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AIDS / HIV

Incidência de Lesões Intraepiteliais Escamosas Cervicais Associadas com a Soropositividade para HIV, Contagem de Células CD4 e Resultados de Teste par

27/05/2005
 




As diretrizes recentes de rastreamento de câncer cervical postulam que o intervalo entre os rastreamentos podem ser seguramente extendidos para três anos na mulher saudável com 30 anos ou mais que tiveram resultado citológico normal e teste negativo para o DNA de papiloma vírus humano (HPV) oncogênico.

 

Em um recente estudo publicado no JAMA, pesquisadores americanos determinaram a incidência de lesões intraepiteliais escamosas (SILs) em mulheres com soropositividade para HIV com resultados de citologia normais, pelos resultados basais de DNA de HPV.

 

As participantes eram americanas soropositivas para o HIV (n = 855; idade média de 36 anos) e soronegativas para HIV (n = 343; idade média de 34 anos) com citologia cervical basal normal as quais estavam envolvidas no Estudo de Interação de Mulheres com HIV (Women’s Interagency HIV Study - WIHS), um grande estudo de coorte multi-intitucional prospectivo. Desde de seus recrutamentos entre 1994-1995, as participantes do WIHS têm sido acompanhadas semestralmente com colorações de Papanicolau repetidas por uma média de sete anos.

 

Foram medidas as incidências cumulativas de qualquer SIL e SIL de alto grau ou câncer (HSIL+), estimados de acordo com os resultados de DNA de HPV basais, estratificados pela soropositividade de HIV e contagem de células T-CD4.

 

O desenvolvimento de qualquer SIL em mulheres com resultados de HPV negativos (tanto oncogênicos como não) em dois anos foram os seguintes: em mulheres com soropositividade para o HIV com CD4 menor que 200/µL, 9% (IC 95%; 1 - 18%); com células CD4 entre 200/µL e 500/µL, 9% (IC 95%; 4 - 13%) e com CD4 maior que 500/µL, 4% (IC 95%; 1 - 7%). Os intervalos de confiança para esses estimaram sobreposição com aqueles para mulheres soronegativas para HIV com citologia basal normal que eram HPV negativas (3%; IC 95%; 1 – 5%), indicando que em dois anos, não há grandes diferenças absolutas na incidência cumulativa de qualquer SIL entre os grupos. Além disso, nenhuma paciente HPV-negativo em qualquer grupo desenvolveu lesões HSIL+ em três anos. Modelos multivariados de Cox mostraram que em uma escala relativa, a incidência de qualquer SIL entre as mulheres soropositivas para HIV com contagens de CD4 maiores que 500/µL (razão de risco [RR] 1,2; IC 95% 0,5 – 3,0), mas não naquelas com contagem de células CD4 menores que 500/µL (RR 2,9; IC 95% 1,2 – 7,1), foram similares às mulheres soronegativas para HIV.

 

Os autores concluíram que a baixa incidência cumulativa de qualquer SIL entre mulheres soronegativas e positivas para HIV com contagem de CD4 maior que 500/µL, as quais tiveram citologia cervical normal e teste para HPV negativo indica que as práticas de rastreamento para câncer cervical devem ser similares para ambos os grupos, embora essa estratégia necessita de avaliação em um estudo clínico apropriado.

Incidence of Cervical Squamous Intraepithelial Lesions Associated With HIV Serostatus, CD4 Cell Counts, and Human Papillomavirus Test Results - JAMA 2005; 293:1471-1476.

Incidence of Cervical Squamous Intraepithelial Lesions Associated With HIV Serostatus, CD4 Cell Counts, and Human Papillomavirus Test Results

Tiffany G. Harris, PhD; Robert D. Burk, MD; Joel M. Palefsky, MD; L. Stewart Massad, MD; Ji Yon Bang, MS; Kathryn Anastos, MD; Howard Minkoff, MD; Charles B. Hall, PhD; Melanie C. Bacon, RN, MPH; Alexandra M. Levine, MD; D. Heather Watts, MD; Michael J. Silverberg, MPH, PhD; Xiaonan Xue, PhD; Sandra L. Melnick, DrPH; Howard D. Strickler, MD, MPH

JAMA. 2005;293:1471-1476.

Context  Recent cervical cancer screening guidelines state that the interval between screenings can be safely extended to 3 years in healthy women 30 years or older who have normal cytology results and have negative test results for oncogenic human papillomavirus (HPV) DNA.

Objective  To determine the incidence of squamous intraepithelial lesions (SILs) in HIV-seropositive women with normal cytology results, by baseline HPV DNA results.

Design, Setting, and Patients  Participants were HIV-seropositive (n = 855; mean age, 36 years) and HIV-seronegative (n = 343; mean age, 34 years) US women with normal baseline cervical cytology who were enrolled in the Women’s Interagency HIV Study (WIHS), a large, multi-institutional prospective cohort study. Since their recruitment during 1994-1995, WIHS participants have been followed up semi-annually with repeated Pap smears for a median of 7 years.

Main Outcome Measure  The cumulative incidence of any SIL and high-grade SIL or cancer (HSIL+) was estimated according to baseline HPV DNA results, stratified by HIV serostatus and CD4 T-cell count.

Results  Development of any SIL in women with negative HPV results (both oncogenic and nononcogenic) at 2 years was as follows: in HIV-seropositive women with CD4 counts less than 200/µL, 9% (95% CI, 1%-18%); with CD4 counts between 200/µL and 500/µL, 9% (95% CI, 4%-13%); and with CD4 counts greater than 500/µL, 4% (95% CI, 1%-7%). The CIs for these estimates overlapped with those for HIV-seronegative women with normal baseline cytology who were HPV-negative (3%; 95% CI, 1%-5%), indicating that at 2 years, there were no large absolute differences in the cumulative incidence of any SIL between groups. Furthermore, no HPV-negative participants in any group developed HSIL+ lesions within 3 years. Multivariate Cox models showed that on a relative scale, the incidence of any SIL among HIV-seropositive women with CD4 counts greater than 500/µL (hazard ratio [HR], 1.2; 95% CI, 0.5-3.0), but not those with CD4 counts less than or equal to 500/µL (HR, 2.9; 95% CI, 1.2-7.1), was similar to that in HIV-seronegative women.

Conclusion  The similar low cumulative incidence of any SIL among HIV-seronegative and HIV-seropositive women with CD4 counts greater than 500/µL and who had normal cervical cytology and HPV-negative test results suggests that similar cervical cancer screening practices may be applicable to both groups, although this strategy warrants evaluation in an appropriate clinical trial.


Author Affiliations: Albert Einstein College of Medicine, Bronx, NY (Drs Harris, Burk, Anastos, Hall, Xue, and Strickler and Ms Bang); University of California, San Francisco (Dr Palefsky); Southern Illinois University School of Medicine, Springfield (Dr Massad); Maimonides Medical Center, Brooklyn, NY (Dr Minkoff); Georgetown University Medical Center, Washington, DC (Ms Bacon); University of Southern California, Los Angeles (Dr Levine); National Institute of Child Health and Human Development, Bethesda, Md (Dr Watts); Johns Hopkins University, Baltimore, Md (Dr Silverberg); and National Cancer Institute, Bethesda, Md (Dr Melnick). Ms Bacon is now with the National Institute of Allergy and Infectious Diseases, Bethesda, Md, Dr Silverberg is now with Kaiser Permanente, Oakland, Calif, and Dr Melnick is now with the Center for Scientific Review, Bethesda, Md.


 


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