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Dor/Dores

A Relação entre Depressão, Dor Clínica e Dor Experimental em uma Coorte de Dor Crônica

02/07/2005
 



 

Pessoas com dor crônica freqüentemente apresentam depressão como comorbidade, mas o impacto dos sintomas de depressão no processamento da dor não está completamente compreendido. Pesquisadores alemães e americanos realizaram um estudo publicado recentemente na revista Arthritis Rheumatism, para avaliar o efeito dos sintomas de depressão e/ou de depressão major (MDD) diagnosticada clinicamente no processamento da dor em pacientes com fibromialgia (FM).

 

Os resultados de testes sensoriais quantitativos e respostas neurais a estímulos dolorosos de pressão iguais (medidos por ressonância magnética funcional [fMRI]) foram comparados com os níveis de sintomas de depressão e comorbidade MDD entre pacientes com FM.

 

Nem os níveis de sintomas de depressão, nem a presença de MDD como comorbidade foram associados com os resultados do teste sensorial ou à magnitude de ativação neuronal nas áreas cerebrais associadas com a dimensão sensorial da dor (córtices somatossensoriais primário e secundário). Entretanto, os sintomas de depressão e a presença de MDD foram associados com a magnitude das ativações neuronais evocadas pela dor nas regiões cerebrais associadas com o processamento afetivo da dor ( a amídala e a ínsula anterior contralateral). A intensidade da dor clínica foi associada com as medidas da dimensão sensorial da dor (resultados de teste sensorial) e dimensão afetiva da dor (ativações na ínsula bilateralmente, giro do cíngulo anterior contralateral, e córtex pré-frontal).

 

Os autores concluíram que em pacientes com FM, nem o grau da depressão nem a presença de MDD como comorbidade modulam os aspectos discriminativos sensoriais do processamento doloroso (i.e., localização da dor e relatar seu nível de intensidade), nem por medição de teste sensorial ou fMRI. Entretanto, afirmaram que a depressão está associada com a magnitude de ativação neuronal nas regiões cerebrais que processam a dimensão dolorosa motivacional-afetiva. Esses dados sugerem que há um paralelo, de alguma forma independente de processamento doloroso neural para elementos sensoriais e afetivos. A implicação para o tratamento é que focando à depressão do indivíduo (e.g. pela prescrição de uma medicação antidepressiva sem propriedades analgésicas) não necessariamente se tem impacto na dimensão sensorial da dor.

Arthritis Rheum. 2005 May;52(5):1577-84. - Arthritis Rheum

Arthritis Rheum. 2005 May;52(5):1577-84. Related Articles, Links

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The relationship between depression, clinical pain, and experimental pain in a chronic pain cohort.

Giesecke T, Gracely RH, Williams DA, Geisser ME, Petzke FW, Clauw DJ.

University of Michigan, Ann Arbor, USA.

OBJECTIVE: Individuals with chronic pain frequently display comorbid depression, but the impact of symptoms of depression on pain processing is not completely understood. This study evaluated the effect of symptoms of depression and/or clinically diagnosed major depressive disorder (MDD) on pain processing in patients with fibromyalgia (FM). METHODS: Results of quantitative sensory testing and neural responses to equally painful pressure stimuli (measured by functional magnetic resonance imaging [fMRI]) were compared with the levels of symptoms of depression and comorbid MDD among patients with FM. RESULTS: Neither the level of symptoms of depression nor the presence of comorbid MDD was associated with the results of sensory testing or the magnitude of neuronal activation in brain areas associated with the sensory dimension of pain (primary and secondary somatosensory cortices). However, symptoms of depression and the presence of MDD were associated with the magnitude of pain-evoked neuronal activations in brain regions associated with affective pain processing (the amygdalae and contralateral anterior insula). Clinical pain intensity was associated with measures of both the sensory dimension of pain (results of sensory testing) and the affective dimension of pain (activations in the insula bilaterally, contralateral anterior cingulate cortex, and prefrontal cortex). CONCLUSION: In patients with FM, neither the extent of depression nor the presence of comorbid major depression modulates the sensory-discriminative aspects of pain processing (i.e., localizing pain and reporting its level of intensity), as measured by sensory testing or fMRI. However, depression is associated with the magnitude of neuronal activation in brain regions that process the affective-motivational dimension of pain. These data suggest that there are parallel, somewhat independent neural pain-processing networks for sensory and affective pain elements. The implication for treatment is that addressing an individual's depression (e.g., by prescribing an antidepressant medication that has no analgesic properties) will not necessarily have an impact on the sensory dimension of pain.

PMID: 15880832 [PubMed - indexed for MEDLINE]


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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