AIDS / HIV - Aids cresce no mundo todo
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AIDS / HIV

Aids cresce no mundo todo

10/06/2005

Aids cresce no mundo todo, diz Kofi Annan

Segundo o secretário-geral da ONU, em 2004, foi batido o recorde de mortes e
novas infecções; meta de contenção da epidemia está ameaçada

Edith M. Lederer escreve para a Associated Press:

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, afirmou numa conferência de cúpula
realizada ontem na sede da entidade, em Nova York, que a epidemia de Aids
está aumentando em todos os continentes.

Annan pediu mais dinheiro e mais empenho das lideranças mundiais para que
essa tendência seja revertida até 2015.

Num discurso de abertura para representantes de 127 países, o
secretário-geral relatou que a escala da resposta global ao flagelo da Aids
tem sido significativa, mas insuficiente, pois "não tem acompanhado a escala
da epidemia".

"No ano passado, ocorreram mais infecções e mais mortes relacionadas à Aids
do que jamais houve", disse. "De fato, o HIV e a Aids se espalharam a taxas
aceleradas em todos os continentes."

Depois que Annan falou, o diretor-executivo da Unaids (programa da ONU para
a doença), Peter Piot, reconheceu que não é mais realista a meta de reverter
a pandemia da Aids até 2015.

Piot disse que, embora alguns países tenham controlado a doença, em regiões
como o Leste Europeu, a África e a América Central os esforços são incapazes
de conter sua disseminação. "Estamos lidando com múltiplas epidemias que
ainda estão se espalhando", disse.

As afirmações representaram uma rara ocasião em que um alto funcionário da
ONU admitiu que ao menos uma das Metas do Milênio provavelmente não será
alcançada.

Líderes mundiais freqüentemente admitem que outras das metas para o
desenvolvimento e de combate à pobreza estão cada vez mais distantes.

No seu discurso, Annan afirmou também que os esforços para o tratamento e a
prevenção da Aids são insuficientes.

"Só 12% das pessoas que precisam de terapia anti-retroviral em países de
baixo e médio nível de renda a estão recebendo. E, enquanto mais da metade
dos novos infectados são jovens – principalmente mulheres –, a maioria dos
jovens no mundo todo ainda tem carência de acesso a serviços significativos
de prevenção orientados a eles", afirmou.

"Agora está claro que a epidemia continua superando nossos esforços de
contenção", arrematou.

Annan disse ainda que é possível, como têm demonstrado o Brasil, Camboja e
Tailândia com seus programas de prevenção bem-sucedidos, quebrar o ciclo de
novas infecções pelo HIV e a disseminação da Aids.

Segundo ele, há sinais promissores nessa direção vindo de Bahamas, Camarões,
Quênia e Zâmbia.

Mas, disse Annan, para alcançar a meta de reverter a epidemia de Aids até
2015, é preciso mais recursos dos doadores tradicionais, da incitava privada
e dos próprios países mais afetados.

Mais planejamento e mais e melhores lideranças também são necessários em
todos os níveis, assim como "um real investimento no poder de decisão das
mulheres e das meninas".

Segundo Kofi Annan, brecar a epidemia de Aids é pré-requisito para atingir
as outras Metas do Milênio – incluindo a redução à metade do número de
pessoas vivendo na miséria e a garantia de que todas as crianças tenham
acesso à educação elementar até 2015.


"É por isso que a luta contra a Aids é o grande desafio da nossa era e da
nossa geração", afirmou o secretário-geral.

Segundo Peter Piot, para que a meta fique mais factível, os US$ 8 bilhões a
serem empregados no combate à Aids neste ano têm de crescer para um gasto
anual de US$ 14 bilhões a US$ 16 bilhões.

(Folha de SP, 3/6)

Jornal da Ciência- SBPC


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