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Pneumologia/Pulmão

Doses de corticosteróides inalatórios podem ser reduzidas em asma crônica de acordo com a medida de óxido nítrico expirado

28/06/2005
 


 

Pesquisadores publicaram, recentemente, no New England Journal of Medicine, um estudo em que procuraram avaliar o ajuste de doses de corticosteróides inalatórios para tratamento de asma crônica, baseando-se em sintomas, necessidades de broncodilatadores e resultados de testes de função pulmonar. A fração expirada de óxido nítrico é um marcador não-invasivo que pode ser uma alternativa útil para ajuste do tratamento das doses de corticosteróides inalatórios.

 

Foi realizado um ensaio clínico uni-cego, controlado por placebo, em que 97 pacientes aleatórios, portadores de asma, tratados regularmente com corticosteróides inalatórios, foram submetidos à ajuste da dose de corticosteróides, com base na fração expirada de óxido nítrico ou em algoritmo de consensos convencionais. Após determinação da dose ótima (fase 1), os pacientes foram acompanhados por 12 meses (fase 2). A evolução primária foi a freqüência de exacerbações de asma; medida secundária foi a dose média diária de corticosteróide inalatório.

 

Quarenta e seis pacientes alocados no grupo em que se mediu a fração expirada de óxido nítrico e 48 indivíduos pertencentes ao grupo cuja asma foi tratada de acordo com os consensos convencionais (grupo controle) completaram o estudo. As doses médias diárias de fluticasona, o corticosteróide inalatório utilizado, foi igual a 370mg por dia no grupo tratado de acordo com a fração expirada de óxido nítrico (IC95% = 263 – 477) e 641mg por dia no grupo controle (IC95% = 526 – 756; p=0,003), uma diferença de 270mg por dia (IC95% = 112 – 430). As taxas de exacerbação foram iguais a 0,49 episódio por paciente por ano no grupo tratado de acordo com a fração expirada de óxido nítrico (IC95% = 0,20 – 0,78) e 0,90 no grupo controle (IC95% = 0,31 – 1,49), representando uma redução não significante de 45,6% (IC95% para diferença média = -78,6% a –54,5%) no grupo tratado de acordo com a fração expirada de óxido nítrico. Não houve diferenças quando aos demais marcadores de controle de asma, uso de prednisona oral, função pulmonar ou níveis de inflamação em vias aéreas (eosinófilos no escarro).

 

Portanto, os pesquisadores concluíram que, com o uso das medidas da fração expirada de óxido nítrico, as doses de manutenção de corticosteróides inalatórios podem ser significativamente reduzidas sem comprometimento do controle da asma.

 Use of Exhaled Nitric Oxide Measurements to Guide Treatment in Chronic Asthma - New England Journal of Medicine 2005; 352: 2163

The New England Journal of Medicine
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Volume 352:2163-2173 May 26, 2005 Number 21
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Use of Exhaled Nitric Oxide Measurements to Guide Treatment in Chronic Asthma
Andrew D. Smith, M.B., Ch.B., Jan O. Cowan, Karen P. Brassett, G. Peter Herbison, M.Sc., and D. Robin Taylor, M.D.

 

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by Deykin, A.

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ABSTRACT

Background International guidelines for the treatment of asthma recommend adjusting the dose of inhaled corticosteroids on the basis of symptoms, bronchodilator requirements, and the results of pulmonary-function tests. Measurements of the fraction of exhaled nitric oxide (FENO) constitute a noninvasive marker that may be a useful alternative for the adjustment of inhaled-corticosteroid treatment.

Methods In a single-blind, placebo-controlled trial, we randomly assigned 97 patients with asthma who had been regularly receiving treatment with inhaled corticosteroids to have their corticosteroid dose adjusted, in a stepwise fashion, on the basis of either FENO measurements or an algorithm based on conventional guidelines. After the optimal dose was determined (phase 1), patients were followed up for 12 months (phase 2). The primary outcome was the frequency of exacerbations of asthma; the secondary outcome was the mean daily dose of inhaled corticosteroid.

Results Forty-six patients in the FENO group and 48 in the group whose asthma was treated according to conventional guidelines (the control group) completed the study. The final mean daily doses of fluticasone, the inhaled corticosteroid that was used, were 370 µg per day for the FENO group (95 percent confidence interval, 263 to 477) and 641 µg per day for the control group (95 percent confidence interval, 526 to 756; P=0.003), a difference of 270 µg per day (95 percent confidence interval, 112 to 430). The rates of exacerbation were 0.49 episode per patient per year in the FENO group (95 percent confidence interval, 0.20 to 0.78) and 0.90 in the control group (95 percent confidence interval, 0.31 to 1.49), representing a nonsignificant reduction of 45.6 percent (95 percent confidence interval for mean difference, –78.6 percent to 54.5 percent) in the FENO group. There were no significant differences in other markers of asthma control, use of oral prednisone, pulmonary function, or levels of airway inflammation (sputum eosinophils).

Conclusions With the use of FENO measurements, maintenance doses of inhaled corticosteroids may be significantly reduced without compromising asthma control.


Source Information

From the Respiratory Research Unit, Department of Medicine (A.D.S., J.O.C., K.P.B., D.R.T.), and the Department of Preventive and Social Medicine (G.P.H.), Dunedin School of Medicine, University of Otago, Dunedin, New Zealand.

Address reprint requests to Dr. Taylor at the Department of Medicine, Dunedin School of Medicine, P.O. Box 913, Dunedin, New Zealand, or at robin.taylor@stonebow.otago.ac.nz .


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