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Biotecnologia/Tecnologia/Ciências

Biodiesel de Mamona

13/06/2005

 

Ceará busca auto-suficiência

O Projeto Mamona do Ceará, da Secretaria de Agricultura e Pecuária (Seagri), já contabiliza no Estado o plantio de 17.560 hectares de mamona em 2005, que vem a ser somada a uma área de 9.278 hectares plantados em 2004.

Para este ano, a previsão de colheita na soma das duas áreas é de 26.838 toneladas nos 26.838 hectares.

A produção de mamona deverá gerar este ano 11.540 toneladas de óleo, que depois do processo de transterificação serão transformadas em 11.540 toneladas de biodiesel.

O efeito na parte agrícola é de 8.946 empregos gerados. A iniciativa do Ceará até meados de março envolveu a distribuição de 42,8 toneladas de sementes de mamona pelo Estado e 45 toneladas pela Brasil EcoDiesel.

Para processar este óleo, o Programa Biodiesel do Ceará registra a existência de cinco usinas. Uma delas já está em funcionamento, a piloto de Quixeramobim; outra está em construção, a do Nutec-Tecbio.

Mais duas estão em fase de licitação as de Tauá e de Piquet Carneiro. Está em elaboração o projeto da usina da Petrobras em Quixadá. As cinco usinas terão a capacidade de produção de 12,8 mil toneladas de biodiesel por ano.

A capacidade de produção com as cinco unidades instaladas aproxima o Estado da auto-suficiência para atender à exigência de adição de 2% de biodiesel ao diesel consumido no Estado, de 520 mil toneladas por ano.

A área plantada para suprir a necessidade projetada para o consumo cearense, de modo a atender ao acréscimo dos 2%, deverá ser de 24.200 hectares de mamona. Há perspectiva de atendimento à demanda e possibilidade de exportação.

A usina piloto de Quixeramobim possui capacidade de produção de 50 litros por hora de biodiesel. A usina de Tauá, bancada pelo Dnocs e a de Piquet Carneiro, fruto de emenda do deputado Ariosto Holanda, cada uma tem capacidade para produzir 100 litros por hora.

De acordo com as previsões de Fernando Nunes, presidente do Nutec, e do diretor da TecBio, Expedito Parente, a usina que ambos estão implantando em Fortaleza entrará em produção em setembro, com capacidade de produção de 100 litros por hora ou 2,4 mil por dia.

A usina da Petrobras em Quixadá, ainda em fase de projeto, terá capacidade de 1.250 litros por hora (30 mil por dia). A ampliação do cultivo de mamona integra a política do governo federal para inclusão social no sertão.

Estado sediará testes da Mercedes-Benz

Os Programas Mamona do Ceará e Biodiesel do Ceará habilitaram o Estado a sediar a implantação dos testes no uso de biodiesel de mamona em 14 ônibus da frota da Companhia de Transportes Coletivo (CTC), da Prefeitura de Fortaleza, num convênio de pesquisa entre os governos do Brasil e da Alemanha.

A Mercedes-Benz fornecerá os motores para a pesquisa. A indicação do Ceará foi feita pelo secretário da Ciência e Tecnologia, Hélio Barros, ao coordenador do programa pelo governo brasileiro, Carlos Cristo, do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e Comércio Exterior.

O convênio da pesquisa será assinado no Encontro Econômico Brasil-Alemanha, a ser realizado nos dias 3 a 5 de julho, na Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

Carlos Cristo esteve em junho no Nutec e Tecbio com representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Ministério do Desenvolvimento Agrário para discutir o convênio. "Simultaneamente, será escolhida uma cidade da Alemanha para iniciar testes similares com o metanol (álcool) produzido no Brasil", informa Expedito Parente, da Tecbio.

"O acordo será assinado no 3º Simpósio Brasil-Alemanha de Energias Renováveis", disse Parente.

O diretor da TecBio informa ainda que organizou uma metalurgia que vai fabricar em série pequenas usinas para processamento de biodiesel que darão vazão à produção de grupos de pelo menos 100 produtores do tipo agricultura familiar.

A idéia, segundo ele, é de colocar no mercado uma unidade por semana.

O projeto Mamona do Ceará, que já tem 88 municípios zoneados para a produção, busca fortalecer o agronegócio da mamona no Estado.

O plantio da mamona é feito em consórcio com os feijões Vigna e/ou Phaseolus.

(Diário do Nordeste, 06/6)

Jornal de Ciência- SBPC


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