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Gravidez/Parto/Obstetrícia

Tratamento do diabetes gestacional reduz a gravidade da morbidade perinatal

27/06/2005
 

Pesquisadores participantes do ensaio clínico Australian Carbohydrate Intolerance Study in Pregnant Women (ACHOIS) publicaram, recentemente, no New England Journal of Medicine, um ensaio clínico aleatorizado para determinar se o tratamento de pacientes portadoras de diabetes mellitus gestacional reduziu o risco de complicações perinatais.

 

Foram incluídas, aleatoriamente, pacientes com idade gestacional entre 24 e 34 semanas, portadoras de diabetes gestacional, e foram submetidas a aconselhamento dietético, monitorização da glicemia e insulinoterapia quando necessário (grupo de intervenção) ou cuidados de rotina. Evoluções primárias incluíram complicações perinatais graves (morte, distocia de ombros, fraturas ósseas, paralisia de nervos), admissão em enfermaria neonatal, icterícia que necessitasse de fototerapia, indução do parto, parto cesárea, ansiedade materna, depressão e estado de saúde da gestante.

 

A taxa de complicações perinatais graves foi significativamente inferior entre os recém-nascidos de 490 pacientes alocadas no grupo de intervenção, comparados aos recém-nascidos de 510 mães alocadas no grupo controle (1% versus 4%; RR ajustado para idade materna, etnia e paridade = 0,33; IC95% = 0,14 – 0,75; p=0,01). Todavia, recém-nascidos de pacientes pertencentes ao grupo de intervenção foram admitidos em enfermaria neonatal (71% versus 61%; RR ajustado = 1,13; IC95% = 1,03 – 1,23; p=0,01). Gestantes pertencentes ao grupo de intervenção apresentaram maior taxa de indução do parto (39% versus 29%; RR ajustado = 1,36; IC95% = 1,15 – 1,62; p<0,001), embora as taxas de realização de parto cesariano foram semelhantes nos dois grupos (31% versus 32%, respectivamente; RR ajustado = 0,97; IC95% = 0,81 – 1,16; p=0,73). Após três meses do parto, dados sobre o humor e a qualidade de vida das puérperas, disponíveis para 573 pacientes, revelaram menores taxas de depressão e maiores escores, consistentes com melhora do estado de saúde, no grupo de intervenção.

 

Portanto, os pesquisadores concluíram que o tratamento do diabetes gestacional reduz a gravidade da morbidade perinatal e também melhora a qualidade de vida relacionada à saúde das puérperas.

 Effect of Treatment of Gestacional Diabetes Mellitus on Pregnancy Outcomes - New England Journal of Medicine 2005; 352(24): 2477-2486

The New England Journal of Medicine
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Volume 352:2477-2486 June 16, 2005 Number 24
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Effect of Treatment of Gestational Diabetes Mellitus on Pregnancy Outcomes
Caroline A. Crowther, F.R.A.N.Z.C.O.G., Janet E. Hiller, Ph.D., John R. Moss, F.C.H.S.E., Andrew J. McPhee, F.R.A.C.P., William S. Jeffries, F.R.A.C.P., Jeffrey S. Robinson, F.R.A.N.Z.C.O.G., for the Australian Carbohydrate Intolerance Study in Pregnant Women (ACHOIS) Trial Group

 

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by Greene, M. F.

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ABSTRACT

Background We conducted a randomized clinical trial to determine whether treatment of women with gestational diabetes mellitus reduced the risk of perinatal complications.

Methods We randomly assigned women between 24 and 34 weeks' gestation who had gestational diabetes to receive dietary advice, blood glucose monitoring, and insulin therapy as needed (the intervention group) or routine care. Primary outcomes included serious perinatal complications (defined as death, shoulder dystocia, bone fracture, and nerve palsy), admission to the neonatal nursery, jaundice requiring phototherapy, induction of labor, cesarean birth, and maternal anxiety, depression, and health status.

Results The rate of serious perinatal complications was significantly lower among the infants of the 490 women in the intervention group than among the infants of the 510 women in the routine-care group (1 percent vs. 4 percent; relative risk adjusted for maternal age, race or ethnic group, and parity, 0.33; 95 percent confidence interval, 0.14 to 0.75; P=0.01). However, more infants of women in the intervention group were admitted to the neonatal nursery (71 percent vs. 61 percent; adjusted relative risk, 1.13; 95 percent confidence interval, 1.03 to 1.23; P=0.01). Women in the intervention group had a higher rate of induction of labor than the women in the routine-care group (39 percent vs. 29 percent; adjusted relative risk, 1.36; 95 percent confidence interval, 1.15 to 1.62; P<0.001), although the rates of cesarean delivery were similar (31 percent and 32 percent, respectively; adjusted relative risk, 0.97; 95 percent confidence interval, 0.81 to 1.16; P=0.73). At three months post partum, data on the women's mood and quality of life, available for 573 women, revealed lower rates of depression and higher scores, consistent with improved health status, in the intervention group.

Conclusions Treatment of gestational diabetes reduces serious perinatal morbidity and may also improve the woman's health-related quality of life.



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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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