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Meio Ambiente/Ecologia

Caiman latirostris - Jacaré-do-papo-amarelo

08/07/2005
 

Taxonomia:

Filo: Cordado
Sub-filo: Vertebrado
Super-Classe: Tetrápodo
Sub-Classe: Anapsida
Classe: Reptilia
Ordem: Crocodylia
Família: Alligatoridae
Espécie: Caiman latirostris (Daudin).

Status: Sua situação populacional é mais comprometida. Dificilmente encontram-se grandes populações da espécie, o que pode ser um reflexo da caça ilegal ocorrida nas décadas passadas, devido a boa qualidade comercial de sua pele. O status atual do Caiman latirostris ainda não é bem conhecido pela ampla distribuição da espécie na América do Sul. A maior parte de sua área de distribuição tem sofrido altos graus de perturbação. A espécie adapta-se a muitos ambientes antrópicos, mas não existem estudos que relacionam a perda de populações em ambientes naturais com o surgimento de populações novas.
 
Características: O jacaré-do-papo amarelo é classificado como de porte médio. As fêmeas são menores que os machos. Estes, em condições naturais, nunca excedem 2 m de comprimento total.  Os adultos geralmente tendem a uma coloração verde-oliva pálida.

Distribuição: Esta espécie apresenta ampla distribuição, compreendida entre os paralelos 5N e 34S de latitude, habitando ambientes distintos, tais como lagoas marginais, várzeas, mangues e banhados. De acordo com a IUCN, sua distribuição compreende a região sudeste da América do Sul, incluindo Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai. No Brasil, ele é encontrado na região costeira desde o Rio Grande do Norte e Recife até a Lagoa dos Patos e Mirim, no Rio Grande do Sul. Está presente também nas bacias do São Francisco e Paraná até o Rio Paraguai, no extremo oeste de sua distribuição.

Alimentação: De modo geral, o Caiman latirostris é um predador oportunista, cuja alimentação inclui desde insetos, crustáceos e moluscos (nas fases mais juvenis) até vertebrados. Grandes indivíduos podem consumir grandes presas.

Reprodução: Depositam de 20 a 60 ovos. A construção dos ninhos ocorre durante a estação chuvosa e pode ser assistida pelo macho. Os ovos são depositados em duas camadas. O período de incubação é de aproximadamente 70 dias. As fêmeas têm sido observadas abrindo o ninho durante a eclosão e permanecendo com os filhotes na água, onde eles serão protegidos por um ou ambos os pais por período indeterminado.

Exploração humana: A exploração ilegal (caça) ainda persiste, mas agora não é considerada como uma ameaça para a espécie porque este jacaré não é encontrado com tanta facilidade, tornando a caça menos atrativa e mais cara. Alguns criadouros científicos, conservacionistas e comerciais têm obtido bons resultados quanto a sua reprodução em cativeiro. Hoje a espécie não se encontra mais na Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção.

 

http://www.ibama.gov.br


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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