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Dor/Dores

Diagnósticos da Dor

29/05/2005
O trabalho do profissional da saúde em relação à dor constitui o trabalho de um detetive à procura do verdadeiro criminoso.

O processo de diagnóstico de dor pelo profissional da saúde tem como objetivo principal a identificação do(s) agente(s) causal(is), a origem, a intensidade e a influência de fatores psicossociais sobre a dor, visando determinar o método mais adequado para seu tratamento.

São realizados os seguintes procedimentos:

HISTÓRICO (ou ANAMNESE): É constituído pelas perguntas do profissional e pelas informações fornecidas pelo próprio paciente.
São coletadas informações sobre a forma como aconteceu a dor, sua duração e periodicidade, a localização, como evoluiu, fatores que podem ter contribuído para o seu agravamento ou alívio. Também procura-se verificar as repercussões da dor nas atividades diárias do paciente, fatores que podem contribuir para a dor, como o estado de ânimo, relacionamento familiar, atitudes frente à dor, crenças, valores do indivíduo e da família.
O profissional da saúde procura também obter informações sobre os medicamentos e outras terapias previamente utilizados pelo paciente e seus resultados.
Algumas doenças se manifestam pela dor, como os cálculos renais e biliares que provocam dores agudas ao tentarem abrir caminho através de canais estreitos; a pleurisia (inflamação da membrana que recobre os pulmões), que provoca uma dor que atinge o ponto máximo quando se inspira profundamente; ou uma doença do coração que pode ser acompanhada por um tipo de dor que se assemelha a uma garra cravada no peito.
O histórico pode ser complementado por outras ferramentas auxiliares, tais como:
· desenhos representativos do corpo do paciente, onde ele mesmo pode indicar os pontos afetados pela dor;
· desenhos da forma como essa dor se manifesta;
· escalas qualitativas ou quantitativas, nas quais se pede ao paciente para indicar um valor para a sua dor em números (de 1 a 5 ou de 1 a 10) ou por desenhos onde indica uma gradação de faces, de sorridentes a chorosas (escala de faces).
Nos casos de dor crônica é dada especial atenção a outros fatores que podem ter contribuído para o aparecimento da dor, tais como atividades físicas ou sobrecargas exercidas pelo paciente (importante para determinar as doenças osteo-musculares relacionadas ao trabalho - DORT), bem como as posições do corpo ao deitar-se, sentar-se, alterações comportamentais, tipo de sono, atividade sexual, apetite, hábitos alimentares, atividades domiciliares e laborativas, atividades de lazer e muitas outras.




Também podem ser aplicados ao paciente alguns questionários desenvolvidos para detectar a existência de fatores emocionais e sociais, uma vez que a ansiedade, depressão e outros podem contribuir para os maus resultados do tratamento a ser estabelecido.

EXAME CLÍNICO: De posse de todas essas informações e muitas outras que não listamos aqui, o profissional deve proceder ao exame físico do paciente, na tentativa de tornar mais precisas as informações obtidas no Histórico e visando detectar, de forma mais segura, a origem da dor, sua localização e estabelecer o diagnóstico.
Para tal, o profissional da saúde deve se valer da observação criteriosa do paciente, uma vez que as manifestações mais comuns da dor podem se apresentar na forma de choros ou gemidos, expressões no rosto como o enrugamento ou contração muscular, movimentos do corpo considerados como defensivos contra a fonte da dor, principalmente na dor aguda, uma vez que na dor crônica o organismo muitas vezes está “acostumado” com estas sensações. Também deve ser observada a estrutura músculo-esquelética para constatar-se possíveis deformidades, atrofias e outras manifestações anormais.
Outros recursos importantes no exame são os testes ou manobras clínicas especiais que podem auxiliar determinados diagnósticos como tendinites, compressão de nervos, e outros.
Pode-se valer também de alguns dispositivos especiais como o DOLORÍMETRO por exemplo, que permite dimensionar a dor. Faz parte ainda do exame a palpação de diferentes estruturas do corpo, que permitem delimitar áreas dolorosas, consistência muscular, alterações em órgãos internos como fígado, baço e outros e em determinados casos a presença de PONTOS GATILHO, que são pequenas áreas de dor intensa, localizadas em músculos muito tensos. Quando essas áreas são pressionadas com os dedos, pela introdução de uma agulha ou mesmo espontaneamente, desencadeiam dor numa região distante.
Por esta descrição, que apesar de longa não detalha ainda todo o processo que o profissional aplica para ajudar o paciente, pode-se observar a real complexidade do assunto DOR.

EXAMES COMPLEMENTARES: Devido à complexidade do quadro doloroso, pode ser necessária a execução de exames que complementem o exame clínico, que no entanto permanece o melhor instrumento na identificação das causas do quadro doloroso apresentado.

Esses exames podem ser classificados nos seguintes grupos:

ELETROFISIOLÓGICOS: Aqueles que determinam através de aparelhos o funcionamento de tecidos. Alguns exames desse grupo são, dentre outros : a eletromiografia, o exame de ondas positivas, a presença de fibrilações.

EXAMES DE IMAGEM: Os exames de imagem e auxiliam os Profissionais da Saúde a identificar as anormalidades dos locais afetados e que ajudam a confirmar lesões em tecidos e órgãos. O mais conhecido deles é a radiografia simples (ou raio-X). A medicina conta hoje com modernos dispositivos de exame como a tomografia computadorizada, a ultrassonografia, o mapeamento ósseo e os estudos funcionais de imagem, dentre outros.

EXAMES LABORATORIAIS: Os exames de sangue são importantes para detectar ou excluir anormalidades inflamatórias, metabólicas, degenerativas, entre outras. Podem ser verificadas alterações no funcionamento de algumas estruturas do corpo através de alguns exames específicos, como exames de líqüido sinovial (que “banha” as articulações) ou de líqüido cefalorraquidiano (que “banha” a medula espinhal), bem como biópsias ou exames para verificar o funcionamento de glândulas (diabetes) e outros.

www.dor.org.br


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