-
Esta página já teve 132.444.122 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 24.705 acessos diários
home | entre em contato
 

Gastroenterologia/Proctologia/Fígado

Gastroenterite viral-Uma revisão

29/05/2005
Curr Opin Infect Dis 2004;17(5):461-9
CLARK B , MCKENDRICK M

Adiarréia permanece entre as cinco maiores causas de óbito em todo o mundo, principalmente em crianças de baixa idade nos países não industrializados. A maioria dessas infecções é de etiologia viral. Nos países industrializados, a gastroenterite viral é uma das doenças mais comuns em todos os grupos etários e uma importante causa de morbidade. Pesquisas nos EUA sugerem que, aproximadamente, cada americano terá um ou mais episódios de gastroenterite viral por ano. Desde que Kapakian identificou pela primeira vez um vírus nas fezes de um paciente com diarréia, em 1972, várias viroses que causam diarréia, direta ou indiretamente, têm sido descritas. Apesar do fato de que bactérias e outros patógenos possam causar diarréia, as viroses representam a causa mais comum em todo o mundo. De uma forma geral, o rotavírus permanece como a principal causa de doença diarréica. Os rotavírus são classificados em sete sorogrupos (A-G) baseados nas propriedades antigênicas do capsídeo viral. Os grupos A, B e C são patógenos humanos. Dentro desses grupos, as viroses são classificadas em sorotipos de acordo com os diferentes antígenos externos do capsídeo (têm sido descritos 35 sorotipos do grupo A). A maioria das infecções é causada pelo rotavírus do grupo A, entretanto o rotavírus do grupo B também é responsável por significantes epidemias e pode causar doenças endêmicas em certas regiões. O grupo C, descrito em 1995, tem causado doença esporádica nos EUA e outros países, podendo causar infecção em associação com o subgrupo A nos locais onde o vírus é endêmico. A transmissão é principalmente fecal-oral, pessoa a pessoa, e acredita-se que o mecanismo da diarréia inclua redução da superfície absortiva, alteração no processo de absorção devido ao dano celular, efeitos entero-toxigênicos e estimulação do sistema nervoso entérico. A maioria das infecções ocorre em crianças de 6 meses a 1 ano de idade, geralmente nos meses de inverno. Em todos os grupos etários, um período prodrômico de dois a três dias de febre e vômitos é seguido por um quadro de diarréia não sanguinolenta. Tipicamente, há mais que 10 a 20 movimentos intestinais por dia, podendo levar a quadros de desidratação grave. O método mais sensível para o diagnóstico é a reação de polimerase em cadeia (PCR) nas fezes. A conduta terapêutica permanece a reposição de fluidos orais e parenterais, de acordo com as perdas. Imunoglobulina tem sido utilizada em imunodeprimidos ou em casos crônicos. Medicamentos anti-secretórios e antiperistálticos devem ser evitados. Quanto à prevenção, desde a retirada da primeira vacina licenciada para rotavírus não foram disponibilizadas alternativas, embora as pesquisas em vacinas continuem. Também não têm sido desenvolvidos tratamentos específicos para essas gastroenterites virais. Porém, esforços têm sido concentrados no desenvolvimento de vacinas e na implementação de medidas de controle de infecção.

www.dialogocientifico.com.br


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos