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Cidadania/Serviços

Conselho de pesquisa britânico quer artigos científicos com livre acesso

11/06/2005

Se o assunto for publicação de artigo em revistas indexadas inglesas, a conversa será polêmica. Isso porque Conselho de Pesquisa Britânico apresentou recentemente uma política que determina o livre acesso de todos os artigos científicos que divulgam resultados de pesquisas realizadas com recursos públicos, ou seja, devem estar disponíveis em sites abertos da internet. Apesar dos elogios que a proposta recebeu, alguns cientistas estão preocupados e acreditam que a política prejudique os periódicos científicos, uma vez que muitos suspenderiam as assinaturas e, com isso, poderia colocar em risco as sociedades científicas.

A informação foi divulgada na última edição da revista britânica Nature, uma das mais influentes publicações científicas do mundo e, certamente, uma das interessadas pelo debate. De acordo com a publicação, os artigos das revistas indexadas inglesas deverão ser colocados em arquivos públicos na internet logo após a publicação na revista indexada. A idéia se assemelha à biblioteca científica eletrônica Scielo (Scientific Eletronic Library Online), que permite o livre acesso a 134 periódicos nacionais, além de outros de países como o Chile, Cuba e Espanha.

Na Inglaterra, a expectativa é que a consulta a esses arquivos abertos se torne uma "rotina regular" entre os pesquisadores britânicos. A campanha para que os resultados de pesquisa sejam veiculados de graça atingiu vários Estados ingleses e incluiu até anúncios na televisão. Conforme informa a Nature, os defensores do livre-acesso comemoraram a política, que eles consideram estar dentro das "regras" do Conselho Britânico - o maior fomentador de pesquisas públicas da Inglaterra.

Além de uma possível fragilização da academia com os artigos livres, a maior preocupação é que as bibliotecas - maiores "consumidores" dos periódicos científicos - cancelem as assinaturas, principalmente dos periódicos menores (menos influentes) e daqueles que publicam poucas edições no ano. Atualmente, grande parte dos artigos científicos só pode ser consultada mediante o pagamento de assinaturas que somente instituições de pesquisa - a maioria pública - podem pagar. A assinatura anual da Nature, por exemplo, custa US$ 174 (aproximadamente R$ 435). No Brasil, as revistas científicas indexadas nacionais também são cobradas e os preços das assinaturas variam por área e por periodicidade (mensal ou anual). As assinaturas dessas revistas costumam ter descontos para estudantes que chegam a 50%.

Os membros do Conselho de Pesquisa Britânico, no entanto, não estão inflexíveis. No ano passado, o texto da política já sofreu uma mudança crucial, o que reduziu o poder dos supostos "arquivos-abertos". A última versão determina que os artigos serão disponibilizados apenas sob a autorização do periódico científico que o veiculou. Além disso, ficou determinado que o arquivo não estará em domínio público (ou seja, os artigos não podem ser reproduzidos sem autorização).

A política proposta pelo Conselho ainda deve ser ajustada e a expectativa é que a versão final seja veiculada até julho. Até lá, espera-se que ainda aconteçam mudanças significativas antes da aprovação final.

 
http://www.comciencia.br


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