Meio Ambiente/Ecologia - Epipedobates flavopictus - sapo-flecha
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Meio Ambiente/Ecologia

Epipedobates flavopictus - sapo-flecha

08/07/2005
 

Taxonomia:

Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodo
Sub-Classe: Diapsida
Classe: Lissamphibia
Super-Ordem: Salientia
Ordem: Anura
Família: Dendrobatidae
Gênero:
Epipedobatides
Espécie: Epipedobates flavopictus

Nome Popular: Não possui um nome popular, mas os dendrobatídeos são chamados de maneira geral de sapos-flecha, por causa do seu uso em dardos indígenas. Na Chapada dos Veadeiros, local onde eles ocorrem em abundância, o chamam de sapo-de-estrada.

Distribuição: E. flavopictus tem distribuição nas regiões Central e Norte/Nordeste do Brasil. É considerado endêmico do Cerrado, contudo, uma população vicariante é encontrada na Serra dos Carajás no estado do Pará, com influência amazônica. Ocorre nos estados de Goiás, Tocantins, Minas Gerais, Pará e Maranhão (Haddad e Martins, 1994).

Características: Espécie de área aberta, muito tóxica (Júnior et al., in press), de tamanho corpóreo pequeno (CRA em torno de 3 cm). Possui coloração geral do corpo preta, com manchas chamativas de cores amarelas e laranjas.

Status populacional: Não encontra-se ameaçada por ser abundante em seus locais de ocorrência, embora seja difícil de ser coletado e observado.

Hábitos: Possui hábitos diurnos, utilizando frestas de rochas próximas a pequenos cursos d´água para se abrigarem, vocalizarem e se reproduzirem.
 
Alimentação: Sua alimentação é composta 90% por insetos, principalmente formigas e cupins (Biavati et al., dados não publicados). Alimenta-se também de aracnídeos e indivíduos da classe nematoda. De modo geral as presas dessa espécie apresentam pequeno porte. É uma espécie bastante oportunista por alimentar-se de presas aladas e terrestres, conforme a disponibilidade.
 
Reprodução: Possui reprodução restrita à época chuvosa (Biavati et al., dados não publicados), ocorrendo exclusivamente em campos rupestres das maiores cadeias montanhosas do Brasil Central. Os machos apresentam cuidado parental, carregando no dorso grupos de ovos e girinos do abrigo até poças d´água.

Bibliografia
HADDAD, C.F.B; MARTINS, M. Four species of Brazilian poison frogs related to Epipedobates pictus (Dendrobatidae): taxonomic and natural history observations. Herpetologica. 50(3): p.282-295.1994.
PINHEIRO, T.G; MARQUES, M.I. Análise do hábito alimentar de Epipedobatides cf. pictus (Tschudi, 1858) - Anura: Dendrobatidae. Resumos XXV Congresso Brasileiro de Zoologia. Brasília: Sociedade Brasileira de Zoologia. 2004.

Netografia
www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20030425/pri_cid_250403_214.htm
www.unb.br/ib/zoo/grcolli/alunos/graziela.htm

http://www.ibama.gov.br


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