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Meio Ambiente/Ecologia

Jacaré-açu, jacaré-gigante – Melanosuchus niger

08/07/2005
 

Taxonomia:

Filo: Cordado
Sub-filo: Vertebrado
Super-Classe: Tetrápodo
Sub-Classe: Anapsida
Classe: Reptilia
Ordem: Crocodylia
Família: Alligatoridae
Espécie: Melanosuchus niger (Spix).

Status: O Melanosuchus niger foi reclassificado como tendo “baixo risco” de extinção biológica pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais – IUCN (the 2000 IUCN Red List of Threatened Species). Estudos realizados nos últimos dez anos na Amazônia brasileira e nos países amazônicos vizinhos indicaram que as populações desta espécie estão em ótimo estado de conservação na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa e Peru

Características: Esta espécie pode alcançar até seis metros de comprimento total. Apresenta uma coloração escura. Apresenta olhos grandes e focinho estreito.

Distribuição: Distribui-se por basicamente toda Bacia Amazônica, incluindo Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e algumas áreas da Guiana e Guiana Francesa. No Brasil, o Melanosuchus niger tem sido observado ultimamente nos Estados de Mato Grosso, Amapá e Rondônia, assim como no Pará, Amazonas, Goiás e Tocantins. É extremamente abundante nas várzeas, sendo mais exigente em termos de qualidade de habitat.

Alimentação: Alimenta-se de peixes, aves e vertebrados aquáticos, como a capivara. Mostra mais atividade de caça terrestre, particularmente à noite, tendo visão e audição apuradas.  Os indivíduos jovens alimentam-se de crustáceos.

Reprodução: O acasalamento ocorre na água. A postura é realizada nas margens de lagos, na vegetação marginal. Constroem ninhos de aproximadamente 1,5 m de diâmetro durante a estação seca, contendo de 30 a 65 ovos. A eclosão ocorre entre 42 a 90 dias, coincidindo com o começo da estação chuvosa.

Exploração humana: Atualmente, o jacaré-açu está sujeito à intensa exploração ilegal para a obtenção de carne nas calhas dos rios Solimões, Japurá, Purus e Amazonas. As peles são desprezadas e a carne é comercializada salgada com os mercados colombiano e paraense. Hoje a espécie não se encontra mais na Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção.

 

www.ibama.gov.br


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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