Meio Ambiente/Ecologia - Iguana - Iguana iguana
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Meio Ambiente/Ecologia

Iguana - Iguana iguana

08/07/2005
 

Taxonomia:

Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodo
Sub-Classe: Diapsida
Classe: Répteis
Ordem: Squamata
Sub-Ordem: Sáuria
Família: Iguanidae
Espécie: Iguana iguana

Nome Popular: Green Iguana, Iguana Verde, Iguana, Camaleão, Sinimbu.

Status: Esta espécie não se encontra ameaçada, sendo considerada o primeiro réptil como animal de estimação e conquistou ultimamente o seu lugar em muitos lares por todo o mundo. Nos EUA, o mercado dos répteis como bichos de estimação é gigante: entre todas as espécies criadas, o Iguana é considerada o número um por não ser considerado um animal agressivo. Aceitam bem manuseio desde que acostumados desde filhotes.

Carcterísticas: possui tamanho de 1,5 a 1,8 m de comprimento em cativeiro. Na natureza atingem os 2 m. O corpo é forte, comprimido lateralmente, sendo 2/3 correspondentes ao comprimento da cauda. Os membros são bem desenvolvidos e fortes, com dedos compridos. Apresenta uma enorme escama arredondada abaixo do tímpano, uma prega de pele na região gular (pescoço) e uma crista no alto da cabeça, características mais desenvolvidas nos machos. A coloração nos jovens é verde intensa e com o passar dos anos vão aparecendo bandas escuras ao longo do corpo e da cauda, portanto, a coloração desse animal varia de acordo com a idade e com a região onde é encontrado.
Do mesmo modo que a sua origem, também a sua aparência é tão diversificada que impede a descrição de um padrão regular. Muito diversificada, é difícil de caracterizá-la com base somente na aparência. Um caráter constante no gênero Iguana é a ausência de um padrão regular de escamas no topo da cabeça, especialmente no focinho. As pálpebras são formadas por grânulos, espessadas nas bordas e fecham-se completamente. Territorialista, defende-se dando mordidas e chicotadas com a cauda imensa. O Iguana vive, em média, 15 anos.

Distribuição: Do México ao Brasil Central e Paraguai. A família Iguanidae é encontrada nas Américas do Norte, Central e Sul (do Sudoeste do Canadá até a Terra do Fogo); na Ilha de Madagáscar, na África; e nas Ilhas Fiji, na Ásia.

Alimentação: Herbívora, tanto filhotes, jovens e adultos são vegetarianos, em cativeiro aceitam comer quase de tudo, brotos de feijão e bambu, tofu, escarola, couve, agrião, laranja, banana, mamão, maçã, uvas, tomates, cenouras raladas, manga, bem como flores de hibisco, Ipê, macieira e pétalas de rosa, entre outras. Evite oferecer alface, pois causa sonolência e diarréia. Entretanto, os Iguanas podem acidentalmente comer alguns insetos.
A alimentação é um atrativo à parte: o Iguana, diferente de muitos répteis dispensa comida viva, pois só são capazes de extrair 40% dos nutrientes encontrados nas suas dietas aliado ao pouco espaço que dispõem nos estômagos, faz com que a alimentação base deva ser rica em vitaminas e sais minerais.

Reprodução: - O sexo do Iguana é de difícil constatação, que pode ser descobertos visualmente, quando adulto (a partir dos quatro anos), pelos poros femorais (estruturas na parte interna das coxas das patas posteriores), bem maiores e mais visíveis nos machos do que nas fêmeas. Ou então é preciso fazer um exame com instrumentos chamados sexadores - pode ser feito inclusive em filhotes. A reprodução do Iguana Verde, em cativeiro, é considerada fácil. A fêmea entra no período fértil cerca de dois meses antes do verão e o acasalamento é normal. O macho pode morder a nuca da parceira durante a cópula, chegando a provocar sangramento, o que é normal. A fêmea abandona os ovos, em média 25, que eclodem entre 60 e 85 dias depois.

Hábitos: diurnos e arborícolas. Vive na copa das árvores próximas aos cursos d'água.

Fisiologia: Os lagartos, como outros répteis, não possuem a habilidade de regular a temperatura de seu corpo fisiologicamente. O calor metabólico que eles produzem é mínimo e é rapidamente dissipado para o meio ambiente através de sua pele. Em condições normais, a temperatura do corpo de um lagarto rapidamente se aproxima da temperatura do meio ambiente.
Em temperaturas baixas os lagartos enfrentam um dilema. É necessário que ele exponha seu corpo aos raios solares com o intuito de aquecê-lo. Porém, em tais temperaturas, a habilidade que o lagarto tem de se mover é reduzida e eles se tornam vulneráveis a predadores. Por não poder correr muito em baixas temperaturas, alguns lagartos adotam o comportamento de se unirem e ficar em bandos. Em temperaturas muito baixas, os lagartos são incapazes de responder a muitos estímulos, mas basta um leve acréscimo, mesmo ainda não sendo o ideal, para que o animal fique mais ativo e muitas vezes agressivo, contando com armas como as mordidas, que gastam menos energia e são eficientes, para escapar de seus predadores. Os lagartos que possuem a capacidade de regenerar a cauda perdida (autotomia) tendem a realizar este comportamento em baixas temperaturas, com o intuito de distrair os predadores e ganhar o tempo adicional para poder escapar.
Em cativeiro deve ser criada em ambientes com temperatura entre 22°C e 36°C e umidade em torno dos 80%. O ideal é que o terrário tenha em torno de 29·C durante o dia e 22·C à noite, para reproduzir o ambiente típico do Iguana. O controle da temperatura é feito com um termômetro no terrário. É influenciado pelo aquecimento das lâmpadas, a rocha aquecida, o aquecedor com termostato e a temperatura externa.

Comunicação: Muitos lagartos passam a maior parte de suas vidas vivendo solitários, mas quase todos costumam estabelecer algum tipo de comunicação com outros indivíduos, através de uma série de comportamentos estereotipados. Estes incluem comportamentos agressivos, que geralmente ocorrem de macho para macho e comportamentos de corte, entre sexos opostos. Em alguns lagartos machos, particularmente nos iguanídeos, a exibição da cor pode ser evidenciada pela ereção das cristas e do papo

Autotomia: trocando a cauda: A maioria dos lagartos são relativamente pequenos e não podem repelir seus predadores usando a força, embora muitos costumam morder, dar rabadas, emitir ruídos ou defecar, quando atacados. Um outro mecanismo de defesa, utilizado como técnica para escapar de ataques é a autotomia, que é perda de uma parte do corpo. Em muitos casos a cauda continua a se mexer depois de separada do corpo, servindo para distrair o predador e fazer com que o lagarto ganhe algum tempo para escapar. A cauda perdida pode custar muito caro para o lagarto por ser um lugar de deposição de gordura no corpo do animal. A perda desta importante reserva pode diminuir a capacidade do animal sobreviver durante períodos mais frios. Além disso o lagarto tem que lidar com a perda temporária das funções específica da cauda, como aquelas na locomoção, equilíbrio e comportamento social.
Na maioria dos lagartos capazes de realizar autotomia, a ruptura da cauda não ocorre entre as vértebras adjacentes, mas sim, dentro de uma única vértebra. Uma zona mais frágil, desenvolvida quando o animal é ainda filhote, ocorre através de cada vértebra autotómica. Esta divisão corresponde a uma fronteira entre dois segmentos de músculo e continua até a superfície do corpo, região na qual a pele é mais frágil. A perda de sangue é mínima na autotomia e a cauda de um lagarto que conseguiu escapar, crescerá novamente em alguns meses, embora a as vértebras perdidas sejam substituídas por uma estrutura cartilaginosa e os músculos e escamas que cresceram novamente, são geralmente irregulares.

Bibliografia consultada:

  • Allen, Mary E., Olav T. Oftedal, David J. Baer, and Dagmar I. Werner. " Nutricional studies with the green Iguana." Proceedings of the eighth.
  • Dr. Scholl Conference on Nutrition of Captive Wild Animals, Linciln Park Zoological Garden, Chicago Illionois, December 8-9, 1989. Thomas P. Meehan, Steven D. Thompsom, and Mary E. Allen, eds.
  • Rand, a Stanley, Beverly A. Dungan, Hebe Monteza, and Dalixa Vianda. " The diet of a generalized folivore: Iguana iguana in Panamá." Journal of Herpetology.
  • Vol. 24, Nº 2, pp. 211-214, 1990.
  • Lara Lopez, Maria del Socorro. " Habitos alimentarios de la Iguana verde (iguana) in la region de La Mancha, Actopan, Veracruz." Thesis, Universidad Veracruzana, Facultad de Biologia, 1994.
  • Thomás Boyer (Journal of small exotic animal medicine 1 (1) ).
  • Gordon Rodda (Herpetological Review, 25 (2) : 35).
  • John Iverson (Adaptations to Herbivory in Iguanine Lizards).
www.ibama.gov.br


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