais de São Paulo recebem diariamente quantidade razoável – bem próxima à recomendada – de vitamina A. O consumo de vitamina C por essas crianças também é adequado. É o que mostra estudo realizado por Mônica Spinelli, do Curso de Nutrição da Universidade de Mogi das Cruzes (SP), e sua equipe. Entre 2000 e 2001, os pesquisadores investigaram cerca de 100 meninas e meninos matriculados em creches na Freguesia do Ó vinculadas à Secretaria de Assistência Social de São Paulo.

Saber que a dieta das crianças tem teor aceitável de vitamina A é tranqüilizador, porque a deficiência desta substância aumenta o risco e a gravidade de infecções respiratórias, diarréia e sarampo. Já a vitamina C é importante, entre outros fatores, porque estimula o sistema imunológico e a absorção de ferro pelo organismo. No entanto, Mônica e sua equipe constataram que os meninos e meninas ingerem pouco ferro, o que está relacionado à ocorrência de anemia. “Em 1992, pesquisa realizada pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo com crianças menores de dois anos atendidas em unidades básicas de saúde encontrou 56% de prevalência de anemia”, dizem em artigo publicado na Revista de Nutrição, na edição de outubro-dezembro de 2003. “O programa de alimentação das creches deveria incluir alimentos fortificados com ferro ou, pelo menos, o leite fortificado, para aumentar a oferta diária deste mineral, uma vez que essa estratégia tem se mostrado eficiente na diminuição da anemia”, s ugerem os pesquisadores.

A pesquisa revelou ainda que faltam fibras nas refeições das crianças. E esta carência prejudica o funcionamento do aparelho digestivo. “A constipação intestinal (prisão de ventre) também tem se tornado um problema comum na infância, pela inadequação do consumo de fibras, atingindo 25% das consultas de gastroenterologia pediátrica”, afirmam Mônica e sua equipe no artigo. Para evitar esse problema, é importante estimular os pequenos a comerem feijão e, sobretudo, frutas e verduras.

Ao contrário do consumo de proteínas, a ingestão de carboidratos (açúcares) e lipídios (gorduras) pelos alunos das creches é inferior à recomendada. “Os valores de energia provenientes de carboidratos e lipídios foram de cerca de 30% e 18%, respectivamente, em relação à energia total recomendada e, portanto, inadequados, segundo recomendação da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN)”, comentam os autores no artigo. “Como os carboidratos e lipídios são, por excelência, nutrientes fornecedores de energia, as proteínas excedentes poderiam estar sendo mobilizadas para esse fim”, concluem.

Agência Notisa


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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