Meio Ambiente/Ecologia - Bufo schneideri- Bufo schneideri
Esta página já teve 132.445.292 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 24.705 acessos diários
home | entre em contato
 

Meio Ambiente/Ecologia

Bufo schneideri- Bufo schneideri

08/07/2005
 

 

Taxonomia:

Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodo
Sub-Classe: Diapsida
Classe: Lissamphibia
Super-Ordem: Salientia
Ordem: Anura
Família: Bufonidae
Gênero: Bufo
Espécie: Bufo schneideri
 
Nome Popular: Em várias regiões interioranas, devido a seu grande porte é chamado de Sapo-boi. O nome sapo-cururu provavelmente originou-se devido às suas vocalizações bastante típicas, que durante a estação reprodutiva, ecoam em quase todas as áreas abertas do Cerrado, mesmo em áreas antropizadas.

Distribuição: Esta espécie foi descrita em 1894 por Werner, mas por muito tempo foi chamada de B. paracnemis. Atualmente pode ser encontrada do Uruguai à Bolívia central, passando pelo Paraguai e Argentina. No Brasil , é encontrada principalmente nos estados da Bahia, Pernambuco, Mato Grosso, Goiás e Região Sul (Bastos et.al., 2003; Frost, 2002; Cochran, 1955).

Características: O Bufo schneideri pertence a um grupo que congrega animais de grande porte possuindo membros curtos e coloração que varia de castanho-claro a escuro. Possui pele áspera com região dorsal bastante rugosa devido à presença de glândulas cutâneas (Cochran, 1955). Duas dessas, localizadas logo atrás dos olhos, são chamadas de glândulas paratóides e atrás da tíbia estão as glândulas paracnemis.
Quando são espremidas, as glândulas liberam veneno através de grandes poros, que escorre pela pele do animal. O veneno possui bufotoxinas, causando apenas pequenas irritações cutâneas em pessoas sensíveis, mas se ingerido, geralmente por cães, pode causar sérias complicações envolvendo o sistema nervoso e circulatório (Cardoso et.al., 2003).

Status populacional: Apresenta ampla distribuição geográfica na América do Sul com adensamento populacional em áreas antrópicas pela alta disponibilidade de alimentos (Cochran, 1955). O sapo-boi não é considerado uma espécie ameaçada de extinção, sendo assim não consta na Lista Nacional  das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção.

Hábitos: Os adultos desta espécie são bastante andarilhos, e forrageiam sob postes de iluminação, podendo ser encontrados a quilômetros de distância de corpos d'água. Durante o dia abrigam-se sob pedras e troncos de madeira, montes de tijolos, ou mesmo no interior de calhas, canaletas, etc.

Alimentação: Assim como B. crucifer, os adultos alimentam-se de insetos, tendo uma alimentação muito variada. Forrageiam sob postes de iluminação, com predomínio das espécies de insetos da Ordem Hymenoptera (Cochran, 1955).

Reprodução: Os machos costumam vocalizar às margens de lagos, lagoas e açudes, em áreas abertas, apenas durante a noite. O amplexo pode durar até 40 horas antes que ocorra a oviposição, e o acasalamento pode prolongar-se por mais 10 horas.
Os machos de Bufo schneideri possuem comportamento reprodutivo explosivo e para atrair fêmeas, podem além de vocalizar, procurar ativamente por parceiras sexuais. Neste caso o macho se desloca no ambiente e tenta encontrar fêmeas para amplexo, todavia, em ambientes antropizados, com acúmulo de lixo e materiais flutuantes nos cursos d'água, não é difícil encontrarmos machos de B. schneideri amplectados com pedaços de madeira, isopor e garrafas, além de outras espécies (Bastos et.al, 2003).
O canto de anúncio é formado por notas simples multipulsionadas, com som bastante grave (freqüência baixa) e repetitivo (alta taxa de emissão). O amplexo é axilar e a desova é depositada na forma de cordões gelatinosos, em ambientes lênticos, nos quais os girinos se desenvolvem (Bastos et.al, 2003; Cochran, 1955)

Bibliografia
BASTOS, R. P.; MOTTA, J. A. O.; LIMA, L. P.; GUIMARÃES, L. D.Anfíbios da Floresta Nacional de Silvânia, estado de Goiás. 1ª edição.Goiânia: R. P. Bastos, 2003. 82p.
BASTOS, R. P.; LIMA, L. P.; PASQUALI, M. S. Sapos, rãs e pererecas: desvendando o segredo dos anfíbios. 1ª edição. Goiânia: R. P. Bastos, 2003. 12p.
CARDOSO,J.L.C.; FRANÇA, F.O.S.; WEN,F.H.; MÁLAQUE,C.M.S.; HADDAD Jr., V. Animais Peçonhentos no Brasil: Biologia, clínica e terapêutica dos acidentes. São Paulo: Sarvier, 1a.Ed., 2003. 469p.
COCHRAN, D. M. Frogs of sooutheastern Brazil. Bull. U.S. Nat. Mus., n. 206, p. 1-423, 1955.
FROST, D. R. Amphibian Species of the World: an online reference. V2.21(15 July 2002).

Netografia
www.aultimaarcadenoe.com.br/saposchneideri.htm
www.herpetologia.hpg.ig.com.br/anfibios.htm

 

www.ibama.gov.br


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos