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Pneumologia/Pulmão

Intervenção precoce da terapia na asma

08/06/2005
Curr Opin Pulm Med 2005;11:51-5
DIXON AE, IRVIN CG

A asma é uma doença crônica das vias aéreas que afeta grande proporção de adultos e crianças. O aspecto mais preocupante dessa doença observado atualmente é o aumento em sua prevalência e gravidade. A asma pode afetar crianças, jovens e persistir por toda vida adulta ou iniciar mais tardiamente. Existem questionamentos sobre quando e com qual terapia os pacientes com asma devem ser tratados. Para pacientes com problemas respiratórios graves a resposta é óbvia: imediatamente. Porém, quando o tratamento crônico de quadros mais leves da doença deve ser iniciado? O tratamento precoce pode levar os pacientes a terapias de longo prazo, caras e com maior potencial de efeitos indesejáveis. Conhecer o momento crítico para a intervenção é de fundamental importância para médicos e pacientes. Os autores fazem neste artigo uma revisão das recentes evidências de que a intervenção precoce melhora os resultados em longo prazo na asma. Estudos recentes publicados demonstram que, precocemente, no curso da asma, mesmo em crianças muito jovens, alterações na estrutura e anormalidades mensuráveis da função pulmonar já ocorreram. Grandes estudos sobre administração de corticóides via inalatória na asma mostram que esses, no máximo, promovem efeitos modestos na função pulmonar em longo prazo. Ainda que um estudo com corticóides inalatórios em crianças muito jovens permaneça em andamento, existe pouca evidência para sugerir que qualquer outra medicação comumente utilizada apresente importantes efeitos na função pulmonar. Estudos recentes também apontam para a falta de um entendimento claro da relação entre a inflamação e o remodelamento, e confrontam os resultados desapontadores de estudos dos corticóides inalatórios na função pulmonar. Os autores concluem que as atuais medicações antiinflamatórias apresentam efeitos modestos na prevenção da perda de função pulmonar na asma. Apesar de corticóides inalatórios serem altamente eficazes no controle das manifestações clínicas da doença, seus efeitos na função pulmonar são pequenos. O paradigma da inflamação levando ao remodelamento, e o remodelamento levando à perda de função pulmonar pode ser simplista demais. No futuro, novos alvos farmacológicos e a definição do momento certo para o início do tratamento devem ocorrer, possibilitando uma intervenção efetiva no remodelamento e/ou perda da função pulmonar na asma.

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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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