Meio Ambiente/Ecologia - Hyla faber - sapo-ferreiro
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Meio Ambiente/Ecologia

Hyla faber - sapo-ferreiro

08/07/2005
 

Taxonomia:

Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodo
Sub-Classe: Diapsida
Classe: Lissamphibia
Super-Ordem: Salientia
Ordem: Anura
Família: Hylidae
Gênero:
Hyla
Espécie:Hyla faber

Nome popular: Sapo-ferreiro, sapo-martelo, sapo-gameleiro, perereca-paneleira.

Distribuição: Esta espécie foi descrita por Weid-Newied em 1821 e possui ampla distribuição, sendo encontrada do sudeste e sul do Brasil ao sudeste do Paraguai e nordeste da Argentina. No Brasil distribui-se desde regiões de baixada a regiões serranas, ocorrendo na Mata Atlântica e nos Cerrados. É uma espécie que se adapta a regiões alteradas com facilidade podendo estar, devido a ações antrópicas, ampliando sua distribuição geográfica (Feio et al., 1998; Haddad, 1998; Frost, 2002).

Características: É uma perereca muito grande, de coloração bege. Pode se apresentar muito clara quando em repouso diurno, ou manchada de marrom-escuro quando em atividade noturna. (Izecksohn & Carvalho-e-Silva, 2001). Seu dorso pode ser alaranjado, castanho claro ou castanho escuro. Geralmente tem uma estria médio-dorsal fina e negra que vai desde a ponta do focinho até o meio do tronco.O ventre é branco, a garganta é negra no macho e branca na fêmea. O macho possui um pequeno espinho  próximo a base do polegar. As pererecas jovens têm cerca de 35 mm de comprimento. Os machos adultos possuem cerca de 85-95 mm e as fêmeas adultas 90-100 mm. Os machos velhos freqüentemente apresentam cicatrizes provenientes de brigas territoriais (Kwet & Di-Bernardo, 1999).

Status Populacional: Até então, esta espécie não se encontra na Lista Nacional das Espécies Brasileiras Ameaçadas de Extinção. Porém isso não exclui a possibilidade dessa espécie estar ameaçada, devido a utilização de métodos agressivos ao meio ambiente para expansão das fronteiras agrícolas, sem a menor preocupação com a conservação dos recursos para permitir sua regeneração, vem extinguindo um grande número de espécies de anfíbios e destruindo a biodiversidade em geral.

Hábitos: No período da desova essa espécie é geralmente encontrada em corpos d'água grandes e permanentes, em ambientes abertos ou florestais. Fora desse período reprodutivo é encontrada em florestas sobre as árvores. Os girinos vivem sobre o fundo de lagos (Kwet e Di-Bernardo, 1999).Esta espécie já foi vista sendo predada por caranguejos, serpentes, corujas e, até mesmo, por outros anfíbios. Sabe-se que seus predadores naturais são a cobra d'água e a coruja Suindara.
O repertório acústico desta espécie é excepcional. Até hoje já foram descritos seis distintos cantos. São eles: (I) "canto de anúncio"; (II) "canto de pulo"; (III) "canto de briga"; (IV) "grito de agonia"; (V) "canto de encontro"; (VI) "canto de início".
 
Alimentação: Os girinos alimentam-se de matéria em suspensão, detritos e organismos animais e vegetais em decomposição (Kwet e Di-Bernardo, 1999). Os adultos alimentam-se de alguns insetos.

Reprodução: O período da desova é de dezembro a fevereiro, quando é encontrada em corpos d'água grandes e permanentes, em ambientes abertos ou florestais. O macho constrói um ninho semelhante a uma pequena cratera (20cm de diâmetro) na margem de lagoas, poças ou açudes, nas clareiras ou bordas da mata  onde emitem sons, semelhantes a batidas de um martelo em uma lata, para atrair a fêmea (Izecksohn & Carvalho-e-Silva, 2001; Kwet & Di-Bernardo, 1999).
Os machos, quando em grandes densidades populacionais, apresentam cuidado parental, permanecendo junto à desova impedindo que outros machos a destruam. Eles ainda podem lutar até a morte por disputas de territoriais. São depositados como um filme na superfície do ninho uma quantidade de 3000-4000 ovos pequenos. Os ovos são brancos na parte inferior, que fica submersa, e pretos na parte superior, que fica exposta ao sol, para que o embrião fique protegido contra os raios solares. A película de gel que mantém os ovos na superfície da água não pode ser rompida, senão os ovos afundam e não vingam, pois ficam sem o oxigênio do ar. Por isso, deve-se evitar que mexam nos ninhos. É interessante esta estratégia de isolar a poça do restante de uma lagoa, é uma boa garantia de segurança para os girinos nela retidos. Durante um certo período, os girinos desenvolvem-se dentro dessa poça até que uma inundação os liberem para a lagoa principal. Os girinos do sapo-martelo têm uma adaptação especial para sobreviver com nível bastante baixo de oxigênio na água, situação que normalmente ocorre na água retida nessas pequenas poças. Se a poça secar, os girinos resistem por mais de 24 horas. Eles são relativamente grandes e têm cauda preta que contrasta com o corpo pardacento. No verão subseqüente ao nascimento, os girinos tornam-se maiores e mais escuros, e então metamorfoseiam. O tempo total de desenvolvimento dos girinos é cerca de um ano.

Bibliografia
KWET, A., DI-BERNARDO, M.,   Anfíbios. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1999. 107p.    IZECKSOHN, E.; CARVALHO-E-SILVA, S. P. Anfíbios do município do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2001. 148p.
HADDAD, C.F.B.1998.Biodiversidade dos anfíbios no Estado de São Paulo, pp. 15-26. In: Biodiversidade do estado de São Paulo , Brasil: síntese do conhecimento ao final do século XX, 6: Vertebrados/ CASTRO, R.M. C.(org), São Paulo: FAPESP.
FEIO, R. N.; BRAGA, U. M. L.; WIEDERHECKER, H. & SANTOS, P. S., 1998, Anfíbios do Parque Estadual do Rio Doce (Minas Gerais). Universidade Federal de Viçosa, Instituto Estadual de Florestas, 32p.

Netografia
http://www.herpetologia.hpg.ig.com.br/hfaber.htm
http://eco.ib.usp.br/labvert/SiteItirapina/sapos-faber.htm
www.japi.org.br/nivel1/bio/fauna/fichas/anfibio/fotosapo.html
http://www.faunacps.cnpm.embrapa.br/anfibio/ferreiro.html
http://www.ra-bugio.org.br/Especie/pererecas/permanentes/repr_log_permanentes.htm
http://elib.cs.berkeley.edu/cgi

 

www.ibama.gov.br


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