Vacina/Vacinação - Hepatite B: é possível ficar imune
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Vacina/Vacinação

Hepatite B: é possível ficar imune

05/07/2005

Vacina pode evitar a doença que, por falta de informação e facilidade de transmissão, se propaga

A mais contagiosa das hepatites - a do tipo B - praticamente não apresenta sintomas. Essas características, combinadas à falta de informação da população, fazem com que, a cada ano, apareçam 6 mil novos casos, no Brasil. Mas - diferentemente da tão falada hepatite C - a doença tem vacina.

-Poderia ser um problema muito menor. O governo estima que 2 milhões de brasileiros sofrem da forma crônica - afirma a hepatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), Edna Strauss.

Para reverter esse quadro, a entidade iniciou uma campanha, chamada Hepa! Hepatite B: Preste Atenção, que tem o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a gravidade do mal.

- A hepatite B pode ser prevenida e a população precisa ser alertada - afirma a especialista.

O programa produziu um site com informações sobre a doença, além de um serviço de consultas telefônicas gratuito para dúvidas. Até hoje, foram 1583 ligações recebidas.

Transmitida por vírus - sem qualquer semelhança com as de tipo A e C - a hepatite B é uma doença inflamatória. Compromete as funções do fígado e, se não for diagnosticada precocemente, ou tratada de forma adequada, pode levar à cirrose, ao câncer hepático e até à morte.

A Hepa! Hepatite B: Preste Atenção chama a atenção para a importância da vacinação. Jovens até 18 anos podem se vacinar gratuitamente nos postos do SUS (Sistema Único de Saúde). Para quem está fora dessa faixa etária, é preciso recorrer a uma clínica particular. Mas só pode ser vacinado quem nunca teve a doença.

- As crianças começaram a ser vacinadas, quando recém-nascidas, só no final da década de 90. O adolescente que não tomou na infância deve ser vacinado agora, porque é o início da vida sexual (uma das formas de contágio) - afirma o hepatologista, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e coordenador do Grupo de Estudos em Hepatite Brasil-França, Raimundo Paraná.

O especialista realça a importância de se tomar o ciclo completo da vacina. Caso contrário a imunização não é eficaz. São necessárias três doses, sendo o primeiro intervalo de 30 dias e o segundo de seis meses. Mas o primeiro passo é fazer o exame, em especial as pessoas que fizeram transfusão até 1993, porque até essa época o sangue disponível não era obrigatoriamente testado para hepatite B. Ele é feito de graça nos postos de saúde.

- Clinicamente não tem como diagnosticar a hepatite B. Esse é um dos grandes problemas da doença - diz Paraná.

Os porta-vozes da campanha são o casal de atores Stênio Garcia e Marilene Saade. Ela teve hepatite B, no ano passado e demorou quatro meses para ficar curada.

- A gente abraçou a campanha porque a doença é mais perigosa do que se pensa - afirma Stênio.

Jornal do Brasil, 05/07/05


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