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Pneumologia/Pulmão

Virus Influenza A e B são os principais agentes etiológicos das infecções respiratórias altas e baixas

22/05/2005


Dentre as doenças infectocontagiosas, as doenças respiratórias representam 95% do total de enfermidades que acometem os seres humanos. Já as infecções respiratórias agudas (IRA) atingem de 5% a 20% da população anualmente, provocando desde o resfriado comum até pneumonias graves. Os principais responsáveis são os vírus, destacando-se, dentre eles, os da Influenza A e B, como mostram pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas em artigo publicado em 2004 na revista Ciência & Saúde Coletiva (vol.9, no.1).

Segundo os pesquisadores, “os vírus da influenza A e B são responsáveis por epidemias de doenças respiratórias que ocorrem em quase todos os invernos, com duração de quatro a seis semanas e freqüentemente associadas com o aumento das taxas de hospitalização e morte”. Para se ter uma idéia, só o vírus da influenza A apresenta distribuição mundial que atinge anualmente cerca de 600 milhões de pessoas no mundo.

Para o estudo, foram coletadas, no período compreendido entre novembro de 2000 e abril de 2002, 488 amostras de secreção nasofaríngea de pacientes de todas as idades. Todas foram encaminhadas para análise no Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas.

Os pesquisadores verificaram que, do total de amostras, 42,4% foram positivas para os vírus influenza A e B, parainfluenza tipos 1, 2 e 3, adenovírus e VRS, sendo que 25,8% dos casos foram positivos para influenza A e 0,6% para influenza B. O vírus da influenza A foi o patógeno mais freqüente e o adenovírus o segundo mais freqüente entre os vírus detectados. A equipe explica que a posição do vírus da influenza A, nos resultados, pode ser justificada pela possível ocorrência de um surto durante o período estudado: “quando há grandes surtos de gripe, o vírus da influenza pode ser identificado com maior freqüência em relação aos demais vírus respiratórios”. Já a baixa ocorrência do vírus da influenza B pode ser explicada por seu lento processo de mutação e por ter o homem como seu único hospedeiro.

Outras constatações foram as de que a maioria dos pacientes atendidos nos centros pertence à faixa etária de 5 a 14 anos e que os meses de julho, setembro, outubro e dezembro são aqueles em que os vírus aparecem com maior freqüência. “Este dado torna evidente a necessidade de se manter uma vigilância virológica contínua, com a finalidade de atenuar o impacto desses vírus nos períodos de maior atividade”, ressaltam os pesquisadores no artigo.

Agência Notisa


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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