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Meio Ambiente/Ecologia

Physalaemus centralis-rãzinha

08/07/2005

Taxonomia:
 
Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodo
Sub-Classe: Diapsida
Classe: Lissamphibia
Super-Ordem: Salientia
Ordem: Anura
Família: Leptodactylidae
Gênero:
Physalaemus
Espécie:
Physlaemus centralis

Distribuição:
Anfíbio descrito no Brasil Central em 1962 por W. Bokermann, distribui-se pelos Estados brasileiros de São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás (Frost, 2002).
Características: Espécie de grande porte para o gênero, muito semelhante a P.cuvieri, porém maior (Bastos et.al., 2003). O nome específico centralis é uma homenagem ao fato de ter sido descrita do Brasil Central (Bokermann, 1962 apud Bastos et.al., 2003). Caracteriza-se por apresentar cabeça larga, focinho arredondado lateralmente, coloração geral do dorso marrom com faixas laterais no corpo marrom-escuras. Os machos apresentam região gular enegrecida que nas fêmeas é branca (Bastos et.al., 2003). Animal com ventre claro, geralmente branco.

Status populacional: Possui uma ampla distribuição na América do Sul, principalmente no Cerrado brasileiro. Por isso não consta na Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção (IN/MMA nº. 03/03 de 27/05/03).

Hábitos: Comumente habita áreas abertas, como regiões encharcadas do Cerrado - Veredas, lagos, reservatórios artificiais e nascentes, mas também pode ser encontrada em regiões de mata - matas de galeria do tipo inundável.
Os machos vocalizam em ambientes temporários, a partir do chão em área brejosa de água parada, assumindo posição semiflutuante em pequenas depressões encharcadas do solo, como as pegadas de bovinos às margens de reservatórios.
Durante o dia podem ser encontrados sobre pedras e troncos.

Alimentação: A dieta de Physalaemus centralis ainda não é conhecida, porém, indivíduos de Physlaemus centralis e Physlaemus cuvieri compartilham basicamente os mesmos habitats e recursos. Desta forma, provavelmente suas dietas sejam constituídas basicamente dos mesmos itens alimentares. Vilarins et.al. (2004) estudaram Physlaemus cuvieri e concluíram que os indivíduos se alimentam principalmente de invertebrados da ordem Isoptera (cupins) e da ordem Hymenoptera, família Formicidae (formigas).

Reprodução: O período reprodutivo é restrito aos períodos chuvosos. A reprodução é prolongada, durante a qual os machos agregam-se em arenas, vocalizando escondidos no meio da vegetação existente, tanto na margem como no interior de corpos de água temporários ou permanentes, localizados em áreas abertas (Bastos et.al, 2003).
O amplexo é axilar e os ovos são depositados em ninhos de espuma, sobre a água. Para a produção do ninho, o macho bate com as pernas o muco que é liberado com os ovos durante a desova, enquanto está em amplexo com a fêmea (Bastos et.al, 2003).

Bibliografia
BASTOS, R. P.; MOTTA, J. A. O.; LIMA, L. P.; GUIMARÃES, L. D.Anfíbios da Floresta Nacional de Silvânia, estado de Goiás. 1ª edição.Goiânia: R. P. Bastos, 2003. 82p.
FROST, D. R. Amphibian Species of the World: an online reference. V2.21(15 July 2002).
VILARINS, L.B; DIAS, L.B.; RODRIGUES, R.S.; BOCCHIGLIERI, A.; FARIA, R.G. Variação ontogenética na dieta de Physalaemus cuvieri em uma área da cerrado antropizado do Brasil Central. p208, Resumos XXV Congresso Brasileiro de Zoologia. Brasília: Sociedade Brasileira de Zoologia. 2004. 513p.

Netografia
www.herpetologia.hpg.ig.com.br/pcentralis.htm
www.//research.amnh.org/herpetology/amphibia/index.html 

 

www.ibama.gov.br


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