Meio Ambiente/Ecologia - Bufo ictericus - sapo-cururu
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Meio Ambiente/Ecologia

Bufo ictericus - sapo-cururu

08/07/2005
 

Taxonomia:

Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodo
Sub-Classe: Diapsida
Classe: Lissamphibia
Super-Ordem: Salientia
Ordem: Anura
Família: Bufonidae
Gênero:
Bufo
Espécie: Bufo ictericus.

Nome popular: Sapo-cururu.

Distribuição: Espécie amplamente distribuída na floresta Atlântica do sudeste e sul do Brasil, e em Misiones  na Argentina (Kwet & Di-Bernardo, 1999). Embora esteja se tornando escassa no município do Rio de Janeiro, é ainda abundante em municípios próximos (Carvalho-e-Silva & Izecksohn, 2001).

Características: É um sapo de tamanho muito grande (macho 100-130 mm, fêmea 110-140 mm)   As fêmeas são bege-parda-claras e assim como os filhotes possuem o dorso com  padrão regular de manchas escuras e uma estria médio-dorsal de coloração clara, os machos são unicolores (cinza-amarelados). O ventre é branco, marmoreado de castanho. Possuem cristas cefálicas pronunciadas; glândulas paratóides grandes e pele muito verrugosa (Kwet & Di-Bernardo, 1999; Carvalho-e-Silva & Izecksohn, 2001).

Status Populacional: Os machos foram, em certa época, caçados intensamente por laboratórios, que os utilizavam para teste de diagnóstico precoce de gravidez (Carvalho-e-Silva & Izecksohn, 2001).
Esta espécie não se encontra na Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção (IN/MMA-03/03), porém isso não exclui a possibilidade dessa espécie se tornar ameaçada, devido a utilização de métodos agressivos ao meio ambiente para expansão das fronteiras agrícolas, sem a menor preocupação com a conservação dos recursos.
 
Hábitos: Tem hábitos florestais, mas consegue sobreviver em áreas desmatadas e campos (Carvalho-e-Silva & Izecksohn, 2001). Esta espécie de sapo é muito comum em  áreas antropizadas, devido à abundância de recursos alimentares (insetos atraídos por lâmpadas dos postes e das casas).
É um sapo muito útil ao homem por auxiliar no controle da população de insetos e lesmas, pragas da agricultura. 

Alimentação: Na fase adulta alimentam-se basicamente de alguns insetos, lesmas e até ratos pequenos. Um único sapo adulto pode devorar 10 mil insetos em 3 meses.
Os girinos alimentam-se de matéria em suspensão e na superfície de pedras e plantas submersas (Kwet & Di-Bernardo, 1999).

Reprodução: Na estação reprodutiva é encontrado em riachos e em coleções de água parada, como lagoas e poças. Os machos vocalizam próximos e dentro d´água, principalmente à noite, mas também durante o dia. O canto é composto por uma seqüência de notas curtas, iguais e repetidas  o que em Tupi é chamado Kururu (Kwet & Di-Bernardo, 1999).
Ocorre, de agosto a janeiro, o principal período de desova. Grandes cordões gelatinosos, com milhares de ovos escuros, são depositados em partes rasas da água durante o amplexo. Milhares de indivíduos recém-metamorfoseados, medindo 9-10 mm, em novembro e dezembro, deixam os sítios reprodutivos ao mesmo tempo, e têm atividade diurna (Kwet & Di-Bernardo, 1999).
Os girinos são pequenos, pretos, livre-natantes, e permanecem em congregações (Kwet & Di-Bernardo, 1999).

Bibliografia
IZECKSOHN, E.; CARVALHO-E-SILVA, S. P. Anfíbios do município do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2001. 148p.
KWET, A., DI-BERNARDO, M.,   Anfíbios. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1999. 107p.

Netografia
http://www.nativealimentos.com.br/portuguese/ambiental/anfibios/inf/sapo_cururu.html
http://www.ra-bugio.org.br/Especie/Sapos/sapos.htm.
http://elib.cs.berkeley.edu/aw/search/search_photos.shtml

www.ibama.gov.br


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